Opções sintéticas: o que são e como funcionam?

Opções sintéticas combinam ativos para replicar o comportamento de opções tradicionais, oferecendo flexibilidade para hedge ou especulação.

25 de março de 2025 - por Nathalia Lourenço


Opções sintéticas são instrumentos financeiros que combinam diferentes ativos. Elas criam uma posição parecida com a de uma opção tradicional, mas com características únicas. Muitos investidores as usam em estratégias de hedge ou especulação. Isso permite que eles se exponham ao mercado de maneira mais flexível.

Quer entender como elas funcionam e quais são suas vantagens? Continue lendo para descobrir mais sobre esse tipo de operação e como aplicá-la.

O que são as opções sintéticas?

As opções sintéticas são instrumentos financeiros que combinam outros ativos, como ações e opções tradicionais. Elas replicam o comportamento de uma opção, mas com características próprias. Em vez de comprar ou vender uma opção diretamente, os investidores combinam diferentes ativos para criar uma posição com o mesmo comportamento. Isso oferece flexibilidade nas estratégias e pode ser usado para especulação ou proteção de investimentos.

Leia também: Ativos reais x Ativos financeiros: qual a diferença?

Como funcionam as opções sintéticas?

As opções sintéticas funcionam ao combinar diferentes ativos para criar uma posição que simula o comportamento de uma opção tradicional. Para isso, utilizam-se calls e puts, que são as duas principais formas de opções no mercado financeiro.

1. Calls

Para criar uma opção sintética de compra (call), os investidores compram uma ação e, simultaneamente, vendem uma opção de venda (put). Essa combinação, portanto, replica o comportamento de uma call, onde o investidor tem a possibilidade de comprar o ativo a um preço específico. Além disso, a venda da put ajuda a financiar a compra da ação, permitindo que o investidor obtenha uma exposição similar à de uma call, mas sem os custos tradicionais.

2. Puts

Por outro lado, para criar uma opção sintética de venda (put), os investidores vendem uma ação e compram uma opção de compra (call). Dessa forma, essa combinação imita o comportamento de uma put, permitindo ao investidor lucrar caso o preço do ativo caia. A compra da call dá ao investidor o direito de vender a ação a um preço específico, enquanto a venda da ação gera lucro se o preço cair.

Essas combinações oferecem aos investidores flexibilidade, permitindo que obtenham exposições ao mercado de forma semelhante às opções tradicionais. No entanto, elas possuem características distintas que podem ser ajustadas conforme as necessidades de cada estratégia.

Leia também: Call e put: o que são, como funcionam, mercado de opções

Quais são os riscos das opções sintéticas?

1. Risco de perda ilimitada

Como as opções sintéticas podem envolver a venda de ações ou a venda de opções, o investidor pode enfrentar uma perda ilimitada caso o mercado se mova contra sua posição. Por exemplo, na criação de uma put sintética, ao vender a ação e comprar uma call, o prejuízo pode ser significativo se o preço do ativo cair muito.

2. Complexidade e dificuldade de execução

A criação de opções sintéticas envolve a combinação de diferentes instrumentos financeiros, o que pode ser complicado para investidores menos experientes. Erros ao combinar os ativos podem resultar em perdas inesperadas ou em um comportamento diferente do esperado.

3. Exposição ao risco de volatilidade

As opções sintéticas podem ser mais sensíveis às flutuações de volatilidade do mercado. A variação inesperada nos preços dos ativos pode afetar drasticamente o desempenho da estratégia, especialmente se houver grandes mudanças no mercado em um curto período de tempo.

4. Custo de manutenção de posições

Manter uma opção sintética pode envolver custos de transação, como taxas de corretagem ou ajustes de margem. Esses custos podem reduzir os lucros ou até mesmo aumentar as perdas, dependendo da quantidade de transações necessárias ao longo do tempo.

5. Risco de liquidez

Alguns ativos usados para criar opções sintéticas podem não ter a liquidez necessária para permitir uma entrada ou saída rápida de posições. A falta de liquidez pode levar o investidor a vender ou comprar ativos a preços desfavoráveis, resultando em perdas.

6. Risco de execução em mercados erráticos

Em mercados voláteis ou instáveis, a execução das operações pode ser dificultada. A falta de controle sobre o momento de execução pode resultar em preços desfavoráveis, aumentando o risco de perdas.

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Fontes: learn, maisretorno, interest e corporatefinanceinstitute

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