25 de julho de 2025 - por Millena Santos

Entender o perfil do consumidor é muito importante para definir as melhores estratégias para alcançar o seu público-alvo. Afinal, você não pode tratar um consumidor que preza sustentabilidade da mesma maneira que um que preza pela exclusividade. Concorda?
Neste texto, a gente te explica o que é o perfil do consumidor, quais são os tipos, a importância e muito mais.
Veja também: Consumidor 5.0: como é esse perfil e como se diferencia dos demais?
O que é o perfil do consumidor?
O perfil do consumidor nada mais é do que um conjunto de características, hábitos e comportamentos que ajudam a entender como determinado grupo se relaciona com produtos, serviços e marcas no dia a dia.
Esse perfil é moldado por diversos fatores, como a faixa etária, classe social, cultura, estilo de vida, localização geográfica e até os valores pessoais que esse público carrega.
Tudo isso, é claro, influencia diretamente nas escolhas de compra e no modo como esse consumidor interage com o mercado.
Mas, acredite, identificar esse perfil não é algo que dá para fazer com base em suposições ou “achismos”. Muito pelo contrário, é um processo que exige estudo, análise de dados e, principalmente, colaboração entre profissionais de áreas como marketing, vendas, atendimento e pesquisa de mercado.
Quais são os tipos de perfil de consumidor?
1- Consumidor consciente
Esse é o tipo de consumidor que vai além da compra em si. Ele se preocupa com o impacto que seu consumo tem no mundo, tanto no meio ambiente quanto na sociedade.
Por isso, esse consumidor costuma valorizar marcas que adotam práticas sustentáveis, respeitam os direitos humanos, não fazem testes em animais, reduzem o uso de plástico, entre outros pontos. Ou seja, não é só sobre o produto, é sobre o propósito por trás dele.
2- Consumidor experiente
O consumidor experiente não está buscando apenas preço baixo, ele quer qualidade, sofisticação e uma experiência que realmente valha o investimento. Geralmente, é alguém que já conhece o mercado, sabe o que quer e não se importa em pagar mais caro se o produto ou serviço entregar valor real.
Por exemplo, ao comprar um vinho, ele não está focado no mais barato, mas sim naquele que oferece uma experiência com qualidade.
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3- Consumidor prático
Neste caso, menos é mais. O consumidor prático valoriza agilidade, conveniência e soluções que facilitam o cotidiano. Ele não quer perder tempo com detalhes, longas descrições ou promessas de que ele está adquirindo o melhor produto, com X diferenciais.
4- Consumidor influenciador
Esse é aquele cliente que, além de comprar, compartilha a experiência com outras pessoas.
Por isso, costuma influenciar a decisão de compra de outras pessoas e, por isso, pode ser um verdadeiro aliado da marca. Quando bem atendido, vira fã e promove o negócio sem nem precisar de incentivo.
5- Consumidor decisor
Já o consumidor decisor é quem dá a palavra final na hora da compra. Pode não ter sido quem teve a ideia de adquirir o produto, mas é quem autoriza, paga ou escolhe o modelo final.
Um bom exemplo desse perfil de consumidor é quando uma criança quer um brinquedo, mas são os pais que decidem qual será comprado.
6- Consumidor iniciador
Esse perfil é aquele que, justamente, toma a iniciativa para realizar a compra. Muitas vezes, um comercial pode ser o ponto de partida para uma decisão.
7- Consumidor demográfico
Por fim, esse perfil é definido a partir de dados mais objetivos, como idade, gênero, localização, escolaridade, profissão e até renda. Essas informações ajudam empresas a segmentar melhor seus públicos e criar campanhas mais direcionadas.
Por exemplo, um e-commerce de moda infantil pode focar em mães entre 25 e 40 anos, que moram em grandes centros urbanos e buscam roupas práticas, confortáveis e estilosas para os filhos.
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Exemplos de perfil do consumidor
Um exemplo de perfil de consumidor é o de uma mãe consumidora, que normalmente está em busca de praticidade, segurança e eficiência, especialmente quando se trata de produtos para os filhos.
Logo, a tendência que se espera é a de que esse perfil costuma valorizar marcas que facilitam a rotina, oferecem bom custo-benefício e têm um atendimento acessível e confiável.
Além disso, leva bastante em conta opiniões de outras mães, avaliações online e experiências compartilhadas em redes sociais ou grupos de conversa.
Por fim, também podemos citar o consumidor idoso, que muitas vezes prefere uma abordagem mais direta e acolhedora. Esse perfil tende a ser mais fiel a marcas conhecidas, valoriza o atendimento personalizado e busca produtos que ofereçam conforto, facilidade de uso e informações claras.
Vale ressaltar que, embora nem todos estejam conectados ao digital, muitos já utilizam a internet para comparar preços, tirar dúvidas ou até realizar compras, desde que, claro, encontrem canais acessíveis.
Como definir o perfil do consumidor?
1- Realize pesquisas de mercado
Essa é uma das formas mais eficazes de conhecer quem está do outro lado. Por meio de questionários bem estruturados, é possível reunir dados como idade, localização, gênero, renda, hábitos de compra, interesses e até nível de satisfação com a marca.
2- Avalie o comportamento online
Hoje em dia, grande parte das decisões de compra começa na internet, então faz todo sentido acompanhar como o público se comporta por lá.
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3- Crie personas
Com os dados em mãos, chega a hora de dar vida a essas informações. As personas são representações fictícias do cliente ideal, com nome, idade, profissão, objetivos e comportamentos.
