Direitos Especiais de Saque (DES): o que são e como funcionam?

Direitos Especiais de Saque (DES) são ativos internacionais criados pelo FMI usados como reserva e meio de liquidação entre países. Veja como funcionam!

18 de setembro de 2026 - por Sidemar Castro


Criados pelo Fundo Monetário Internacional, os Direitos Especiais de Saque, ou simplesmente DES, são um instrumento de reserva internacional para os países-membros. O conceito por trás de sua criação foi complementar as reservas oficiais já existentes nos países, fortalecendo, dessa forma, o sistema financeiro global.

Os DES não existem em forma de cédulas ou moedas. Na prática, eles representam um direito de acesso a moedas fortes e amplamente aceitas, podendo ser utilizados para ajustar desequilíbrios nos balanços de pagamentos e facilitar transações internacionais.

No artigo a seguir, você confere uma explicação mais detalhada sobre esse mecanismo.

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O que são Direitos Especiais de Saque (DES)?

Os Direitos Especiais de Saque (DES) são um mecanismo de reserva internacional para os países-membros. Existe um “crédito extra” global que os países podem acessar quando precisam de ajuda financeira. Os Direitos Especiais de Saque, ou DES, funcionam mais ou menos assim.

Eles foram criados pelo Fundo Monetário Internacional em 1969 para complementar as reservas de moeda estrangeira que os países mantêm. Isso foi especialmente importante numa época em que o sistema monetário mundial dependia do padrão-ouro e do dólar americano.

Os DES não são dinheiro de verdade. Você não pode ir ao supermercado e pagar com eles. Em vez disso, são um tipo de unidade de conta que representa um valor baseado em um cesto de cinco moedas fortes. Todos os dias, o FMI calcula quanto vale um DES em dólares considerando a cotação dessas moedas.

Somente os países-membros do FMI e algumas instituições oficiais podem ter DES. Eles recebem uma certa quantidade desses direitos de acordo com a sua participação no fundo. Quando um país precisa de moeda estrangeira, ele pode trocar seus DES por dólares, euros ou outra moeda “usável” com outro país ou com o próprio FMI.

Além disso, os DES podem ser usados para ajudar países com dificuldades econômicas, servindo como reservas extras sem que o governo precise contrair dívidas mais caras. Por isso, eles são vistos como um instrumento global de apoio à estabilidade financeira.

Para que servem os Direitos Especiais de Saque (DES)?

Os Direitos Especiais de Saque podem parecer complicados, mas são muito importantes para a economia mundial.

O Fundo Monetário Internacional inventou um tipo de moeda reserva, que não é usada no dia a dia como o dólar ou o euro. Ela serve como uma segurança para os bancos centrais dos países que participam do FMI.

O DES surgiu em 1969 para dar uma força ao sistema financeiro mundial. Ele ajuda os países a terem mais reservas, além do ouro e de outras moedas estrangeiras.

O valor do DES muda, pois depende de cinco moedas principais: o dólar dos Estados Unidos, o euro, o iuan da China, o iene do Japão e a libra esterlina.

Na real, o DES serve para que os países com problemas de dinheiro, troquem seus DES por moedas que podem ser usadas entre os membros do FMI. Isso ajuda a organizar as economias quando tem crise ou para pagar o que devem ao Fundo.

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Como funcionam os Direitos Especiais de Saque (DES)?

Funcionam assim: quando o FMI quer aumentar a liquidez global, ele pode alocar DES para os países proporcionalmente ao tamanho da economia de cada um. Isso significa que cada país recebe um certo montante de DES que pode usar para trocar por moedas “reais”, como dólar ou euro, quando necessário, por exemplo, para pagar importações ou equilibrar sua balança de pagamentos.

Os países podem manter esses DES como reservas extras ou trocar com outros membros do FMI. Eles também podem servir como apoio para empréstimos e outros compromissos financeiros. Existe uma taxa de juros associada aos DES, que é ajustada semanalmente com base nas moedas da cesta.

Como os Direitos Especiais de Saque (DES) são alocados?

O FMI pode ser considerado uma espécie de “cofre coletivo” onde todos os países guardam recursos para momentos de necessidade. Os Direitos Especiais de Saque são como fichas que cada país recebe desse cofre.

A quantidade de fichas não é igual para todos: ela depende do tamanho da economia e da contribuição de cada país ao Fundo. Quem tem uma economia robusta recebe mais fichas, quem tem uma economia menor recebe menos.

E essas fichas são trocadas por moedas fortes quando o país precisa dar um reforço em suas reservas na hora de acertar seus compromissos. O interessante é que, quando o mundo passa por crises, como na pandemia de 2020, o FMI pode decidir distribuir uma quantidade extra dessas fichas para os membros, dando um fôlego ao mundo.

É uma forma de solidariedade internacional, mas proporcional ao peso de cada país dentro da economia mundial.

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Como calcular os Direitos Especiais de Saque (DES)?

O cálculo do valor de um DES é baseado em um conceito bem simples: o DES não é uma moeda em si, mas uma combinação ponderada de outras moedas que são amplamente usadas no comércio internacional e como reservas cambiais.

Aqui está como o cálculo é feito:

Primeiro, o FMI define uma cesta composta por cinco grandes moedas globais. Cada moeda tem um peso predeterminado na cesta. Esse peso é revisado aproximadamente a cada cinco anos para refletir as mudanças na economia mundial.

Diariamente, o FMI verifica as taxas de câmbio no mercado para cada uma dessas cinco moedas em relação ao dólar americano, ou outra moeda de referência.

Depois, o valor de cada moeda no DES é determinado multiplicando-se o valor daquela moeda pelo peso que ela tem na cesta. Por fim, soma-se tudo para chegar ao valor total de um DES naquele dia.

Na prática, o cálculo pode ser visto como um “balanceamento” entre moedas fortes, ou seja, o valor do DES muda conforme o valor de cada moeda no mercado flutua ao longo do tempo.

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