Holding de controle: o que é, tipos e importância

Descubra o que é uma holding de controle, como ela funciona na gestão de empresas e quais as vantagens desse modelo.

9 de junho de 2025 - por Millena Santos


No mundo dos negócios, uma holding de controle é um modelo bastante utilizado por grupos empresariais que buscam organizar e centralizar a gestão de várias empresas sob uma mesma liderança estratégica.

Nele, é possível concentrar decisões importantes, facilitar o planejamento tributário e melhorar o desempenho geral dos negócios. Além de poder deter ações das empresas do grupo, a holding também pode atuar diretamente na administração.

Vamos saber mais sobre a holding de controle? Continue com a gente!

O que é uma holding de controle?

Uma holding de controle é uma empresa criada com o objetivo principal de administrar e organizar outras empresas, chamadas de subsidiárias.

Dessa forma, ela não necessariamente produz bens ou presta serviços diretamente, mas atua como um ponto-chave de um grupo empresarial, sendo responsável por definir diretrizes, estratégias e tomar decisões importantes.

Na prática, essa estrutura permite centralizar o poder de decisão em um único ponto, o que facilita bastante a coordenação das atividades e o alinhamento entre as empresas do grupo. Isso torna a tomada de decisões mais ágil e estratégica, já que todas as subsidiárias seguem uma linha de comando unificada.

Esse modelo é muito utilizado por grandes corporações que buscam ampliar seus lucros, manter um controle mais rigoroso sobre as operações e garantir que todas as empresas do grupo sigam uma mesma visão de longo prazo.

Responsabilidades e importância de uma holding de controle

Se o objetivo é fazer uma empresa crescer de maneira mais organizada e com visão de longo prazo, entender o papel de uma holding de controle é mais do que necessário.

Esse tipo de estrutura funciona como o cérebro estratégico de um grupo empresarial, sendo responsável por tirar do papel as metas e decisões mais importantes.

Logo, é a holding que garante que tudo siga o caminho certo: ela cuida da parte regulatória e legal, aprova investimentos, define políticas internas e estabelece diretrizes que orientam as empresas do grupo.

Além disso, vale ressaltar que ela também é responsável por supervisionar as atividades do dia a dia, e assegura ao grupo que cada parte do negócio esteja alinhada com os objetivos traçados.

Como funciona uma holding de controle?

Conforme a gente já viu até aqui, a principal função de uma holding de controle é concentrar a gestão de um grupo de empresas que fazem parte do mesmo modelo de negócio.

Portanto, em vez de cada empresa operar de forma totalmente independente, a holding atua como uma espécie de núcleo de gestão, podendo ser a dona das ações ou simplesmente assumir a administração do grupo.

Na prática, esse tipo de estrutura pode abrigar várias empresas diferentes, e é comum que cada uma delas tenha um executivo focado em garantir uma gestão mais eficiente e melhores resultados. Essa divisão ajuda a manter tudo organizado, sem perder a ideia do controle estratégico que a holding oferece.

Exemplos de holding de controle

No Brasil, dá pra encontrar alguns exemplos bem conhecidos de holding de controle. Um deles é o Grupo Globo, que centraliza a gestão de várias empresas ligadas à comunicação, como TV, rádio e plataformas digitais.

Outro grande exemplo é a JBS, uma das maiores empresas do setor de alimentos do mundo, que também organiza suas operações por meio de uma holding, coordenando diferentes marcas e unidades de negócio no Brasil e no exterior.

Tipos de holding de controle

Existem vários tipos de holding de controle, cada uma com alguma particularidade. A holding pura, por exemplo, tem como objetivo apenas participar das outras empresas, sem se envolver diretamente na administração delas.

Já a holding mista faz um pouco mais: além de controlar as empresas do grupo, ela também toca algumas atividades comerciais. Tem também a holding financeira, que fica responsável por cuidar dos investimentos e das operações financeiras do grupo.

E, por último, a holding operacional, que participa ativamente da organização e da gestão do dia a dia das empresas controladas.

Vantagens e desvantagens da holding de controle

Vantagens

Uma das principais vantagens de uma holding de controle é a centralização do poder decisório. Isso torna o processo de tomada de decisões mais ágil e eficiente, já que as diretrizes estratégicas ficam concentradas em uma única estrutura.

Outro ponto forte está na proteção patrimonial. Em situações de crise, os prejuízos tendem a ser menores, pois os ativos do grupo costumam estar distribuídos entre diferentes pessoas jurídicas, o que ajuda a blindar o patrimônio.

Além disso, há benefícios fiscais bem convidativos. Um dos mais relevantes é a possibilidade de distribuir lucros entre as empresas do grupo com menor carga tributária, o que pode representar uma economia importante.

Desvantagens

Assim como qualquer outro modelo de negócios, a holding de controle também apresenta algumas desvantagens que merecem cautela. Um deles é o tempo necessário para sua estruturação.

Criar uma holding envolve diversas etapas legais e administrativas, o que pode tornar o processo um pouco mais demorado do que o esperado.

Também, é importante considerar os custos extras com contabilidade e assessoria jurídica. Por ser um modelo mais complexo, a gestão de uma holding exige um acompanhamento mais especializado, o que, obviamente, acaba aumentando as despesas do negócio.

Desafios da holding de controle

Gerir uma holding de controle vai muito além de administrar números e cumprir obrigações legais. Um importante desafio está na conciliação de interesses entre os representantes do grupo, o que nem sempre é simples, especialmente quando há visões diferentes sobre estratégias e prioridades da empresa.

Por fim, ainda vale ressaltar que, além da rotina tributária e contábil, que exige cuidado e organização, há também o desafio contínuo de garantir que os objetivos do grupo sejam bem representados e executados em todas as empresas que compõem a holding.

Outros tipos de holding:

1- Holding de participação

A holding de participação investe em parcelas menores do capital de outras companhias, sem ter o controle acionário. Por esse motivo, não possui poder para interferir diretamente nas decisões ou na gestão dessas empresas, atuando apenas como investidora.

2- Holding patrimonial

Esse modelo é formando com o objetivo de proteger e organizar um (ou até mais) patrimônio, seja de um indivíduo ou de uma família.

3- Holding mista

A holding mista reúne funções de uma holding societária e de uma holding operacional. Em outras palavras, além de deter participações em outras empresas para exercer controle, ela também atua diretamente em atividades comerciais ou industriais.

4- Holding administrativa

Esse tipo de empresa é estruturada para coordenar e administrar outras companhias, chamadas de subsidiárias. Sua principal função é aprimorar a gestão dessas empresas, promovendo a centralização de decisões estratégicas, a padronização de processos e o aumento da eficiência operacional.

5- Holding pura

O modelo representa a forma mais simples de holding, tendo como função principal investir em outras empresas e exercer controle sobre o capital social delas.

6- Holding familiar

Por fim, uma holding organiza e administra o patrimônio de uma família, para assim evitar disputas entre herdeiros e a necessidade de inventários demorados.

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Fonte: Professor José Humberto, Brasil 247, Mude de Mundo.

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