26 de agosto de 2025 - por Sidemar Castro
O IRF-M é um índice da ANBIMA que mostra como estão se saindo os títulos públicos prefixados com vencimento acima de um ano, como as LTNs e NTN-Fs. Ele é usado como referência por fundos de renda fixa para medir se estão entregando bons resultados.
Além do índice principal, existem subíndices que ajudam a detalhar ainda mais o comportamento desses papéis, como o IRF-M 1+, voltado para títulos com vencimento superior a um ano, e outros que refletem diferentes prazos.
Ao longo deste artigo, você vai descobrir como o IRF-M funciona e por que ele é tão relevante para quem investe em renda fixa. Aproveite a leitura!
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O que é IRF-M?
O IRF-M (Índice de Renda Fixa do Mercado) é um índice que mostra como estão se saindo os títulos públicos prefixados no Brasil. Criado pela ANBIMA, ele acompanha papéis como as LTNs e NTN-Fs, que têm rendimento definido desde o início.
Esse índice é muito usado por quem investe em renda fixa, especialmente em fundos que aplicam nesses títulos. Ele ajuda a comparar o desempenho do fundo com o que está acontecendo no mercado.
O IRF-M é dividido em duas partes: uma que foca nos títulos com vencimento de até um ano, e outra que olha para os de prazo mais longo. Juntas, essas partes mostram o panorama completo da renda fixa prefixada.
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Como o IRF-M é organizado?
O IRF-M é organizado com base em dois tipos de títulos públicos prefixados: LTNs e NTN-Fs. Esses papéis têm rentabilidade definida desde o início, e o índice mostra como eles estão se comportando no mercado.
Para deixar tudo mais claro, ele é dividido em dois pedaços: o IRF-M 1, que foca nos títulos com vencimento de até um ano, e o IRF-M 1+, que acompanha os de prazo mais longo.
Essa organização ajuda a entender melhor o cenário da renda fixa prefixada. Se você quer saber como estão os títulos de curto prazo, olha o IRF-M 1.
Se quer ver os de longo prazo, o IRF-M 1+ é o ideal. Juntos, eles formam o IRF-M completo, que é atualizado pela ANBIMA e usado como referência por muitos fundos de investimento.
O IRF-M é formulado por quem?
Quem cuida do IRF-M é a ANBIMA, uma associação que reúne instituições do mercado financeiro e tem como missão trazer mais transparência e organização para os investimentos. Ela é a responsável por montar e divulgar o índice, que mostra como os títulos públicos prefixados estão se comportando.
A ideia é simples: a ANBIMA pega os dados dos principais papéis, como LTNs e NTN-Fs, e monta uma carteira teórica que serve de referência para o mercado. Com isso, quem investe em renda fixa consegue acompanhar o desempenho dos seus fundos e saber se está no caminho certo.
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Como o IRF-M é formulado?
O IRF-M é formulado a partir de uma carteira teórica que reúne dois tipos de títulos públicos prefixados: LTNs e NTN-Fs. Esses papéis têm rentabilidade definida, e o índice mostra como eles estão se comportando no mercado.
Quem cuida disso é a ANBIMA, que atualiza o índice todos os dias com base nos preços reais desses títulos. Ou seja, o IRF-M reflete não só o que os papéis prometem pagar, mas também como estão sendo negociados.
Essa fórmula faz do IRF-M uma referência importante para investidores, especialmente para quem quer saber se seus fundos de renda fixa estão rendendo bem ou ficando para trás.
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IRF-M e os fundos de renda fixa
Fundos de renda fixa e IRF-M andam juntos. Esse índice mostra como os títulos públicos prefixados estão se comportando, e muitos fundos usam esses papéis como base da carteira. Por isso, o IRF-M acaba sendo uma régua para medir se o fundo está entregando o que promete.
Se você tem um fundo que investe em LTNs ou NTN-Fs, acompanhar o IRF-M é essencial. Ele te ajuda a saber se o gestor está fazendo um bom trabalho ou se o fundo está ficando para trás.
O IRF-M também mostra como o mercado está reagindo às expectativas de juros. Como os títulos prefixados têm rendimento fixo, qualquer mudança na taxa pode mexer com o valor deles, e isso afeta diretamente os fundos que os carregam.
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Fontes: Funds Explorer, Eu Quero Investir e Suno.