4 de junho de 2025 - por Millena Santos
No dia a dia, muitas decisões são tomadas quase no automático, mas o que a gente não percebe é que elas passam por pequenas influências que muitas vezes despercebidas. É justamente aí que o nudge aparece na prática: ele observa e aproveita esses momentos para induzir o processo de escolha, sem precisar de grandes intervenções.
Neste texto, a gente vai te explicar o que é Nudge, como essa teoria funciona na prática, a sua relação com o mercado financeiro e muito mais.
Vamos lá? Boa leitura!
O que é nudge?
A teoria do Nudge, ou “empurrãozinho”, faz parte da economia comportamental e é também conhecida como Teoria do Incentivo. O propósito dessa teoria é o de buscar entender como pequenas sugestões ou mudanças no ambiente podem influenciar as escolhas das pessoas de uma forma mais sutil.
Diante disso, o foco principal dessa teoria é de compreender como se dá o processo de tomada de decisão, observando como as pessoas fazem escolhas de diferentes opções no dia a dia e, a partir disso, criar estratégias que orientem essas decisões.
Seus benefícios são tantos que essa estratégia pode ser usada em diferentes áreas, a exemplo da política, empresas, escolas e muito mais.
Qual o objetivo do nudge?
No Nudge, a forma como uma proposta é apresentada faz toda a diferença. Isso porque, muitas vezes, é possível até antecipar como alguém vai reagir. Dessa forma, um simples detalhe na abordagem pode mudar completamente a decisão de uma pessoa numa transação de compra de um determinado produto, por exemplo.
O principal objetivo do Nudge, então, é aplicar estratégias baseadas em comportamento e persuasão. A ideia é criar estímulos sutis que ajudem as pessoas a escolherem caminhos, sem impor ou forçar nada.
Isso se confirma facilmente no nosso dia a dia. Até porque, no fim das contas, tudo ao nosso redor exerce algum tipo de influência. Concorda?
Um exemplo claro, na prática, é quando o banco define o valor mínimo do investimento automático já preenchido na hora de abrir uma conta: muita gente segue com aquele valor por praticidade.
Daí a gente consegue visualizar como essa teoria vai funcionando no nosso cotidiano. Ela só torna isso mais consciente e direcionado.
Nudge e o mercado financeiro
Como era de se imaginar, o conceito de Nudge também marca presença no mercado financeiro. E você deve estar pensando: “mas e como isso acontece por lá?”
Nesse contexto, o Nudge aparece, por exemplo, na forma de descontos promocionais, promessas de retornos mais altos em determinados investimentos ou até mesmo na forma como as opções são apresentadas ao investidor. Tudo isso é pensado para destacar uma suposta vantagem, incentivando uma escolha específica sem que pareça uma imposição.
Outro exemplo comum é o destaque dado a fundos de investimento com indicações de “mais escolhidos” ou “recomendado por especialistas”, o que gera uma sensação de segurança e tende a direcionar a escolha para essas opções.
Não se trata de manipulação direta, mas sim de pequenas sugestões que podem direcionar a decisão. No fundo, é o comportamento sendo guiado por estímulos discretos, mas bem planejados.
Como o nudge funciona na prática?
A gente viu que, por mais que uma decisão pareça totalmente espontânea, quase sempre existe algum tipo de influência por trás. É justamente aí que entra o nudge.
A ideia é ajustar o jeito como as opções são apresentadas, prevendo a reação das pessoas, com o pretexto de deixar algumas escolhas mais visíveis, fáceis ou atraentes. Nada é imposto, só sutilmente sugerido.
Sabe quando o aplicativo manda uma notificação lembrando de alongar ou quando as frutas ficam logo na entrada do mercado? Isso é, mais uma vez, o nudge funcionando na prática.
Exemplos práticos de aplicação do Nudge
Na prática, o Nudge cria uma sequência de estímulos que deixam o consumidor mais à vontade para tomar uma decisão, como uma compra. A gente nem se dá conta, pois são detalhes que passam despercebidos.
Pense na seguinte situação: ao acessar uma loja online, o produto mais vendido aparece em destaque com um selo de “preferido do público”. Esse pequeno detalhe, que parece simples pra gente, pode fazer com que a decisão de compra pareça mais segura, como se já tivesse sido validada por outras pessoas. Consegue perceber?
Outro exemplo é quando uma plataforma de investimentos já mostra, logo de cara, uma carteira “recomendada para iniciantes”. Muita gente acaba escolhendo essa opção sem pensar muito, só porque parece mais segura.
Também, acontece com apps de finanças que sugerem uma meta de economia mensal com base no salário informado e esse valor vira uma espécie de ponto de partida para começar a econimizar.
Então, esse tipo de abordagem não interfere diretamente na escolha, mas constrói um cenário em que ela acontece com mais naturalidade, digamos assim.
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Fonte: Suno, Mais Retorno, Blog Nubank.