Tesouro Direto ou CDBs: qual é o melhor investimento? [2023]

Investir em tesouro direto ou CDB pode ser uma boa opção em período de Selic alta. Mas qual dos dois escolher? Descubra aqui.

24 de março de 2022 - por Jaíne Jehniffer


Tesouro Direto ou CDBs são duas opções de ativos de renda fixa, o que significa que o nível de risco é menor. No entanto, os dois funcionam de formas diferentes. Por isso, antes de investir, é preciso entender como eles funcionam e investir sempre de acordo com o seu perfil de investidor.

Em resumo, o tesouro direto é um título público mais seguro do mercado, pois conta com a garantia do governo. Inclusive, esse é um título muito usado por quem está começando a investir, já que ele tem baixo risco e o valor mínimo para investir é baixo.

Por outro lado, os CDBs são os Certificados de Depósito Bancário. Eles são emitidos pelos bancos e funcionam de forma similar ao tesouro direto e contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que devolve até R$ 250 mil em caso de calote.

Tesouro Direto ou CDB?

Ambos os títulos têm vantagens e desvantagens em certos critérios que você deve levar em conta ao investir. Por isso, vamos analisar abaixo alguns desses critérios para te ajudar a escolher entre tesouro direto ou CDB.

1- Rentabilidade

A rentabilidade do tesouro direto e dos CDBs é conhecida desde o momento da aplicação, sendo que o retorno pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido. O retorno varia entre os tipos de títulos, mas no geral, quanto maior estiver a Selic, maior é o retorno oferecido no tesouro e no CDB.

Um detalhe importante é que o retorno oferecido por títulos privados muda de uma corretora para outra. No caso dos títulos públicos eles são os mesmos. Mas os títulos privados variam.

Outra diferença entre os dois tipos de ativos, é que os títulos privados costumam oferecer um retorno maior do que um título público. Isso porque os títulos privados são mais arriscados do que os públicos, mesmo contando com mecanismos de segurança.

2- Liquidez do tesouro direto e CDBs

A liquidez é a facilidade com que você consegue resgatar a sua aplicação. No caso do tesouro direto, a liquidez é alta, pois você pode resgatar o título a qualquer momento. Já os CDBs costumam ter um prazo de carência, logo, você não pode vender quando quiser.

A questão do vencimento do título também impacta no rendimento do ativo. A tendência é que títulos com prazos mais longos ofereçam um retorno maior. Isso porque, como o seu dinheiro vai ficar retido por um tempo maior, você tem o chamado risco de liquidez.

3- Custos e tributações

O tesouro direto e os CDBs tem alguns custos para investir. Primeiramente, ambos seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda (IR):

Prazo Alíquota (%)
Até 180 dias 22,5
De 181 a 360 dias 20,0
De 361 a 720 dias 17,5
Acima de 720 dias 15,0

Além do IR, se a aplicação for resgatada antes de completar 30 dias, existe a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Além desses custos em comum, o tesouro direto tem ainda a taxa de custódia cobrada pela B3 de forma semestral.

4- Segurança

Os títulos públicos são considerados a aplicação mais segura do mercado, já que eles contam com a garantia do governo. É por isso que os títulos públicos só valem a pena se o retorno for mais alto do que os títulos privados.

No mundo dos investimentos, existe uma relação entre risco e retorno. Isso significa que quanto mais arriscada for uma aplicação, maiores são as chances de altos retornos, e vice-versa. Portanto, os títulos privados têm um risco maior do que os títulos públicos e, por isso, devem oferecer um retorno maior.

No entanto, o fato dos títulos privados terem um risco maior, não significa que eles são mega arriscados. Na verdade, eles são bem menos arriscados do que os ativos de renda variável. Isso porque eles contam com algumas garantias.

Por exemplo, os CDBs são protegidos pelo FGC, que devolve até R$ 250 mil por CPF e instituição em caso de calote. Além do FGC, outra forma de tornar o investimento em CDB menos arriscado é analisando a solidez da instituição emissora do título.

Tipos de títulos de renda fixa

O tipo de título é outro fator que você deve analisar ao escolher entre tesouro direto e CDBs. Quando eu falo em tipo de título, estou me referindo aos títulos prefixados, pós-fixados e híbridos.

1- Prefixados

Como o próprio nome indica, os títulos prefixados são aqueles nos quais o retorno é definido desde o momento da aplicação. A taxa de retorno permanece a mesma até o vencimento do título.

Desse modo, com este tipo de título, você sabe exatamente o quanto terá de rendimento com a aplicação. A vantagem é justamente essa previsibilidade de retorno. A desvantagem é que se a inflação do período subir muito, você pode ter um retorno abaixo da inflação, com isso, você não tem um ganho real.

2- Pós-fixados

Neste caso, o retorno varia de acordo com o indexador, por exemplo, o rendimento do Tesouro Selic varia de acordo com a variação da taxa Selic. Dessa forma, quando a Selic sobe a rentabilidade sobe junto, e quando a Selic desce o retorno também é reduzido.

A vantagem dos títulos pós-fixados é que você pode ter um retorno acima do esperado, se o indexador subir. A desvantagem é que você não tem uma previsibilidade, já que o rendimento varia de acordo com o indexador.

3- Híbridos

Por fim, os títulos híbridos são aqueles onde o rendimento é um misto de prefixado com pós-fixado, dessa maneira, você tem uma parte do retorno fixo e outro que varia.

Por exemplo, o Tesouro IPCA+ remunera de acordo com o IPCA mais uma taxa de juros. Sendo assim, o retorno é equivalente ao IPCA do período, mais uma taxa de juros fixa. Isso significa que você sempre tem um retorno acima da inflação, ou seja, um ganho real.

O que é CDB?

CDB é o Certificado de Depósito Bancário. Trata-se de um título de renda fixa, emitido por bancos com o intuito de captar recursos para suas atividades. Na prática, ao investir em um CDB, você está emprestando o seu dinheiro para o banco, em troca de uma taxa de juros.

Uma curiosidade, é que os CDBs proporcionam um retorno bem maior do que a poupança, mas contam com a mesma segurança. Ou seja, vale muito mais a pena investir em um CDB do que deixar o dinheiro na poupança, já que os dois têm a mesma segurança e o CDB remunera melhor.

A proteção dos CDBs e da poupança é feita pelo Fundo Garantidor de Créditos, que devolve até R$ 250 mil em caso de calote do banco.

O que é o Tesouro Direto?

O tesouro direto é um título público emitido pelo governo, com o intuito de captar recursos. Assim como o CDB, o tesouro direto funciona como um tipo de empréstimo em troca de uma taxa de juros. Sendo que existem alguns tipos de tesouro direto: Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+.

Apesar de ser considerado a aplicação mais segura do mercado, o tesouro direito não é protegido pelo FGC. A sua proteção é apenas a garantia do governo. Além da segurança, esse título tem também a vantagem de exigir um valor pequeno como investimento mínimo e ter uma alta liquidez.

Enfim, para aprender mais sobre os dois títulos e descobrir qual é o melhor para você, assista ao vídeo de Raul Sena, o Investidor Sardinha:

Fonte: Roteiro de Raul Sena, Rico e Toro investimentos

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