Dessa forma, criar personas ajuda a visualizar com mais clareza para quem as estratégias serão direcionadas, facilitando a criação de campanhas mais personalizadas e eficazes.
4- Converse com o seu público
O contato direto ajuda a entender as reais motivações do consumidor, suas frustrações, desejos e expectativas. Além disso, ouvir o público estreita laços e demonstra que a marca se importa com quem está do outro lado.
5- Use os dados a seu favor e mantenha tudo atualizado
Depois de reunir todas essas informações, o próximo passo é transformar dados em ação. Analise os resultados, identifique padrões e use esse conhecimento para ajustar produtos, melhorar o atendimento, criar campanhas mais assertivas e fortalecer o relacionamento com o público.
Por fim, mas não menos importante: o comportamento do consumidor muda o tempo todo e você deve acompanhar essas mudanças.
Qual a importância de conhecer o perfil do consumidor?
Conhecer o seu público a fundo faz toda a diferença na hora de tomar decisões no seu negócio. Isso vai muito além de saber a idade ou o local onde ele mora. Também, é importante entender o comportamento, os desejos e outros detalhes que influenciam a forma como ele consome.
Quando o empreendedor tem clareza sobre quem é o seu consumidor, fica muito mais fácil criar campanhas de marketing que realmente conversem com ele, oferecer um atendimento que faz sentido e desenvolver produtos ou serviços que atendem às necessidades reais desse público.
Imagine que você tem uma loja de cosméticos e percebe, a partir da análise do seu público, que boa parte dos seus clientes se interessa por produtos veganos e com embalagens sustentáveis.
Ao direcionar a comunicação para isso e ajustar o portfólio com base nesses interesses, você não só atrai mais pessoas com esse perfil, como também fortalece a conexão com quem já compra de você.
Logo, quando os esforços estão alinhados com quem realmente importa a chance de errar diminui. Evita-se campanhas que não engajam, produtos que não vendem e aquele sentimento frustrante de falar, mas ninguém escutar.
Como avaliar o perfil e comportamento do consumidor?
Para entender um pouco mais sobre o perfil e o comportamento do seu consumidor, alguns dados vão ser importantes aliados. Alguns a gente já mencionou, mas vale a pena reforçar.
Observe os dados demográficos, informações como idade, gênero, onde a pessoa mora, estado civil e nível de escolaridade, já que eles funcionam como uma base para segmentar o público de forma estratégica.
Depois, é importante observar os hábitos de compra, o que seu cliente costuma comprar, com que frequência e por quais canais ele prefere fechar negócio. Isso revela muito sobre o que realmente faz sentido para ele e como facilitar o caminho até a compra.
As redes sociais também fazem parte desse processo. Curtidas, comentários, compartilhamentos e até as mensagens diretas trazem pistas sobre interesses, dúvidas e até insatisfações que nem sempre aparecem em pesquisas formais.
Por fim, as pesquisas de satisfação são fundamentais. Saber como os clientes avaliam a experiência com sua marca, quais pontos podem melhorar e o que já está funcionando bem é um termômetro essencial para ajustar as estratégias e garantir que a próxima interação seja ainda melhor.
Saiba mais: Nicho de mercado: o que é e passo a passo de como definir
6 dicas para traçar o perfil do consumidor
1- Analise a média de renda da população
Saber quanto a população ganha, em média, ajuda a entender qual é o poder de compra do seu público. Esse dado é essencial para definir, por exemplo, a faixa de preço dos seus produtos ou serviços.
Afinal, um público com maior renda tende a priorizar qualidade, exclusividade e experiência, mesmo que isso signifique pagar mais.
Em contrapartida, quem tem um orçamento mais apertado pode buscar opções que entreguem bom custo-benefício.
2- Observe onde há crescimento de renda
Além da renda média, vale ficar de olho em regiões ou nichos onde há sinais de crescimento econômico. Lugares em desenvolvimento ou áreas onde novos negócios estão surgindo costumam atrair um público com mais disposição para gastar e experimentar novidades.
3- Estude a faixa etária do público
A idade influencia diretamente no modo como o consumidor se comporta, nas preferências e até na forma como se comunica. Jovens, por exemplo, costumam ser mais conectados com tendências, mídias sociais e tecnologia, enquanto pessoas mais velhas podem valorizar segurança, clareza e confiança.
4- Avalie a intenção de compra
Mais do que saber se o público pode comprar, é importante entender se ele quer comprar. A intenção de compra mostra onde o consumidor está disposto a investir seu dinheiro. Esse tipo de análise ajuda a ter uma ideia de tendências e entender melhor quais setores estão em alta.
5- Estude o potencial de consumo
Outro dica importante, o potencial de consumo indica até onde o consumidor está disposto a ir financeiramente por algo que deseja ou precisa. Isso inclui avaliar não só o quanto ele pode pagar, mas também o quanto ele está disposto a pagar, o que muitas vezes envolve fatores emocionais, como desejo, exclusividade e pertencimento.
6- Acompanhe o comportamento regional
Por fim, a nossa última dica, é acompanhar regiões, já que elas podem ter hábitos, valores e prioridades diferentes. Por isso, entender as características locais ajuda muito na hora de personalizar sua estratégia. O que funciona no Sudeste pode não funcionar no Norte ou no interior do país, por exemplo.
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Fonte: Agendor, Speedio, Zendesk, Question Pro.