Inflação pessoal x Inflação oficial: entenda a diferença e saiba como calcular


A inflação pessoal é a inflação que afeta você e a sua família. Ou seja, a variação dos preços de produtos e serviços que você consome. Ela se difere da inflação oficial, que considera uma série de itens que nem todos consomem.

A diferença entre inflação pessoal e inflação oficial

A inflação oficial é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O IPCA é o indicador oficial de inflação do Brasil e acompanha as variações de preços de vários produtos e serviços.

No entanto, como são levados em conta muitos produtos e serviços, o IPCA pode não condizer com a inflação de todas as pessoas.

Afinal de contas, você provavelmente não consome todos os produtos e serviços levados em conta pelo IPCA. É aqui que entra o conceito de inflação pessoal.

Em resumo, a inflação pessoal é a variação de preços dos produtos e serviços que você realmente consome. Desse modo, a inflação pessoal é diferente de uma pessoa ou família para outra.

Por exemplo, uma pessoa que é vegetariana, tem uma inflação diferente de uma pessoa que come carne. Isso porque, para a vegetariana, o aumento no preço da carne não faz diferença no seu orçamento pessoal.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Como calcular a inflação pessoal

Para calcular a sua inflação pessoal, siga o passo a passo:

1- Anote o que você consome

Em um papel ou planilha, escreva tudo o que você consome em um mês normal. Não se esqueça de colocar nenhum item.

Um detalhe importante: essa lista deve ser referente a um mês normal. Não faça a lista de um mês que você viajou ou algo do tipo.

2- Verifique a quantidade que você consome

Depois de listar tudo o que você consome em um mês normal, acrescente a quantidade de cada item consumido no mês.

Por exemplo, coloque quantos quilos de arroz sua família consome por mês, quantos litros de gasolina vocês colocam no carro e quantas passagens de ônibus ou metrô vocês usam.

3- Considere o aumento de preço

Os passos anteriores você deve fazer no primeiro mês. Já no segundo mês, você vai fazer a mesma coisa. Contudo, agora você só vai considerar os gastos em cima das quantidades fixadas no primeiro mês. Por exemplo:

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
  • Arroz: consumo de 5kg por mês. No primeiro mês custou R$ 15,00. No segundo custou 19,00.

4- Calcule a inflação pessoal

Após fazer a etapa anterior em todos os itens que você consumiu, basta somar o quanto você gastou no primeiro mês e o quanto você gastou no segundo mês. O resultado é a sua inflação pessoal.

Lembrando que é preciso considerar as mesmas quantidades nos dois meses. Assim você consegue entender se a variação é por causa do aumento de preços e não pelo aumento de consumo.

5- Comparação

Por fim, você pode comparar a sua inflação pessoal com a inflação oficial. Com isso, você fica sabendo se perdeu mais ou menos poder de compra em comparação com o índice nacional.

Como comparar inflação pessoal e a inflação oficial

É possível comparar a inflação pessoal com a inflação oficial. Uma forma de fazer isso é comparar por grupos. Isso porque o IPCA calcula a variação dos preços de produtos e serviços em 9 grupos.

Sendo assim, você pode dividir o seu orçamento de acordo com esses grupos e comparar.

Além disso, se você dividir os seus gastos de acordo com os grupos do IPCA, você tem uma visão mais detalhada de como está a sua inflação pessoal. Enfim, os 9 grupos são:

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

1- Alimentação e bebidas

Neste grupo estão os produtos relacionados com alimentação. Sendo que são considerados tanto a alimentação feita em casa, quanto fora de casa.

2- Habitação

São as contas básicas de casa tais como: água, luz e aluguel.

3- Artigos de residência

Esta categoria engloba os produtos para casa como, por exemplo, eletrodomésticos e itens de decoração.

4- Vestuário

Em vestuário estão as roupas, calçados e acessórios.

5- Transportes

Este grupo do IPCA para conferir a inflação, leva em conta todos os gastos com locomoção. Sendo assim, ele engloba, por exemplo, gastos com combustíveis, manutenção do carro e transporte público.

6- Saúde e cuidados pessoais

São todos os gastos com medicamentos e produtos de higiene e beleza.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

7- Despesas pessoais

Essa categoria engloba as despesas com serviços pessoais.

8- Educação

São os gastos com mensalidades e material escolar, por exemplo.

9- Comunicação

Por fim, temos os gastos com comunicação, o que envolve contas com internet, celular e etc.

A importância de conhecer a inflação pessoal

Conhecer a sua inflação pessoal é essencial para que você saiba como planejar melhor o seu orçamento.

Em outras palavras, sabendo como a inflação está afetando o seu poder de compra, você consegue planejar melhor os seus gastos.

Dessa forma, você pode fazer cortes de gastos ou ainda trocar produtos mais caros por outros mais baratos, por exemplo.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Além disso, saber a inflação pessoal é essencial para quem quer investir ou já investe. Isso porque, ao investir é fundamental obter um retorno acima da inflação.

De maneira geral, ao calcular se um título tem um ganho real, isto é, um retorno acima da inflação, é usada a inflação oficial. Mas a inflação pessoal pode trazer um resultado mais realista para a sua situação pessoal.

A inflação pessoal muda com a renda?

Não exatamente. O que acontece é que, quanto maior for a sua renda, maior é o seu padrão de vida. Sendo assim, maior é o seu acesso a produtos e serviços. Entretanto, ter acesso não é a mesma coisa que consumo.

Portanto, apesar da renda mais alta proporcionar o acesso a produtos mais caros, não significa que a inflação pessoal é maior.

Isso porque a inflação está relacionada com a variação de preço dos produtos consumidos e não com o valor da renda mensal da pessoa.

No fim das contas, o que vai depender é o que a pessoa consome e não necessariamente a sua renda mensal.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Talvez você esteja se perguntando onde a inflação de baixa renda entra. As pessoas de baixa renda são as que mais sentem a inflação pois são as que têm menos dinheiro.

Com uma renda pequena, essas pessoas têm uma cesta de consumo mais básica, e como têm pouco dinheiro, elas não têm muita escolha quando os preços sobem.

Logo, elas priorizam o pagamento das contas essenciais e compram apenas o básico. Sendo que é justamente os produtos básicos que passam por maior variação, impactando essas pessoas.

E aí, gostou de aprender sobre a inflação pessoal? Então aprenda agora mesmo como se proteger contra a inflação.

Fontes: Nubank, Eaton preveduca e Carolstange.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Conte-nos a sua opinião...