Superávit nominal: o que é e qual a sua importância?

Entenda o que é superávit nominal, como ele mostra o equilíbrio das contas públicas e por que é importante para investidores.

16 de junho de 2025 - por Millena Santos


Já parou para pensar como o governo sabe se está conseguindo manter as contas em dia? O superávit nominal é um dos principais indicadores disso. Quando ele aparece, significa que as despesas do governo estão controladas e que as dívidas estão sendo pagas direitinho.

Esse cenário é muito importante para a economia e chama bastante a atenção do mercado e dos investidores, que enxergam isso como um sinal de estabilidade e confiança para aplicar recursos no país.

E aí, vamos saber mais sobre isso? Boa leitura!

O que é superávit nominal?

O superávit nominal é uma maneira de medir se o governo está fechando as contas no azul ou no vermelho, considerando todos os gastos, inclusive os juros da dívida pública e as correções monetárias.

Para fazer esse cálculo, somam-se todas as receitas e, em seguida, subtraem-se todas as despesas, incluindo o pagamento de juros. Se o resultado for positivo, significa que houve um superávit nominal; se for negativo, é um déficit nominal.

Quando o superávit nominal ocorre?

Sabe quando a gente consegue fechar o mês gastando menos do que ganha, até pagando as dívidas e ainda sobra uns trocadinhos? Com o governo, acontece algo parecido: e é aí que entra o chamado superávit nominal.

Esse superávit aparece quando o governo arrecada mais do que gasta, até mesmo depois de pagar os juros da dívida pública. Ou seja, é quando as contas fecham no azul, incluindo o que foi destinado para quitar parte da dívida.

Além disso, o desempenho da balança comercial, responsável por indicar se o país está exportando mais do que importando, também pode ajudar a alcançar esse resultado positivo.

Portanto, isso significa que, quando o superávit nominal acontece, é sinal de que o Estado está conseguindo manter as finanças em ordem e controlar o crescimento da dívida pública.

Mas, se ele não aparece, isso indica que as despesas estão maiores do que as receitas, o que pode levar ao aumento dessa dívida.

Como calcular o superávit nominal de um país?

Você deve estar se perguntando como calcula isso, né? Funciona da seguinte maneira:

SN = SP – (J + C)

Onde:

  • SN é o superávit nominal,
  • SP é o superávit primário,
  • J representa os juros da dívida,
  • C são os encargos e correções.

Inclusive, essa fórmula mostra a diferença entre o superávit primário e o nominal. Enquanto o resultado primário foca apenas nas receitas e despesas do governo, sem contar os juros da dívida, o superávit nominal é mais completo, digamos assim, pois considera também esses encargos financeiros.

Ou seja, o superávit nominal mostra com mais clareza e precisão se o país realmente está conseguindo equilibrar suas contas, levando em consideração tudo o que gasta, inclusive com as dívidas.

Diferença entre superávit nominal e superávit operacional

O superávit nominal costuma ser visto como um “meio-termo” entre o primário e o operacional. A diferença principal está nos elementos que cada um considera no cálculo.

O superávit primário inclui todas as receitas e despesas do governo, mas não leva em conta os gastos com juros da dívida ou correção monetária. Já o superávit operacional considera apenas os juros, sem ajustar pela inflação.

Por isso, o superávit nominal é mais completo, pois considera tanto os juros quanto a correção monetária. Ele mostra o resultado final das contas públicas, já com todos os encargos da dívida incluídos.

Se fosse colocar isso numa fórmula simples, daria algo assim:

SN = SO – C

Onde:

  • SN é o superávit nominal,
  • SO é o superávit operacional,
  • C é a correção monetária da dívida.

Importância do superávit nominal

Quando um país consegue fechar as contas no azul, mesmo depois de pagar os juros da dívida, isso costuma ser visto com bons olhos pelo mercado.

Afinal, como a gente já viu, esse resultado é considerado positivo porque indica que o governo arrecadou mais do que gastou, incluindo aí os custos com juros e encargos da dívida pública.

Ou seja, além de manter as despesas sob controle, o país ainda conseguiu lidar com suas obrigações financeiras.

Esse equilíbrio nos gastos é muito importante porque ajuda a reduzir o endividamento e melhora a imagem do país no cenário internacional.

Para investidores, isso transmite confiança, já que mostra que o governo está conseguindo administrar bem os recursos.

Portanto, levando isso na prática, um superávit nominal contribui para atrair investimentos, tanto internos quanto externos, o que pode ajudar no crescimento econômico.

Como garantir mais superávit nominal?

Garantir superávits nominais exige uma combinação de estratégias que envolvem tanto o controle fiscal quanto a gestão da dívida pública.

Sendo assim, um dos principais caminhos passa pelo superávit primário, que é obtido quando o governo arrecada mais do que gasta, sem considerar os juros da dívida.

Para isso, é essencial cortar gastos excessivos, melhorar a eficiência dos serviços públicos e ampliar a arrecadação, seja por meio do crescimento da economia ou da revisão de tributos.

No entanto, isso não é suficiente por si só. Para alcançar um superávit nominal, também é necessário reduzir o volume da dívida pública.

Isso pode ser feito com o pagamento antecipado de débitos, renegociação de prazos e taxas de juros, além de políticas que controlem a emissão de novos títulos públicos.

Por fim, outro fator relevante é o controle da inflação, já que a correção monetária dos juros está diretamente ligada ao índice inflacionário. Quando a inflação está alta, os encargos sobre a dívida aumentam, dificultando a obtenção do superávit nominal.

Diferença entre superávit e déficit

Superávit e déficit são conceitos opostos, tanto nas finanças públicas quanto no comércio exterior. O superávit acontece quando sobra dinheiro, ou seja, quando as receitas são maiores que os gastos. Já o déficit é o contrário: as despesas ultrapassam a arrecadação.

Nas contas do governo, o superávit é um demonstrativo de que as finanças estão equilibradas e ainda sobra um valor extra, que pode ser usado para pagar dívidas ou investir em algumas áreas.

Por outro lado, quando há déficit, o governo precisa encontrar formas de cobrir esse “rombo”, como emitir títulos ou fazer novos empréstimos, o que, inevitavelmente, aumenta a dívida pública.

Na balança comercial, que acompanha o quanto o país vende para o exterior e quanto importa, o superávit acontece quando as exportações superam as importações.

Já o déficit comercial ocorre quando o país compra mais do que vende para o resto do mundo, o que pode demonstrar desequilíbrios econômicos ou uma maior dependência de produtos importados.

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Fonte: Suno, Mais Retorno.

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