A classe média burra vai perder dinheiro por conta das eleições…

23 de janeiro de 2026 - por Raul Sena (Investidor Sardinha)


Todo ano eleitoral no Brasil costuma ser tratado como “o mais importante da história”. O discurso se repete: de um lado, o temor de que o país caminhe para um modelo autoritário ou comunista. Do outro, o receio de um liberalismo extremo ou de retrocessos institucionais. Esse clima de polarização intensa gera ruído, exagero e, principalmente, incerteza.

Mas, olhando para a história recente, o Brasil não muda de direção de forma abrupta. O país se move lentamente, como um grande elefante, não com a velocidade de uma formiga. Isso não significa ausência de riscos, mas indica que transformações estruturais profundas raramente acontecem de maneira imediata após uma eleição.

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Como as eleições afetam o mercado financeiro?

O mercado financeiro se move com base em expectativas, não apenas em fatos concretos. Promessas de campanha, declarações públicas, rumores sobre equipes econômicas e propostas fiscais são rapidamente precificados pelos ativos.

Quando um candidato sinaliza responsabilidade fiscal, controle de gastos e previsibilidade econômica, o mercado tende a reagir positivamente: a bolsa pode subir, o dólar pode cair e os juros futuros se acomodam. Em contrapartida, falas populistas, propostas vagas ou que indiquem aumento descontrolado de despesas costumam gerar o efeito oposto.

Em anos eleitorais, esse processo se intensifica. Cada entrevista, debate ou rumor pode gerar volatilidade, ampliando oscilações no curto prazo.

O risco fiscal

No Brasil, o maior temor do mercado durante eleições é o risco fiscal. A preocupação central gira em torno de perguntas como:

  • O governo conseguirá controlar os gastos?
  • A dívida pública seguirá sustentável?
  • Haverá comprometimento com metas fiscais?
  • As reformas estruturais terão continuidade?

Independentemente das preferências ideológicas, o mercado reage de forma mais pragmática do que emocional. Candidatos conhecidos tendem a gerar menos medo do que figuras que prometem mudanças profundas e pouco claras na estrutura de poder.

Ou seja, a previsibilidade costuma pesar mais do que discursos radicais, seja à direita ou à esquerda.

Eleições 2026

Ano eleitoral não é sinônimo de queda da bolsa, mas de maior volatilidade. Isso significa movimentos mais bruscos para cima e para baixo, muitas vezes sem relação direta com fundamentos econômicos de longo prazo.

É comum observar oscilações diárias intensas no Ibovespa, reações exageradas a falas isoladas de políticos e o ruído amplificado pela cobertura midiática.

Historicamente, inclusive, diversos anos eleitorais apresentaram boas oportunidades de compra para investidores que conseguiram se afastar do pânico generalizado.

Alguns segmentos tendem a ser mais sensíveis ao ambiente político:

  • Estatais e empresas altamente reguladas (energia, petróleo, saneamento);
  • Bancos, que dependem de estabilidade macroeconômica;
  • Setores intensivos em crédito, como varejo e construção civil, especialmente em cenários de juros elevados.

Por outro lado, setores ligados à exportação e empresas mais defensivas costumam funcionar como proteção nesses momentos de incerteza.

Renda variável ou renda fixa?

A renda variável costuma sofrer mais com o aumento do ruído político, mas isso não significa que deva ser evitada. Pelo contrário:a volatilidade cria preço.

Historicamente, períodos de maior pessimismo costumam abrir espaço para investimentos com desconto. O maior erro do investidor, nesses momentos, costuma ser agir movido por narrativas extremas e não por estratégia.

Aportes recorrentes, disciplina e foco no longo prazo tendem a transformar a instabilidade em aliada.

Na renda fixa, o impacto do ano eleitoral aparece principalmente na curva de juros. A incerteza fiscal pode levar à abertura dos juros longos, afetando negativamente títulos prefixados e IPCA+ na marcação a mercado.

Após o período eleitoral, é comum que a curva volte a se acomodar, reduzindo parte dessa volatilidade. Por isso, é preciso ser inteligente e não se levar pela emoção para conseguir ganhar dinheiro, independente do cenário ou do momento político!

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