2 de fevereiro de 2026 - por Raul Sena (Investidor Sardinha)
Warren Buffett é reconhecido como o maior investidor da história moderna. Não apenas pelo volume de riqueza acumulada, mas também por conta do seu histórico. Seus rendimentos médios, historicamente acima de 20% ao ano no mercado americano, contrastam com uma taxa de juros média dos Estados Unidos em torno de 3%, o que reforça o quanto seu desempenho foi acima da média.
Warren Buffett criou um modelo único de investimento ao transformar a Berkshire Hathaway em uma holding empresarial. Em vez de estruturar um fundo tradicional, ele construiu uma empresa que compra outras empresas e participações acionárias, permitindo que investidores comuns participassem desse crescimento de forma estruturada, eficiente e, inclusive, com vantagens fiscais.
Recentemente, Buffett anunciou sua aposentadoria do cargo de CEO da Berkshire Hathaway, encerrando um ciclo histórico. Sua última carta anual aos acionistas não é apenas um documento corporativo, mas um verdadeiro manual de filosofia de investimentos e é sobre essa carta que vou falar hoje!
A última carta aos acionistas da Berkshire Hathaway
A carta anual da Berkshire Hathaway sempre teve um papel central na comunicação da empresa com seus acionistas. Buffett reforçou um princípio essencial: relatórios não são apenas números, mas instrumentos de responsabilidade, transparência e prestação de contas.
Na carta, ele afirma que o papel do CEO é se comunicar com os investidores como gostaria que se comunicassem com ele se os papéis fossem invertidos.
Um dos pontos mais relevantes do documento é a forma direta com que Buffett aborda erros. Ele admite falhas em alocação de capital, aquisições mal avaliadas e escolhas equivocadas de gestores. Para ele, o verdadeiro erro não está em errar, mas em adiar a correção dos erros. Problemas não desaparecem sozinhos, exigem ação, mesmo quando desconfortável.
Essa postura contrasta com a cultura corporativa tradicional, que muitas vezes evita qualquer reconhecimento público de falhas. Buffett rompe com essa lógica e constrói uma cultura de aprendizado contínuo e responsabilidade.
Como investir como Warren Buffet
O maior erro do pequeno investidor é tentar copiar a estratégia operacional de Buffett. O que deve ser replicado não são as ações específicas, mas os princípios: constância, diversificação inteligente, pensamento a longo prazo e disciplina.
Aportes regulares ao longo do tempo constroem patrimônio de forma muito mais eficiente do que tentativas de prever crises. Manter equilíbrio entre renda variável e renda fixa cria um sistema automático de compra barata e redução de risco.
Enquanto a maioria pensa em meses, Buffett sempre pensou em décadas. Ele nunca foi o tipo de pessoa que prevê crises, na verdade, ele se prepara para elas. Nunca tenta antecipá-las.
Para Buffet, investir não é sobre prever o futuro, mas sobre construir estruturas sólidas que resistem ao tempo.
Quer conferir a carta de Buffet na íntegra? Então assista ao vídeo em que li e comentei sobre a carta!
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