Bem substituto: o que é, como funciona, exemplos

Descubra o que é um bem substituto e como ele ajuda a economizar ao escolher alternativas mais baratas diante do aumento dos preços.

5 de junho de 2025 - por Millena Santos


Sabe quando a carne vermelha está mais cara e você opta por comer frango? Essa é a ideia básica do bem substituto. O bem substituto é aquela opção que aparece quando os preços começam a pesar um pouco no bolso. Em vez de abrir mão dele, existe uma tendência de buscar uma alternativa parecida, mas com um preço mais acessível. E isso faz total sentido, né?

Com a variação constante nos preços, trocar um item por outro mais em conta virou uma estratégia comum no dia a dia de quem quer manter o consumo sem prejuducar o orçamento.

E aí, vamos saber mais sobre bem substituto? Boa leitura!

O que é bem substituto?

Quando o assunto é consumo, é comum os preços subirem de vez em quando. E é justamente aí que entra um bem substituto: se um produto fica caro demais, a tendência é procurar outras opções que façam o mesmo papel, mas com um custo mais em conta.

Um bem substituto nada mais é do que um produto ou serviço que pode ser usado no lugar de outro. Por exemplo, se o preço da carne vermelha dispara, muita gente acaba optando por frango ou ovos.

Logo, a ideia aqui é manter o consumo, mas ajustando as escolhas conforme o bolso vai permitindo.

Exemplos de bem substituto

Para começar, um exemplo clássico de bem substituto é a carne bovina e o frango. Quando o preço da carne sobe, é comum que os consumidores passem a procurar outras opções que cumpram uma função parecida na alimentação, como o frango.

Essa substituição acontece porque ambos são fontes de proteína e podem ser usados em receitas semelhantes, sem pesar muito no bolso.

Outro exemplo bastante comum é a substituição entre batata e arroz. Embora sejam alimentos diferentes em sabor e preparo, os dois costumam ocupar o mesmo espaço no prato como acompanhamentos. Por isso, quando o arroz está mais caro, a batata acaba sendo uma alternativa mais barata.

A ideia por trás desses comportamentos e escolhas está diretamente ligada ao consumo baseado no preço. Isso significa que os consumidores tendem a escolher aquilo que está mais em conta no momento, e também vão se adaptando conforme os preços vão mudando.

Efeitos e consequências do bem substituto na economia

Vamos voltar ao exemplo da carne e do frango. Imagine que o preço da carne vermelha está prestes a subir. O que acontece? Muita gente começa a consumir menos carne e busca por alternativas mais em conta, como o frango.

Percebe como essa mudança no consumo revela uma certa tendência na economia? Só o fato de as pessoas escolherem mais um produto e menos outro já aponta uma direção: um comportamento de mercado que pode ser previsto, analisado e até mesmo influenciado. É esse o efeito que esse tipo de decisão provoca.

E vale lembrar que o movimento pode ser o contrário também. Se o preço da carne vermelha cai, ela volta a ser mais atraente. A demanda aumenta, e o frango, que estava sendo mais consumido, começa a perder espaço na mesa do consumidor.

No fim das contas, tudo gira em torno de quão atrativo está o preço de cada produto. Portanto, está mais do que claro que são essas escolhas do dia a dia que ajudam a desenhar o cenário econômico.

Diferença entre bem substituto e bem complementar

Enquanto os bens substitutos estão ligados à ideia de troca, ou seja, um produto pode ser usado no lugar de outro com função parecida, os bens complementares funcionam a partir de uma relação de dependência: são produtos que, quando consumidos, costumam vir acompanhados um do outro, pois têm uma relação de vínculo.

Para ficar um pouquinho mais claro, pense no seguinte exemplo: o café e o chá são bens substitutos, isso significa que, se o preço do café sobe, muitos consumidores podem optar por comprar chá no lugar.

Já o pão e a manteiga são bens complementares. Logo, é comum que quem compre um, leve o outro também, e a queda no consumo de um pode impactar o consumo do outro.

No entanto, apesar das diferenças, há algo em comum entre esses dois tipos de bens: ambos ajudam a entender e prever o comportamento do consumidor no mercado.

Outros tipos de bens:

1- Bens complementares

Bens complementares são aqueles que dependem um do outro para fazer sentido no consumo, e por isso eles costumam ser consumidos juntos. Isso significa que quando a demanda de um aumenta, a do outro também tende a crescer.

Um ótimo exemplo para bem complementar é o café e o coador (ou filtro de café).

2- Bens normais

Já os bens normais são aqueles que sofrem um aumento na demanda quando o consumidor tem uma aumento na renda. Alguns exemplos são: roupas de marca, viagens entre outros.

3- Bens inferiores

Também são vistos como opção de menor prestígio, já que não apresentam tanta qualidade. Logo, o bem inferior é aquele que as pessoas deixam de consumir quando têm uma mudança positiva na renda.

Em alguns contextos, o transporte público pode ser visto como inferior, considerando outras opções como táxi, carro próprio.

4- Bens de Giffen

Já esses tipos de bem são uma exceção à lei da demanda: mesmo com o aumento do preço, a demanda por eles cresce. Isso acontece geralmente com bens básicos em situações de pobreza extrema. Arroz e pão se encaixam muito bem aqui.

5- Bens saciados

Aqui, o produto tem a função de satisfazer necessidades básicas e essenciais. Para entender melhor, imagine uma escova de dentes extra: ter uma a mais não traz nenhum benefício adicional significativo, já que a necessidade principal já está atendida.

6- Bens de consumo x bens de capital

Os bens de consumos são pensados para o uso direto do consumidor, a exemplo de roupas e alimentos.

Em contrapartida, os bens de capital são aqueles capazes de ajudar na produção de outros bens. Máquinas e ferramentas conseguem ilustrar isso.

7- Bens duráveis x não duráveis

Por fim, ainda cabe dizer sobre os bens duráveis e não duráveis.

O primeiro diz respeito a produtos com uma vida útil mais longa, a exemplo dos carros. O segundo, os não duráveis, é totalmente o oposto: o consumo prevê uma validade, como os alimentos.

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Fonte: Suno, Mais Retorno, Study.

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