16 de novembro de 2022 - por Jaíne Jehniffer
A reatância psicológica é um tipo de viés cognitivo. Com este viés, a pessoa tende a reagir ao sentir que a sua liberdade está sendo restringida.
Ou seja, quando uma pessoa sente que está sendo obrigada ou pressionada por outra pessoa ou instituição a fazer algo, ela tende a reagir.
Trata-se de uma impressão de restrição de liberdade. Pode ser que na prática ela não esteja, de fato, sendo obrigada a fazer nada.
Desse modo, a pessoa que está se sentindo pressionada, age de forma a reforçar a sua oposição contra uma recomendação ou regra.
Esse viés é também conhecido como Síndrome do Burro Empacado, como uma referência ao comportamento do burro quando empaca e se sente forçado a agir contra a sua vontade.
Estudado inicialmente por Brehm, em 1966, esse viés está muito presente em situações onde os órgãos públicos recomendam a adoção de certos comportamentos para prevenção de doenças.
Nessas situações, muitas pessoas sentem que a sua liberdade está sendo ameaçada. Sendo assim, elas acabam adotando um comportamento contrário ao recomendado, com o intuito de reafirmar a sua liberdade.
Como a reatância psicológica funciona?
A reatância psicológica funciona como um viés cognitivo. Sendo que um viés cognitivo é um erro de julgamento do cérebro. No caso do viés de reatância psicológica, a pessoa julga que a sua liberdade está sendo restringida. Sendo assim, ela passa a se opor à situação. Portanto, este viés funciona como um tipo de mecanismo de defesa, usado com o intuito de recuperar a liberdade. Logo, a pessoa passa a adotar um comportamento oposto, demonstrando resistência. O problema é que talvez a liberdade da pessoa não esteja de fato sendo afetada. Dessa forma, ela pode adotar um posicionamento hostil contra algo que não é realmente uma ameaça. Por exemplo, em campanhas de vacinação este viés é muito comum. Como já foi provado cientificamente, as vacinas são eficazes contra várias doenças graves que podem levar à morte. No entanto, ao serem obrigadas a se vacinar, muitas pessoas sentem que a sua liberdade está sendo afetada. Além disso, muitas passam a acreditar, erroneamente, que as vacinas podem prejudicar a saúde. Portanto, essas pessoas deixam de tomar a vacina e acabam se expondo às doenças infecciosas, podendo ficar doentes.
Entender o termo é o começo. Saber o que fazer com ele é outra história
A teoria está toda na internet. O que falta para a maioria é decidir com ela na mão.
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