Diferença entre lucro operacional e EBITDA

Existem algumas diferenças entre o lucro operacional e EBITDA que você precisa saber antes de investir. Confira!

29 de agosto de 2025 - por Diogo Silva


Os investidores costumam analisar diversas coisas antes de entrar de cabeça em um negócio. Entre suas análises estão o lucro operacional e EBITDA, que são coisas diferentes, embora caminhem lado a lado. O lucro operacional, por exemplo, é aquele dinheiro que sobra depois que a empresa paga tudo o que precisa pagar.

Já o EBITDA, pega esse lucro e adiciona a depreciação e amortização. Bom, parece algo complexo, né!? Mas é bem simples quando você aprofunda. Então, vem com a gente para entender melhor.

Veja também: Lucro bruto: o que é, como calcular e exemplos

O que é lucro operacional?

O lucro operacional é, basicamente, o dinheiro que sobra para a empresa depois que ela paga todos os custos e despesas ligados ao que faz no dia a dia.

É como se fosse uma fotografia do quanto o negócio realmente ganha com aquilo que é a sua essência, vender produtos, oferecer serviços ou produzir algo.

Nesse cálculo, não entram coisas como empréstimos, juros ou impostos; é só o resultado puro da atividade principal. Por isso ele é tão importante: mostra se a operação em si é saudável, sem depender de fatores externos.

Quando esse lucro aparece positivo, significa que a empresa está conseguindo transformar sua atividade em resultado concreto.

Quando é negativo, é um sinal de alerta de que os custos estão pesando mais do que as receitas e que talvez seja hora de rever estratégias.

– Como calcular o lucro operacional?

Como falamos, o lucro operacional nada mais é do que o resultado que sobra quando a empresa coloca na balança tudo o que entrou com vendas e tira dali os custos e despesas do dia a dia. Dá pra resumir na fórmula:

Lucro Operacional = Receita Líquida – Custos Operacionais – Despesas Operacionais

Ou seja, a empresa pega o dinheiro que ganhou, desconta salários, aluguel, luz, matéria-prima, gastos administrativos, e o que fica é o valor que mostra se o negócio, por si só, consegue se manter de pé. Não entram aqui juros de dívidas, aplicações financeiras ou impostos, porque a ideia é medir apenas a força da operação.

O que é EBITDA?

O EBITDA é uma forma de medir o quanto uma empresa gera de resultado apenas com sua atividade principal, antes de considerar juros, impostos, depreciação e amortização.

O nome assusta, mas o conceito é simples. Ele mostra a força do negócio limpo, sem o peso de dívidas, tributos ou perdas de valor de máquinas e equipamentos pelo uso do tempo.

É como enxergar o motor da empresa funcionando sozinho, para entender se ele é capaz de gerar caixa e sustentar o crescimento.

Investidores e gestores gostam do EBITDA porque ele ajuda a comparar empresas diferentes, já que elimina efeitos que podem variar muito de um negócio para outro, como a carga tributária ou o tamanho do endividamento.

Se o número é alto e consistente, indica que a operação tem fôlego. Se é baixo ou negativo, acende um alerta de que a empresa pode estar enfrentando dificuldades até mesmo no que deveria ser sua base.

– Como calcular o EBITDA?

O cálculo do EBITDA é bem mais simples do que o próprio nome. Você parte do lucro operacional e adiciona de volta os valores de depreciação e amortização, que são custos contábeis, mas não representam saída real de dinheiro. A fórmula fica assim:

EBITDA = Lucro Operacional + Depreciação + Amortização

Na prática, é como olhar para o resultado da empresa sem o efeito do desgaste de máquinas, prédios ou marcas, focando apenas no quanto a operação gera de caixa de verdade.

Saiba mais: Margem de lucro: o que é e como calcular?

Qual a diferença entre lucro operacional e EBITDA

O lucro operacional mostra, de forma bem direta, quanto a empresa realmente ganha com sua atividade principal depois de pagar todos os custos e despesas do dia a dia, como salários, aluguel, energia, produção e administração.

Já o EBITDA dá um passo a mais. Ele parte desse lucro operacional, mas devolve para a conta a depreciação e a amortização, que são registros contábeis do desgaste de máquinas, prédios ou até de marcas, mas que não significam uma saída de dinheiro naquele momento.

Na prática, o lucro operacional é um termômetro da eficiência da operação, enquanto o EBITDA funciona como uma lupa para enxergar a capacidade de gerar caixa, sem o peso desses ajustes contábeis.

Por isso, investidores e gestores costumam olhar para os dois, já que um mostra se o negócio roda bem, o outro mostra se ele tem fôlego para se sustentar e crescer.

Por que o EBITDA geralmente é maior que o lucro operacional?

O EBITDA geralmente é maior que o lucro operacional porque ele devolve à conta gastos contábeis, como depreciação e amortização, que não saem de fato do caixa. Além disso, ele ignora despesas não recorrentes ou provisões que podem pesar no lucro operacional.

De forma simples, o lucro operacional mostra se a empresa está funcionando bem no dia a dia, enquanto o EBITDA revela o fôlego real do negócio, o quanto ele consegue gerar de caixa para crescer, investir ou enfrentar imprevistos.

Leia também: Lucro cessante: o que é, como funciona e como calcular?

Fontes: Investopedia; Hibob; Portal Insights; Valore Brasil

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