Tesouro Direto ou CDBs: onde vale mais a pena investir em 2022?


Com a alta da Selic, os títulos de renda fixa estão oferecendo um retorno mais alto. Desse modo, muitos investidores estão se interessando por essa classe de ativos. É aí que surge a questão: qual é melhor, Tesouro Direto ou CDBs?

Qual vale mais a pena: Tesouro Direto ou CDBs?

Para que você possa escolher entre os títulos públicos ou privados, você deve levar em conta o que você busca com essa aplicação.

1- Rentabilidade

Você pode estar em busca de investir em títulos de renda fixa para aproveitar a rentabilidade mais alta ocasionada pela subida da taxa Selic.

Neste caso, é essencial que você escolha bem a corretora pela qual você vai investir. Isso porque algumas plataformas têm mais opções de títulos de renda fixa do que outras.

Além disso, existe o fato de que o retorno oferecido por títulos privados muda de uma corretora para outra. No caso dos títulos públicos eles são os mesmos. Mas os títulos privados variam.

Por fim, vale destacar que, para valer a pena, um título privado tem que oferecer um retorno maior do que um título público.

2- Segurança

Os títulos públicos são considerados a aplicação mais segura do mercado, já que eles contam com a garantia do governo.

É por isso que os títulos públicos só valem a pena se o retorno for mais alto do que os títulos privados.

No mundo dos investimentos, existe uma relação entre risco e retorno. Isso significa que, quanto mais arriscada for uma aplicação, maiores são as chances de altos retornos, e vice-versa.

Portanto, os títulos privados têm um risco maior do que os títulos públicos e, por isso, devem oferecer um retorno maior.

No entanto, o fato dos títulos privados terem um risco maior, não significa que eles são mega arriscados. Na verdade, eles são bem menos arriscados do que os ativos de renda variável.

Isso porque eles contam com algumas garantias. Por exemplo, os CDBs são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que devolve até R$ 250 mil por CPF e instituição em caso de calote.

Além do FGC, outra forma de tornar o investimento em CDB menos arriscado é analisando a solidez da instituição emissora do título.

3- Prazo

O terceiro aspecto que você deve considerar ao escolher entre tesouro direto e CDBs é o prazo. Os títulos contam com diferentes vencimentos.

Sendo assim, o ideal é que você escolha um título cujo prazo de vencimento seja condizente com a realização do objetivo pelo qual você investe.

Por isso, é essencial que, antes de investir, você defina qual o seu objetivo com o investimento e qual será o prazo de realização.

A partir disso, você pode definir se está em busca de retorno ou segurança e escolher títulos com prazos condizentes.

Vale destacar que, quanto maior for o prazo de vencimento, maior tende a ser o retorno oferecido. Isso porque, como o seu dinheiro vai ficar retido por um tempo maior, você tem o chamado risco de liquidez.

Tipos de títulos

O tipo de título é outro fator que você deve analisar ao escolher entre tesouro direto e CDBs. Quando eu falo em tipo de título, estou me referindo aos títulos prefixados, pós-fixados e híbridos.

1- Prefixados. Como o próprio nome indica, os títulos prefixados são aqueles nos quais o retorno é definido desde o momento da aplicação. Sendo que a taxa de retorno permanece a mesma até o vencimento do título.

Desse modo, com este tipo de título, você sabe exatamente o quanto terá de rendimento com a aplicação. A vantagem é justamente essa previsibilidade de retorno.

2- Pós-fixados. Neste caso, o retorno varia de acordo com o indexador. Por exemplo, o rendimento do Tesouro Selic varia de acordo com a variação da taxa Selic.

Dessa forma, quando a Selic sobe a rentabilidade sobe junto, e quando a Selic desce o retorno também é reduzido. A vantagem dos títulos pós-fixados é que você pode ter um retorno acima do esperado, se o indexador subir.

A desvantagem é que você não tem uma previsibilidade, já que o rendimento varia de acordo com o indexador.

3- Híbridos. Por fim, os títulos híbridos são aqueles onde o rendimento é um misto de prefixado com pós-fixado. Dessa maneira, você tem uma parte do retorno fixo e outro que varia.

Por exemplo, o Tesouro IPCA+ remunera de acordo com o IPCA mais uma taxa de juros. A vantagem é que o IPCA mede a inflação.

Como esse título remunera não apenas o IPCA mais uma taxa de juros, ele garante um retorno acima da inflação, é o chamado ganho real.

Como escolher entre Tesouro Direto ou CDBs

Para escolher entre tesouro direto e CDBs você deve levar em conta todos os aspectos citados anteriormente neste texto. Recapitulando, os aspectos são:

  1. Rentabilidade;
  2. Segurança;
  3. Prazos;
  4. Tipos – Prefixado, pós-fixado e híbrido.

Além disso, é preciso que você considere a inflação. Se você não fizer isso, você pode ter apenas um ganho nominal e não um ganho real.

Neste caso, vai parecer que o seu patrimônio está crescendo. Mas, na prática, você vai estar perdendo poder de compra para a inflação.

Portanto, se a intenção é realmente crescer o seu patrimônio, você precisa escolher ativos com retornos mais altos do que a inflação.

Para você ter uma ideia, a previsão para o IPCA para 2022 está em 6,59%. No ano passado, o IPCA fechou em 10,06%. Sendo assim, você deve escolher um título que rende mais do que isso.

No fim das contas, a escolha entre tesouro direto ou CDBs é muito particular. Isso porque, essa escolha vai depender dos seus objetivos, prioridades, prazos e perfil de investidor.

Contudo, para ver na prática como analisar os títulos na hora de escolher o melhor para você, assista ao vídeo de Raul Sena, o Investidor Sardinha:

E aí, gostou de aprender o que você deve analisar ao escolher entre tesouro direto ou CDBs? Outro texto que você pode gostar de ler é: Selic a 13,25%: o que isso significa e o que fazer com a alta extrema?

Fonte: Roteiro de Raul Sena.

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