Robôs estão inflando empresas sem querer? Esse estudo é muito estranho

27 de abril de 2026 - por raulsena1


A discussão sobre uma possível bolha no mercado de Inteligência Artificial (IA) tem ganhado força nos últimos meses. Alguns analistas já levantam a hipótese de que podemos estar diante de uma das maiores bolhas da história do mercado financeiro. E é sobre isso que vou falar hoje! Afinal, estamos diante de uma bolha? Como isso pode nos afetar como investidores?

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Stock Picking e o início dos investimentos

Para entender o momento atual, vale voltar um pouco no passado, quando o modelo dominante era o chamado stock picking, quando o investidor escolhe ações individuais para compor sua carteira. Esse modelo ainda existe e pode funcionar muito bem quando executado com conhecimento.

No entanto, na média, a maior parte dos investidores não consegue bons resultados consistentes dessa forma e isso abriu espaço para uma evolução natural do mercado. Com o tempo, surgiram os gestores profissionais, que passaram a administrar o dinheiro dessas pessoas.

A proposta era simples: delegar a decisão para quem supostamente tem mais conhecimento. Esse modelo, cresceu bastante, mas trouxe um grande problema: os custos elevados. As taxas de administração e performance consumiam uma boa parte dos retornos. E por conta disso, esse modelo praticamente morreu nos EUA, apenas os maiores como Ray Dalio sobreviveram.

Depois disso o mercado americano evoluiu para o comissionado based, depois veio o fee based e a grande mudança veio com a popularização dos ETFs.

Esses fundos permitem investir em um conjunto amplo de ativos, com custos muito baixos. Em vez de tentar escolher vencedores, o investidor simplesmente acompanha o mercado. Como resultado disso, trilhões de dólares migraram para ETFs ao longo dos últimos anos.

O lado ruim dos ETFs

Até aqui, tudo bem, tudo ótimo. Mas, como nem tudo são flores, existe um ponto que não podemos ignorar. Hoje, uma parcela significativa do mercado global está concentrada em estratégias passivas. Estima-se que mais da metade do capital já esteja alocado dessa forma.

E isso cria um efeito interessante e potencialmente perigoso. Os ETFs investem mais nas empresas que já têm maior peso de mercado. Ou seja, quanto mais uma empresa cresce e recebe investimentos, maior passa a ser sua participação nos índices e mais dinheiro ela continua recebendo.

Esse mecanismo gera um ciclo de retroalimentação. Todos os dias, grandes volumes de dinheiro entram nos mesmos ativos, não necessariamente porque são os melhores naquele momento, mas porque já são os maiores.

O problema é que ao longo do tempo, isso pode distorcer preços. Esse movimento levanta uma dúvida importante: os preços ainda refletem a qualidade das empresas ou estão sendo guiados principalmente pelo fluxo de dinheiro?

Risco sistêmico

O grande problema é que quando muitos ativos compartilham o mesmo dono, isso cria um risco sistêmico no mercado. O sistema fica muito mais frágil e qualquer choque no resgate de um ETF pode prejudicar toda a cadeia e isso vai pressionar dezenas ou centenas de ações ao mesmo tempo e com isso a liquidez vai ser duramente afetada.

Apesar de todos esses pontos, é importante manter o equilíbrio. Os ETFs continuam sendo uma ferramenta eficiente, principalmente para quem busca simplicidade e diversificação. O problema não está no instrumento em si, mas no comportamento coletivo do mercado.

Como se posicionar no mercado?

Esse cenário abre espaço para novas abordagens. Por isso, o ideal é buscar estratégias que combinam o melhor dos dois mundos: a eficiência dos ETFs com análise de fundamentos. Esse é o cenário perfeito, ETFs que se baseiam em fundamentos, como o AUVP11 (que é um ETF que se baseia em fundamentos).

Assim, o dinheiro não vai seguir apenas o fluxo do dinheiro ou do mercado, nem se quer o tamanho das empresas. Mas, também irá considerar os fundamentos, que são extremamente importantes para qualquer estratégia de investimento.

Quer entender melhor sobre tudo isso que expliquei e como tudo começou? Então, assista ao vídeo em que explico melhor sobre!

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Por que a elite brasileira NÃO está investindo?

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