Qual a diferença entre renda fixa e renda variável? Entenda agora


Os tipos de investimentos, no geral, podem ser divididos entre renda fixa e renda variável. Isso de acordo com as características de cada tipo de investimento.

O que é renda fixa?

Em síntese, a renda fixa é um tipo de investimento onde você sabe como será o cálculo da rentabilidade no momento do aporte.

Ou seja, mesmo que você não saiba o quanto exatamente irá render a aplicação, você sabe como vai funcionar este retorno. Sendo que a rentabilidade dos ativos de renda fixa podem ser:

  1. Prefixados. Nesse tipo de retorno, a taxa de juros permanece a mesma até o vencimento do título. Isso possibilita o cálculo de qual será o retorno do título.
  2. Pós-fixado. Os títulos pós-fixados são indexados em uma taxa de juros que varia. Sendo assim, não é possível saber qual será o retorno do título.
  3. Híbrido. Por fim, os títulos híbridos contam com uma taxa de juros prefixada e outra pós-fixada. A vantagem é que os títulos híbridos indexados ao IPCA protegem contra a inflação.

Na prática, ao investir em títulos de renda fixa, você está emprestando o seu dinheiro em troca de uma taxa de juros. Por exemplo, por meio dos títulos do Tesouro Direto, você empresta o seu dinheiro para o governo.

Tipos de investimentos em renda fixa

Os títulos de renda fixa podem ser divididos em dois tipos:

1- Títulos públicos

Os títulos públicos são emitidos pelo governo para captar recursos. Dessa forma, este dinheiro pode ser utilizado em diversas situações como, por exemplo, em projetos governamentais como gastos com educação e saúde.

Os títulos públicos são:

  1. Tesouro Prefixado com ou sem juros semestrais;
  2. Títulos do tesouro Selic;
  3. Tesouro IPCA+ com ou sem juros semestrais.

Vale destacar que os títulos públicos são considerados como os ativos mais seguros do mercado. Isso porque eles contam com a garantia do governo.

Portanto, se você não gosta de correr riscos, esses títulos podem ser uma boa opção de aplicação.

2- Títulos privados

Os títulos privados são emitidos por bancos ou empresas privadas. Dessa maneira, eles podem ser divididos em títulos bancários e títulos corporativos.

No caso dos títulos bancários, os bancos emitem esses títulos para captar recursos para suas atividades.

Já as empresas emitem os títulos corporativos como uma forma de captar dinheiro para investir em projetos, geralmente, de expansão e crescimento da empresa. Enfim, os títulos bancários são:

  1. CDB – Certificado de Depósito Bancário
  2. LCI – Letra de Crédito Imobiliário
  3. LCA – Letra de Crédito do Agronegócio
  4. RDB – Recibo de Depósito Bancário
  5. LIG – Letra Imobiliária Garantida

Por outro lado, os títulos corporativos são:

  1. Debêntures;
  2. Debêntures incentivadas;
  3. Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI)
  4. Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA)
  5. Fundos de crédito privado.

O que é renda variável?

A renda variável inclui ativos que passam por oscilações e, por isso, o seu retorno não é previsível. Ou seja, o funcionamento da renda variável é o contrário da renda fixa.

Isso ocorre pois os ativos de renda variável são precificados de acordo com a lei da oferta e demanda. Sendo assim, de acordo com as variações de preço, você pode ter lucros ou prejuízos.

Sendo que essas variações na oferta e demanda podem ser influenciadas por vários fatores tais como: cenário econômico, inflação, cenário político, taxas de juros e etc. 

Tipos de investimentos em renda variável

Algumas opções de ativos de renda variável são:

  1. Ações;
  2. Fundos de investimento;
  3. Derivativos;
  4. Exchange Traded Fund, ou fundos de índice (ETF);
  5. Contratos futuros;
  6. Fundos imobiliários;
  7. Câmbio;
  8. Mercado de opções.

Diferenças entre renda fixa e renda variável

As principais diferenças entre renda fixa e renda variável são:

1- Riscos

Na renda fixa, se você manter a aplicação até o vencimento, os riscos de perder dinheiro são mínimos. Isso porque a maioria dos títulos de renda fixa contam com algum tipo de proteção, seja do governo ou do FGC.

Em contrapartida, os ativos de renda variável não possuem proteção. Desse modo, eles são bem mais arriscados.

Apesar do risco de perder dinheiro, é preciso levar em conta que no mercado existe uma relação entre risco e retorno.

Isso significa que, apesar de a renda variável ser mais arriscada do que a renda fixa, ela tem maiores chances de altos retornos.

2- Rentabilidade

Na renda fixa existe uma previsibilidade de rentabilidade. Por outro lado, na renda variável você não sabe qual será o lucro ou se você terá prejuízo.

No longo prazo, a renda variável tende a proporcionar um retorno mais alto do que a renda fixa. Contudo, se você investir em renda variável no curto prazo, você pode ter prejuízos.

3- Liquidez

Em resumo, a liquidez é a facilidade com que você consegue resgatar uma aplicação. Tanto os ativos de renda fixa quanto os de renda variável podem ter alta ou baixa liquidez.

Por exemplo, um ativo de renda fixa que só pode ser resgatado no vencimento, tem baixa liquidez. Já uma ação de uma grande empresa, tende a ter uma liquidez alta.

4- Volatilidade

Por fim, a volatilidade são as oscilações nos preços dos ativos. Quanto mais o preço passa por alterações, mais volátil o ativo é.

Na renda variável os ativos são bem mais voláteis do que na renda fixa. Sendo assim, se o investidor resgatar a aplicação no momento de baixa nos preços, ele pode ter prejuízos.

Vale destacar que a renda fixa também passa por algumas mudanças de preço causadas pela marcação a mercado.

Como escolher

Para escolher entre ativos de renda fixa ou renda variável, você deve levar vários fatores em consideração, tais como:

1- Perfil de investidor

O perfil de investidor serve para indicar o nível de risco que você aceita correr em uma aplicação. Dessa maneira, é essencial investir de acordo com o perfil de investidor. Os perfis são:

  1. Conservador: É o investidor que não aceita correr riscos.
  2. Moderado: Aceita correr riscos calculados em troca de altos retornos.
  3. Arrojado: Aceita correr grandes riscos em prol de altos rendimentos.

2- Objetivos

A escolha entre renda fixa e renda variável também depende dos seus objetivos. Por exemplo, para objetivos de prazo mais curto, você pode escolher títulos de renda fixa com prazo equivalente.

No entanto, para objetivos de longo prazo, a renda variável pode ser uma boa opção. Portanto, alie o seu perfil de investidor com o prazo do seu objetivo para escolher a melhor aplicação.

3- Diversificação

Você pode investir em ativos de renda fixa e renda variável e diversificar a sua carteira de investimentos. Dessa forma, você dilui os riscos e potencializa os retornos.

Entretanto, mesmo ao diversificar entre os dois tipos de ativos, você ainda deve levar em conta os seus objetivos e perfil de investidor.

Ou seja, mesmo dentre os ativos de renda variável, existem aplicações onde o risco não é tão alto e que podem ser uma opção para diferentes perfis de investidores.

Por fim, para aprender como fazer uma boa diversificação da carteira, assista ao vídeo de Raul Sena, o Investidor Sardinha:

Enfim, no texto de hoje você aprendeu a diferença entre renda fixa e renda variável e os tipos de ativos de cada uma delas (via Warren, Infomoney e Pagseguro).

Aproveite para conferir também quais são os títulos de renda fixa que estão pagando mais de 14% ao ano.

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