Trump vs Venezuela, banco brasileiro compra o Master e mercado explodindo

O BRB anunciou a aquisição do Master! A notícia foi muito bem recebida. Quer entender o porquê? Então, confira aqui!

1 de abril de 2025 - por Letícia Rocha


O presidente Donald Trump revogou licenças e isenções que permitiam que empresas de energia operassem na Venezuela. A medida busca isolar ainda mais a ditadura de Maduro do mercado mundial de petróleo. Agora, voltando ao Brasil, o Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal, anunciou a aquisição de uma fatia relevante do Banco Master. A operação traz alívio às preocupações de agentes do sistema financeiro. Mas, nós já vamos explicar melhor sobre tudo isso a seguir. Então, confira a seguir!

Internacional

O ex-presidente Donald Trump revogou licenças e isenções que permitiam as empresas de energia operarem na Venezuela. A medida tem como objetivo isolar ainda mais o governo de Nicolás Maduro do mercado global de petróleo. Com essa decisão, diversas empresas terão que interromper suas atividades no país, o que pode impactar significativamente o setor energético e a economia venezuelana.

Entre as empresas afetadas está a Global Oil Terminals, de Harry Sargeant III, um empresário americano e doador do Partido Republicano. Sargeant, que mantém laços com o governo venezuelano e que Maduro chama de “abuelo”, obteve sua licença em 2024 e exportava petróleo pesado da Venezuela para os EUA. Agora, o governo cancelou todas as três licenças da empresa.

Além disso, outras empresas europeias também terão que encerrar suas operações na Venezuela até 27 de maio. A Chevron, que havia recebido uma licença especial em 2022 durante a administração Biden, também enfrentará restrições.

As sanções de Trump vão além da revogação das licenças. Além disso, uma nova tarifa de 25% foi imposta sobre qualquer país que compre petróleo venezuelano. Isso fará com que algumas empresas suspendam suas compras. A decisão gerou críticas dentro dos EUA, com especialistas alertando que o vácuo deixado pelas empresas americanas pode fortalecer a influência da China e da Rússia na Venezuela.

Existe ainda o temor de que a economia venezuelana entre em colapso, intensificando ainda mais a crise migratória que os EUA tentam conter.

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Musk une xAI e X

A startup de IA de Elon Musk, xAI, adquiriu a plataforma X (ex-Twitter) em um negócio feito totalmente com ações. Avaliaram o X em US$ 45 bilhões (US$ 33 bilhões em equity e US$ 12 bilhões em dívidas). Com isso, a xAI alcançou um valor de mercado de US$ 80 bilhões.

Há três meses, avaliaram a empresa em US$ 40 bilhões e forneceram US$ 6 bilhões em financiamento. Agora, ela está ampliando sua infraestrutura. Isso inclui a construção do supercomputador “Colossus” em Memphis, no Tennessee, que é considerado o maior do mundo para IA.

A fusão integra dados, modelos, computação e distribuição, dando ao Grok, a IA da xAI, uma vantagem única. Analistas destacam ainda que o X fornece dados proprietários exclusivos, que outras empresas não possuem.

Musk quer posicionar a xAI como concorrente direta da OpenAI. Em fevereiro, ele e um consórcio tentaram comprar a OpenAI por US$ 97,4 bilhões, no entanto a oferta foi rejeitada. No entanto, ainda não está claro se a CEO do X, Linda Yaccarino, continuará no cargo após a fusão.

Nacional

O Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do DF, anunciou a aquisição de uma fatia relevante do Banco Master, de Daniel Vorcaro. A operação que trouxe alívo aos agentes do sistema financeiro, pois alguns estavam preocupados com a liquidez do Banco Master.

Na operação de R$2 bilhões, o BRB adquiriu 49% das ações ordinárias (com direito a voto) e 100% das ações preferenciais, totalizando 58% do capital do Master.

Com isso, embora o controle formal permaneça com Vorcaro, que manterá 51% das ações ordinárias. Ou seja, na prática, as instituições formarão um único conglomerado prudencial, que é chamado de “co-controle”.

O negócio ainda depende da aprovação do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). De acordo com apuração do jornal Valor Econômico, a operação ainda teve apoio do Banco Central e veio em um momento-chave para o Master, que enfrenta desafios com suas fontes de captação.

Ainda segundo o jornal, o Master terminou dezembro com um volume de depósitos de R$50 bilhões, montante que equivale a quase metade da liquidez do FGC, de R$107,8 bilhões. Ou seja, isso significa que em um cenário hipotético de quebra, boa parte da disponibilidade imediata do fundo seria comprometida para honrar os depósitos do banco. E era justamente isso que gerava apreensão no setor bancário.

Por isso, o negócio é visto como uma vitória para Vorcaro. Segundo os bancos, o BRB consegue captar dinheiro a 89% do CDI, enquanto o Master paga cerca de 120%.

Nova governança do Master

Em seguida, Daniel Vorcaro deixará o posto de CEO e irá para o conselho de administração. O Master mudará de nome, passando a se chamar BRB Banco de Investimento, mas manterá operações separadas do BRB, segundo comunicado oficial.

A aquisição transformará o BRB em um dos dez maiores bancos em carteira de crédito, com uma base de 15 milhões de clientes.

Operação sob escrutínio

O Banco Central deverá colocar seu time mais experiente de servidores para analisar o negócio. Profissionais que acompanharam casos de fusão, intervenção e saneamento no setor (incluindo liquidações), foram convocados para conduzir testes de estresse sobre o BRB.

A preocupação principal do regulador é com a estabilidade do sistema financeiro e se o BRB tem capacidade de absorver potenciais riscos do Master em todos os cenários.Por isso, a análise do Banco Central não tem prazo determinado para conclusão e pode levar semanas ou meses para ser concluída.

André Esteves é indicado para o conselho da Eneva

André Esteves, presidente do conselho do BTG Pactual e Rodrigo Santos Coutinho Alves, sócio do banco na área de private equity, foram indicados para integrar o conselho da Eneva. Eles substituirão Felipe Gottlieb (BTG) e Marcelo Medeiros (Cambuhy Investimentos).

A Eneva propôs a reeleição de cinco membros do conselho: Barne Seccarelli Laureano, Guilherme Bottura, Henri Philippe Reichstul, José Afonso Alves Castanheira e Renato Antonio Secondo Mazzola.

A entrada de Esteves e Alves reforça o interesse do BTG na empresa, que é uma das maiores geradoras termelétricas a gás do Brasil e disputa mercado com a Petrobras e a Âmbar (J&F).

Em 2023, a Eneva incorporou termelétricas do BTG e realizou um follow-on bilionário, praticamente todo subscrito pelo banco, aumentando sua participação na empresa.

E é isso! Quer se aprofundar em alguns dos tópicos citados aqui? Então, assista ao vídeo na íntegra!

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