6 de fevereiro de 2026 - por Raul Sena (Investidor Sardinha)
Quando falamos de dinheiro, a maioria das pessoas imaginam números, investimentos ou estratégias para “ganhar mais”. Mas, na prática, educação financeira é muito mais sobre alcançar paz, tranquilidade e previsibilidade na vida.
Então, se você precisa de ajuda para encontrar paz e se livrar das dívidas, esse conteúdo é pra você!
Veja mais: Por que as escolas não ensinam educação financeira?
A forma como você enxerga o dinheiro
Grande parte das famílias brasileiras cresce com uma visão muito específica sobre dinheiro:
ele é visto como um recurso escasso que deve ser gasto, geralmente no início do mês, até acabar.
Esse padrão cria um ciclo conhecido:
- Mais dinheiro no começo do mês
- Menos dinheiro conforme os dias passam
- Nenhum dinheiro (ou dívidas) no final do mês (principalmente por conta do cartão de crédito)
Quando esse padrão começa a se repetir, o mês seguinte já começa comprometido. Esse comportamento não está ligado a caráter, inteligência ou esforço. Ele nasce da falta de planejamento financeiro, algo que simplesmente não nos foi ensinado.
Se sua vida muda dependendo do dia do mês. Se você faz algo dia 5, mas é impossível fazer essa mesma coisa no dia 30, é um sinal que sua vida financeira está desorganizada.
Dinheiro precisa ser planejado
A maioria das pessoas recebe dinheiro todos os meses. Mesmo quem é autônomo costuma ter uma média de ganhos. Se a entrada de dinheiro é previsível, o problema não está no quanto se ganha, mas em como se organiza.
Dinheiro não é algo que “aparece e desaparece”. Ele precisa ser tratado como um recurso que deve ser planejado, distribuído e respeitado.
Orçamento: a base de toda organização financeira
O primeiro movimento é prático e simples, embora muitas vezes ignorado:fazer um orçamento.
Liste seus custos fixos:
- Moradia (aluguel ou financiamento)
- Contas básicas
- Alimentação
- Escola, se houver
- Serviços recorrentes
Uma boa referência é analisar os gastos dos últimos seis meses. Inclusive, existem aplicativos que facilitam esse processo e ajudam a categorizar as despesas.
Para a maioria das pessoas que ganha até cerca de R$ 15.000, os custos fixos costumam representar aproximadamente 60% da renda mensal. Isso significa que, antes mesmo do mês começar, grande parte do dinheiro já está comprometida.
Os outros 40% servem para:
- Lazer
- Compras pontuais
- Imprevistos
- Quitação de dívidas
Se existem dívidas, esse valor não é dinheiro livre. Ele precisa ser usado prioritariamente para eliminá-las.
Elimine dívidas antes de tentar investir
Antes de pensar em investimentos sofisticados, o foco deve ser a simplificação. Quanto menos complexa for sua vida financeira, melhor.
O princípio básico é gastar menos do que se ganha e não ter dívidas. Somente depois disso, o dinheiro começa a sobrar.
Reserva de emergência
O primeiro destino desse dinheiro que começa a sobrar deve ser a sua reserva de emergência.
Ela não equivale a um ano de salário, como muitas pessoas imaginam, mas sim a6 a 12 meses dos seus custos fixos. Ou seja, o mínimo necessário para você viver.
Essa reserva existe para situações reais, como: desemprego ,problemas de saúde, transições de carreira e imprevistos num geral.
Quando você atinge esse nível, algo muda profundamente. O seu sono melhora, a ansiedade diminui e as decisões passam a ser mais racionais. Só a partir desse ponto é que alguém pode, de fato, se considerar financeiramente funcional.
Quando começar a investir?
Antes de ter uma reserva sólida, investir em ativos voláteis não é uma estratégia, é risco desnecessário.
Com a reserva formada, você pode começar a diversificar seus investimentos, pensar mais no longo prazo e buscar melhores oportunidades para investir. E é nesse momento que o dinheiro começa a trabalhar a seu favor, e não o contrário.
Necessidade não é status
Outro passo essencial é aprender a diferenciar necessidade de status.
Necessidade é aquilo que resolve problemas reais, como ter um meio de transporte para reduzir horas perdidas no deslocamento ou uma moradia adequada à sua fase de vida.
Agora, status, é tudo aquilo que existe para validação externa.
Não existe problema em querer ter conforto ou até bens mais caros, desde que isso aconteçadepoisque sua estrutura financeira estiver organizada.
A divisão ideal de gastos
Uma filosofia prática para manter equilíbrio financeiro é:
- Custos fixos até 40% da renda (podendo chegar a 60% para famílias)
- Construção constante de patrimônio
- Consumo proporcional ao patrimônio, não à renda
Se seus custos fixos ultrapassam muito esse limite, provavelmente você está sustentando um padrão de vida acima da sua realidade. Se organize, coloque tudo no papel e encaixe seu custo de vida a sua realidade atual.
Quando o dinheiro deixa de ser um problema diário, ele se torna uma ferramenta e não uma fonte de ansiedade.
No fim das contas, educação financeira não é sobre enriquecer. É na verdade, sobre viver melhor, dormir tranquilo e ter controle sobre a própria vida.
Quer conferir mais detalhadamente sobre essas dicas? Então, assista ao vídeo em que expliquei melhor sobre!
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