Neuroeconomia: o que é, objetivos, aplicações

A neuroeconomia nos ajuda a entender melhor como gastar e os impactos de fazer isso no impulso. Confira conosco mais detalhes sobre ela!

7 de janeiro de 2026 - por Diogo Silva


Você já reparou como decidir nem sempre é tão racional quanto a gente imagina? Quando o assunto envolve dinheiro, escolhas importantes ou risco, emoções como medo, ansiedade e empolgação costumam falar mais alto do que números e cálculos. É nesse ponto que a neuroeconomia entra, mostrando que nossas decisões são construídas dentro do cérebro, misturando razão, emoção e experiências de vida.

Neste texto você vai entender como a neuroeconomia ajuda a explicar nossos comportamentos, por que erramos de forma tão parecida e como esse conhecimento pode tornar decisões mais conscientes no dia a dia. A ideia aqui é aproximar a teoria da realidade. Então confira conosco a seguir.

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O que é neuroeconomia?

A neuroeconomia tenta entender algo muito simples e, ao mesmo tempo, muito humano, que é o por que a gente decide como decide quando o assunto envolve dinheiro, escolhas e risco.

Ela parte da ideia de que ninguém age como um robô racional o tempo todo. Emoções, medos, impulsos, experiências passadas e até o cansaço do dia influenciam nossas decisões muito mais do que gostamos de admitir.

Esse campo mostra que o medo de perder costuma pesar mais do que a alegria de ganhar, que a ansiedade pode nos levar a decisões impulsivas e que muitas escolhas irracionais fazem sentido quando olhamos para o lado emocional do cérebro.

Para que serve a neuroeconomia?

A neuroeconomia serve para nos ajudar a entender melhor a forma como tomamos decisões na vida real, especialmente quando dinheiro, escolhas importantes e incerteza estão envolvidos. Ela mostra que muitas vezes não erramos por falta de informação, mas porque emoções como medo, ansiedade, entusiasmo ou insegurança acabam falando mais alto no momento da decisão.

Ao revelar como o cérebro reage a ganhos, perdas e riscos, a neuroeconomia ajuda a explicar por que agimos por impulso, evitamos perdas a qualquer custo ou insistimos em escolhas que já não fazem sentido.

Na prática, esse conhecimento serve para tornar decisões mais conscientes. Pessoas podem usar a neuroeconomia para lidar melhor com gastos, investimentos e planejamento financeiro, reconhecendo seus próprios vieses emocionais.

Empresas usam esses estudos para entender o comportamento dos consumidores, melhorar produtos e comunicações, enquanto formuladores de políticas públicas conseguem criar estratégias mais eficazes para incentivar escolhas melhores na sociedade.

Áreas de estudos da Neuroeconomia

As áreas de estudo da neuroeconomia partem de uma ideia bem simples, que é decidir nunca é só fazer conta, é sentir, interpretar e reagir. Um dos principais focos é entender como tomamos decisões no dia a dia, observando o que acontece no cérebro quando precisamos escolher entre opções, abrir mão de algo ou lidar com dúvidas.

Esse campo mostra como o impulso, a pressa, o autocontrole e até o cansaço emocional influenciam escolhas que, depois, a gente tenta justificar com lógica.

Outra área muito importante é o estudo do risco e da incerteza, que busca explicar por que o medo de perder costuma ser tão forte e por que muitas pessoas preferem a segurança, mesmo quando ela rende menos.

A neuroeconomia também se debruça sobre as recompensas, tentando entender por que a expectativa de ganhar algo pode nos deixar animados, motivados e até excessivamente confiantes, levando a decisões mais ousadas do que o planejado.

Além disso, há um grande interesse nos vieses cognitivos, aqueles atalhos mentais que usamos para decidir rápido e economizar energia, mas que muitas vezes nos fazem repetir erros. A neuroeconomia ainda estuda o papel das emoções e do ambiente social, mostrando como opiniões alheias, experiências passadas e o momento emocional influenciam escolhas.

