3 de novembro de 2025 - por Raul Sena (Investidor Sardinha)
Poucas pessoas no Brasil conseguem acumular R$ 100 mil. E se você chegou a esse valor, já está em um ótimo caminho. Esse é um marco importante na jornada de quem busca construir patrimônio e independência financeira e agora, você está muito mais próximo de conseguir acumular 1 milhão de reais!
Acumular R$ 100 mil é o passo mais difícil da jornada financeira. Isso porque, a partir desse ponto, os juros compostos começam a trabalhar de forma mais perceptível.
Ou seja, a partir dos R$ 100 mil, o crescimento do patrimônio tende a acelerar, especialmente se o dinheiro estiver bem alocado. Mas afinal, o que fazer com esse dinheiro? Como investir de forma segura e eficiente, sem correr riscos desnecessários? É sobre isso que vamos falar hoje!
Veja também: Tolerância ao risco: saiba como definir seu perfil de investidor
Entendendo seu perfil de investidor
Antes de escolher os investimentos, é fundamental identificar seu perfil de risco. De forma geral, quem tem R$ 100 mil costuma se enquadrar em um destes três perfis:
1. Empresário ou Autônomo
Se você é empreendedor, autônomo ou não tem uma renda fixa, o ideal é adotar uma estratégia conservadora. Afinal, seu negócio já representa um alto risco, então não faz sentido expor o dinheiro a investimentos voláteis.
O ideal é concentrar 100% do patrimônio em renda fixa, priorizando segurança e liquidez, como por exemplo: tesouro Selic, CDBs de bancos sólidos, LCIs e LCAs isentas de IR.
Mantenha a reserva de emergência separada, de preferência em uma poupança de banco tradicional. Ela é protegida judicialmente até o limite de 40 salários mínimos, algo importante em caso de imprevistos.
2. Profissional com renda estável
Se você tem estabilidade profissional (CLT, servidor público ou PJ com contrato fixo), pode adotar um perfil moderado.
Nesse caso, faz sentido diversificar a carteira, ainda com foco em renda fixa, mas incluindo investimentos que ofereçam rentabilidade superior, como: CRIs e CRAs. Ele são ideais para quem busca proteger seu dinheiro da inflação, são isentos de imposto de renda e podem garantir uma rentabilidade IPCA + 9% (ou mais). Inclusive, eles podem representar até 20% da sua carteira. Essa combinação garante uma boa rentabilidade e controle de risco.
3. Investidor com tempo e disposição para estudar
Se você tem estabilidade financeira e quer se expor um pouco mais, é possível incluir renda variável, com cautela.
A recomendação é que 10% a 20% da carteira seja destinada a ações ou ETFs.
Se você tem tempo para estudar, monte uma carteira com empresas sólidas e perenes, como: bancos, companhias públicas e empresas do setor de seguros e energia.
Se você prefere praticidade, pode investir por meio de ETFs, que replicam o desempenho de uma carteira diversificada de ações. Alguns bons exemplos:
- AUVP11: ETF focado em bancos e empresas lucrativas, com reinvestimento automático de dividendos.
- NDIV11: ETF voltado a empresas que distribuem bons dividendos, ideal para quem busca renda passiva (embora os dividendos sejam tributados).
Esses fundos são uma excelente porta de entrada para a renda variável, especialmente para quem está na fase de acumulação de patrimônio.
Perfil agressivo: quando faz sentido?
O perfil agressivo costuma se encaixar em pessoas jovens, com estabilidade profissional e poucos compromissos financeiros.
Ou seja, se você tem entre 20 e 40 anos, não depende do rendimento dos investimentos para viver ou ainda mora com os pais ou divide as despesas com o parceiro e está focado em acumular patrimônio,
Nesses casos, você pode adotar uma estratégia mais ousada. Afinal, as oscilações de mercado não representam um grande problema, porque há tempo para recuperar eventuais perdas e aproveitar o crescimento de longo prazo.
Quer entender melhor essas e outras formas de multiplicar seu patrimônio? Então, assista ao vídeo em que explico melhor sobre!
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