Curva de juros: descubra o que é e como funciona

A curva de juros aponta a expectativa do mercado em relação à evolução dos juros no futuro. Saiba quais são os tipos.

8 de fevereiro de 2023 - por Jaíne Jehniffer


A curva de juros é uma representação gráfica que indica a expectativa do mercado em relação à evolução dos juros no futuro. Também conhecida como curva a termo ou yield curve, ela é útil para analisar a relação entre os juros de curto prazo e os juros de longo prazo.

Desse modo, ela serve para analisar a expectativa do mercado em relação aos juros no futuro. Sendo assim, ela pode ser usada em busca de oportunidades de investimentos na renda fixa, já que o retorno desse tipo de investimento está diretamente relacionado com os juros praticados no mercado.

Enfim, existem vários tipos de curva de juros: normal, invertida, fortemente inclinada e flat. Cada uma delas aparece em um cenário econômico diferente.

O que é a curva de juros?

A curva de juros é uma representação gráfica que aponta a expectativa do mercado em relação à evolução dos juros no futuro. Sendo assim, a curva de juros está relacionada com a projeção de como os juros irão se comportar até uma data futura, levando em conta as atuais condições do mercado.

No Brasil, a taxa Selic serve como base para todas as demais taxas de juros do mercado. Ela é definida a cada 45 dias nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), com base no cenário econômico nacional.

Os juros são porcentagens que servem como remuneração no empréstimo de dinheiro, como uma forma de remunerar pelo risco de calote. No geral, quanto maior o risco do empréstimo e quanto maior for o prazo, mais elevado tende a ser a taxa de juros.

Por outro lado, empréstimos de curto prazo costumam ter uma taxa de juros mais baixas, pois a previsibilidade e as chances do devedor se tornar inadimplente é menor. Portanto, é mais difícil prever como estará a situação do devedor no longo prazo do que no curto prazo.

Nesse sentido, a curva de juros serve para indicar a relação entre os juros de curto prazo e os juros de longo prazo. Sendo assim, ela pode ser muito útil ao tomar uma decisão de investimento.

Como ela funciona?

A curva de juros aparece em um gráfico com um eixo vertical e outro horizontal. O eixo frontal aponta o aumento ou redução dos juros, já a horizontal aponta a evolução do tempo. Desse modo, a curva pode ser mais ou menos acentuada de acordo com o cenário.

Vale destacar que muitos fatores podem impactar na curva de juros. Por exemplo, as taxas de juros reagem à inflação e ao crescimento econômico, o que acaba por impactar na análise da curva de juros.

No geral, a curva de juros é usada para projetar a possível direção que a economia do país irá tomar. Desse modo, é comum utilizar como base as taxas de remuneração dos títulos do Tesouro Direto.

Tipos de curva de juros

A curva de juros pode ser:

1- Normal

A curva normal indica que os juros de curto prazo são menores do que os de longo prazo. No gráfico, ela aparece como uma curva côncava ascendente, apontando uma progressão dos juros normal ao longo do tempo.

2- Invertida

Esse tipo revela que os juros de curto prazo são maiores do que os de longo prazo. Ou seja, a curva invertida é o contrário da curva normal.

3- Fortemente inclinada

Esse tipo de curva é bem acentuada e aponta que os juros de curto prazo estão bem abaixo dos juros de longo prazo. No geral, isso quer dizer que pode haver uma progressão dos juros ao longo do tempo.

Esse movimento pode ser o resultado de um forte crescimento econômico ou por dificuldades do Governo em financiar o déficit de longo prazo.

4- Flat

Por fim, a curva de juros flat é aquela onde não há uma grande diferença entre os juros de curto prazo e os de longo prazo. Como a diferença entre eles é pouca, a curvatura fica bem discreta, quase plana. Ela pode indicar pouca previsibilidade e incertezas econômicas.

Como a curva de juros afeta os investimentos?

As alterações nas taxas de juros afetam os investimentos diretamente, sobretudo os títulos de renda fixa. Isso porque, o rendimento dos títulos de renda fixa são atrelados a taxa de juros tais como o CDI e a taxa Selic. Sendo assim, as mudanças nos juros impactam no rendimento desses ativos.

É por isso que é comum o uso da curva de juros para projetar o comportamento do mercado em busca de oportunidades de investimento.

Quando a curva está fortemente inclinada, por exemplo, pode ser um bom momento para investir em ativos pós-fixados. Isso porque, o retorno do ativo irá acompanhar o indexador e, se os juros subirem, o retorno também sobe.

Por outro lado, quando a curva está invertida, pode ser um bom momento para investir em ativos prefixados, pois a rentabilidade fixa do ativo irá manter o retorno do título mesmo se os juros caírem.

Apesar da curva ser útil na busca por oportunidades de investimento, é essencial que ela não seja o único fator levado em conta ao investir. É preciso considerar também aspectos como perfil de investidor e objetivos com a aplicação.

Fontes: XpiMagnetis e Inco.

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