Todas essas áreas se conectam para lembrar que nossas decisões são profundamente humanas, cheias de sentimentos, histórias e contradições.

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Aplicações práticas da Neuroeconomia

As aplicações práticas da neuroeconomia aparecem no dia a dia, justamente nos momentos em que precisamos decidir e nem sempre conseguimos agir como planejado. Ela ajuda as pessoas a entender por que gastam por impulso, por que têm dificuldade em poupar ou por que o medo de perder dinheiro pesa tanto.

Com esse entendimento, fica mais fácil criar hábitos e estratégias mais gentis com a própria realidade emocional, tomando decisões com mais consciência e menos culpa.

Nas empresas e nas políticas públicas, a neuroeconomia ajuda a enxergar o comportamento humano como ele realmente é. Ela orienta a criação de produtos, mensagens e incentivos mais claros, simples e empáticos, respeitando como as pessoas pensam e sentem.

Sua maior aplicação é lembrar que decisões econômicas não são só números, mas escolhas humanas, cheias de emoção, contexto e imperfeições.

Relação entre a Neuroeconomia e os investimentos

A relação entre neuroeconomia e investimentos aparece quando a gente entende que investir não é só analisar números, mas lidar o tempo todo com emoções.

Medo, ansiedade, empolgação e insegurança influenciam decisões como comprar, vender ou esperar, muitas vezes levando a atitudes impulsivas, como entrar em um ativo por medo de ficar de fora ou vender tudo no primeiro momento de queda.

A neuroeconomia ajuda o investidor a reconhecer esses padrões emocionais como algo humano, não como fraqueza. Ao entender seus próprios vieses e limites, fica mais fácil investir com mais calma, respeitar o próprio perfil de risco e tomar decisões mais conscientes, mesmo em cenários de incerteza e volatilidade.

Diferenças entre neuroeconomia e economia comportamental

A diferença entre neuroeconomia e economia comportamental fica ainda mais clara quando a gente se permite olhar para as decisões como parte da vida, e não como algo técnico ou distante. Ambas partem do mesmo ponto: ninguém decide de forma totalmente lógica o tempo todo.

A gente decide com base no que sente, no que viveu, no medo de errar, na vontade de acertar e até no cansaço do dia.

A economia comportamental observa esse movimento de fora, olhando para os comportamentos que se repetem. Ela percebe que muitas pessoas sabem o que seria melhor fazer, mas acabam escolhendo diferente, seja por impulso, por medo de perder ou por influência do ambiente e das outras pessoas.

A neuroeconomia, por sua vez, entra ainda mais fundo e busca entender o que acontece dentro do cérebro nesses momentos, mostrando como emoções como ansiedade, prazer e insegurança moldam cada escolha antes mesmo de a decisão ficar clara na nossa cabeça.

Uma área não existe sem a outra. A economia comportamental ajuda a dar nome aos comportamentos, enquanto a neuroeconomia explica as reações internas que levam a esses comportamentos. Juntas, elas reforçam uma ideia simples e muito humana: decidir não é só pensar, é sentir, interpretar e lidar com as próprias imperfeições ao longo do caminho.

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Origem e evolução da Neuroeconomia

A neuroeconomia surge da percepção de que a economia tradicional não conseguia explicar como as pessoas realmente decidem. A ideia de um ser humano sempre racional não batia com a realidade, onde emoções, impulsos e medos influenciam escolhas o tempo todo.

A partir dessa inquietação, estudos da psicologia e da economia comportamental começaram a mostrar que decidir envolve muito mais do que lógica.

Com o avanço das neurociências e das tecnologias para observar o cérebro em funcionamento, esses estudos ganharam profundidade. Assim, a neuroeconomia foi se formando como um campo que une economia, psicologia e neurociência para entender como as decisões nascem dentro da mente humana.

Hoje, ela representa uma evolução importante da economia, aproximando a teoria da vida real e mostrando que escolher é um processo profundamente humano.

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Fontes: Economia Comportamental; GOV; Exame

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