Absolutismo: o que é, características e os teóricos

Descubra o absolutismo, o modelo de governo europeu entre os séculos XVI e XVIII, e saiba por que ele foi alvo de críticas.

2 de junho de 2025 - por Millena Santos


O absolutismo foi um modelo de governo muito forte na Europa entre os séculos XVI e XVIII, em que o rei era responsável por todo o poder sobre as decisões sociais e econômicas. Nessa estrutura, o monarca tinha controle quase total sobre o destino do país.

Porém, com o passar do tempo, começaram a surgir críticas a esse sistema, especialmente por causa dos privilégios excessivos concedidos ao rei.

Vamos saber mais sobre isso? Boa leitura!

O que é o absolutismo?

O Absolutismo foi uma forma de governo bastante marcante na história europeia, entre os séculos XVI e XVIII, em que o rei concentrava em suas mãos o controle sobre as decisões sociais e econômicas.

Por muito tempo, essa figura real foi associada ao sagrado, quase como se governasse por vontade divina. Essa aura de autoridade espiritual ajudava a manter a ordem, muitas vezes sem necessidade da imposição de força física.

Nessa época, o trono era passado de pai para filho, sempre entre os homens da nobreza, e o poder era sustentado por uma rede de conselheiros. Esses aliados tinham a função de orientar o monarca, sugerindo os melhores caminhos para garantir que ele continuasse no controle do reino.

Características do absolutismo

Um governo absolutista tinha as seguintes características:

  • As leis eram criadas pelo rei;
  • O modelo econômico era o mercantilista,
  • O poder estava centralizado na mão do rei;
  • O monarca podia interferir em assuntos da igreja.

Origem e estabeleciento do absolutismo

Apesar de ter ganhado força na Idade Moderna, o absolutismo começou a tomar forma mesmo só no século XVI, como uma espécie de resposta às transformações políticas, econômicas e religiosas que estavam acontecendo na época.

Assim, monarcas começaram a concentrar cada vez mais poder em suas mãos, buscando unificar seus reinos sob um comando centralizado e forte. Isso, claro, para atender tanto aos interesses da nobreza quanto aos das burguesias.

Porém, esse modelo de governo, em que o rei mandava e desmandava sem dar satisfação a quase ninguém, se manteve firme por alguns séculos.

Foi só no século XIX, com as revoluções liberais e o avanço das ideias democráticas, que o absolutismo começou a perder espaço, dando lugar a formas de governo mais abertas à participação popular e, também, à divisão de poderes.

Teóricos do absolutismo

Alguns dos principais nomes ligados ao absolutismo foram Nicolau Maquiavel, Thomas Hobbes, Jean Bodin e Jacques-Bénigne Bossuet. Maquiavel se destacou ao oferecer uma visão prática sobre como o poder poderia ser mantido com estratégia, especialmente em seu livro “O Príncipe”.

Já Thomas Hobbes trouxe uma abordagem mais filosófica, defendendo a necessidade de um governo forte e centralizado para evitar o caos natural da natureza humana, como explica em sua obra “Leviatã”.

Jean Bodin, por sua vez, foi um dos primeiros a teorizar sobre a soberania absoluta do rei, ressaltando que o poder do monarca deveria ser incontestável e indivisível.

Por fim, Jacques-Bénigne Bossuet, um influente bispo francês, apresentou a ideia do direito divino dos reis, afirmando que o poder real vinha diretamente de Deus e, portanto, não podia ser questionado pelos súditos.

Com o passar do tempo, principalmente depois da chegada do Iluminismo, esse modelo de poder centralizado passou a ser cada vez mais questionado. As ideias iluministas provocaram diversas reflexões importantes ao defenderem a razão, a liberdade e os direitos individuais.

Isso, claro, contribui, e muito, para abrir espaço para transformações fundamentais na sociedade. Uma delas foi a Revolução Industrial, que mudou a forma de produzir, trabalhar e viver.

Essas mudanças, como era de se esperar, alimentaram novas insatisfações e inspiraram outros movimentos históricos. Um dos reflexos disso foi a Revolução Russa, que se alimentou de ideais de transformação e justiça social.

Por fim, ainda vale ressaltar que, curiosamente, embora esse movimento tenha sido desencadeado por operários e camponeses, a burguesia também teve seu papel de importância e ajudou nas transformações do cenário político.

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Qual era a relação entre o absolutismo e o mercantilismo?

No universo do absolutismo, o Estado se colocou como o grande maestro da economia, adotando estratégias que hoje reconhecemos como práticas mercantilistas.

Essas ações, que iam desde a imposição de impostos até a venda de títulos de nobreza, tinham o objetivo claro de concentrar riqueza e fortalecer o poder real, enquanto favoreciam o crescimento da burguesia.

Assim, o mercantilismo funcionava como uma ferramenta nas mãos dos reis para melhorar suas finanças e, ao mesmo tempo, estimular o comércio e a produção nacional.

Nessa relação, todos ganhavam: o Estado fortalecia sua autoridade e a burguesia via suas riquezas, a cada dia mais, aumentarem.

Decadência e fim do absolutismo

A queda do absolutismo começou a ganhar força com o Iluminismo, que trouxe discussões importantes sobre liberdade, igualdade e direitos humanos. Esse movimento influenciou, inclusive, a Revolução Francesa, que simbolizou o fim de um tempo em que reis governavam com poder total e sem contestação.

Diante disso, era evidente que a insatisfação popular crescia porque a monarquia acumulava privilégios que, para o povo, eram injustos.

Além disso, o absolutismo se apoiava na crença de que o rei tinha um direito divino, uma espécie de mandato de Deus para governar.

No entanto, com o avanço das novas ideias, essa ligação entre fé e poder real começou a ser questionada, o que enfraqueceu a autoridade dos reis e deu abertura para um modelo político mais democrático.

Críticas ao absolutismo

Os iluministas foram grandes vozes contra o absolutismo, questionando aquele poder concentrado nas mãos de um só e propondo ideias que libertassem a sociedade das amarras do controle absoluto.

Ao invés de um governo fechado e autoritário, eles acreditavam na força do livre mercado e no direito dos indivíduos de escolher seus próprios caminhos, abrindo espaço para novas formas de organização política e econômica.

Foi daí que nasceu o liberalismo econômico, um movimento que ganhou força justamente por desafiar o modelo absolutista.

Logo, esse impulso pela liberdade econômica ajudou a derrubar essa forma de governo autoritária e abriu o caminho para sociedades mais democráticas, onde o poder não era mais exclusivo do rei.

E aí, o que achou de saber um pouco mais sobre o absolutismo? Conta pra gente! Aproveite e leia também: Neoliberalismo: o que é e quais são as características?

Fonte: Mundo Educação, Suno, Brasil Escola, Mais Retorno.

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