23 de fevereiro de 2026 - por Millena Santos
IBrX e Ibovespa são dois dos principais indicadores do mercado financeiro brasileiro e desempenham um papel essencial na jornada de quem deseja investir com mais segurança.
O motivo? Esses índices ajudam o investidor a entender o desempenho das ações negociadas na bolsa, acompanhar o comportamento do mercado e tomar decisões mais embasadas.
Vamos saber mais sobre eles? Vem com a gente!
O que é o IBrX?
O Índice Brasil, conhecido como IBrX, foi criado para facilitar a vida de quem quer entender como anda o mercado de ações no país.
Ele mostra, de forma clara e objetiva, o desempenho médio das ações mais relevantes negociadas na B3.
Em vez de acompanhar empresa por empresa, o que pode ser confuso e trabalhoso, o IBrX reúne em uma única carteira teórica os papéis que se destacam em liquidez e representatividade. Ele pode ser sudvidido em IBrX-50 e IBrX-100.
De modo geral, o IBrX acompanha a variação de uma seleção de ações e units das empresas mais negociadas da Bolsa.
Quando ele sobe ou cai, esse movimento ajuda a entender o comportamento dos investidores e o momento vivido pelas principais companhias do país.
Por isso, o índice é bastante utilizado como referência por investidores, analistas e por quem deseja acompanhar, de maneira descomplicada, os rumos do mercado financeiro e da economia brasileira.
Para que serve e como funciona o IBrX?
O IBrX existe para simplificar a leitura do mercado de ações brasileiro. Em vez de tentar entender o desempenho de dezenas de empresas ao mesmo tempo, o índice reúne as mais negociadas da B3 e mostra, em um único número, como esse conjunto está se comportando.
Muitos fundos, ETFs e carteiras usam o IBrX como base de comparação, já que ele reflete o movimento das ações mais relevantes da Bolsa e ajuda a avaliar se uma estratégia está performando acima ou abaixo do mercado.
As variações do índice também ajudam a interpretar o momento do mercado. Quando o IBrX avança, indica um cenário mais favorável para as principais ações.
Quando recua, sinaliza maior cautela e incerteza entre os investidores.
O funcionamento do índice segue essa lógica de representar o mercado como um todo. Durante o pregão, seu cálculo é atualizado continuamente, a partir das cotações das empresas que compõem a carteira teórica.
Nem todas as ações têm o mesmo peso nesse processo. Empresas maiores, com maior volume de ações em circulação, exercem uma influência mais significativa no resultado final do IBrX, refletindo seu impacto real no mercado.
O que é o Ibovespa?
Criado em 1968, o Ibovespa é o índice mais tradicional e conhecido da Bolsa de Valores do Brasil, hoje administrado pela B3. Ele funciona como uma referência central para quem quer acompanhar o desempenho geral do mercado de ações brasileiro.
Sua carteira é formada por ações de empresas de capital aberto que se destacam pelo alto volume de negociações e pela liquidez.
De modo simples, são os papéis mais comprados e vendidos da Bolsa, aqueles que costumam concentrar a atenção dos investidores.
Justamente por reunir essas empresas mais relevantes, o Ibovespa acaba tendo um peso importante na tomada de decisões do mercado. Seus movimentos ajudam a indicar tendências, momentos de otimismo ou cautela e o comportamento dos principais players da Bolsa.
Por isso, o índice é utilizado como uma direção do mercado acionário brasileiro e uma das principais referências para investidores, analistas e gestores.
Para que serve e como funciona o Ibovespa?
Como principal índice da Bolsa de Valores do Brasil, o Ibovespa acompanha o desempenho das ações mais negociadas do mercado acionário nacional.
Seu cálculo parte de uma carteira teórica composta por empresas com alta liquidez, ou seja, ações que são compradas e vendidas com frequência e representam uma fatia significativa das negociações realizadas na B3.
Na prática, o índice reúne o comportamento desses papéis mais relevantes e transforma tudo isso em um único indicador. Quando a maioria dessas ações se valoriza, o Ibovespa tende a subir.
Quando o movimento é de queda, o índice segue o mesmo caminho, refletindo o cenário do mercado.
Além disso, o Ibovespa é utilizado como referência por investidores e gestores de recursos. Muitos fundos de investimento adotam o índice como benchmark, usando seu desempenho como parâmetro para avaliar seus próprios resultados.
Para ilustrar, imagine um período em que o Ibovespa termina praticamente estável, enquanto um fundo de ações consegue entregar um retorno positivo.
Nesse caso, o fundo demonstrou uma performance superior ao mercado, mesmo sem um cenário especialmente favorável, o que ajuda o investidor a avaliar a qualidade da gestão.
Quais são as diferenças entre IBrX e Ibovespa?
Olhando assim, num primeiro momento, IBrX e Ibovespa parecem dizer a mesma coisa. Afinal, os dois são índices usados para acompanhar o desempenho do mercado de ações brasileiro.
Mas, olhando com um pouco mais de atenção, dá para perceber que cada um conta essa história de um jeito diferente.
A principal diferença está na forma como cada índice monta sua carteira.
O Ibovespa tende a ser mais concentrado, atribuindo um peso maior a algumas poucas empresas muito negociadas na B3.
Na prática, isso significa que movimentos dessas gigantes acabam influenciando bastante o resultado final do índice.
O IBrX segue uma lógica mais distribuída. Ele busca uma composição mais equilibrada, o que resulta em uma carteira mais diversificada.
Dependendo da versão do índice, o IBrX reúne as 50 ou as 100 ações mais relevantes da Bolsa, o que ajuda a diluir o peso entre os ativos e reduzir a concentração.
Também existem diferenças nos critérios de seleção. O Ibovespa considera as ações que, juntas, representam cerca de 80% do volume financeiro negociado no mercado.
De modo oposto, o IBrX amplia esse recorte e inclui um conjunto maior de empresas que ajudam a refletir, de forma mais abrangente, o mercado acionário brasileiro.
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