Diferença entre follow-on e subscrição

Follow-on é a nova oferta de ações feita pela empresa já listada na bolsa; subscrição é o direito dos acionistas atuais de comprar essas ações antes. Entenda.

9 de setembro de 2025 - por Sidemar Castro


A principal diferença entre follow-on e subscrição está em quem tem prioridade na compra de ações. Na subscrição, os acionistas que já fazem parte da empresa têm preferência para adquirir novas ações e manter sua fatia no negócio. Já o follow-on é uma oferta aberta ao mercado, em que qualquer investidor pode participar, ajudando a empresa a levantar dinheiro.

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O que é follow-on?

Follow-on é quando uma empresa que já tem ações negociadas na bolsa decide lançar mais papéis no mercado. Isso acontece por diversos motivos: pode ser para levantar dinheiro e investir em novos projetos, pagar dívidas ou até mesmo reorganizar a estrutura da empresa.

Diferente do IPO, que é a primeira vez que a empresa abre seu capital, o follow-on é uma espécie de “segunda rodada” de oferta de ações. Ele pode ser feito diretamente pela empresa, o que aumenta seu caixa, ou por acionistas que querem vender suas participações.

Em ambos os casos, é uma forma de movimentar o mercado e atrair novos investidores.

Leia também: Follow-on: o que é e como funciona a oferta subsequente de ações?

O que é subscrição?

Subscrição é um direito que os acionistas de uma empresa têm de comprar novas ações quando a companhia decide emitir mais papéis para levantar dinheiro.

É como se a empresa dissesse: “Ei, você já é nosso sócio, quer manter sua fatia e comprar mais ações antes que a gente ofereça ao mercado?” Esse direito é proporcional à quantidade de ações que o investidor já possui e costuma vir com um preço mais atrativo.

Assim, quem já está dentro tem a chance de manter sua participação sem ser diluído, ou seja, sem ver sua fatia encolher por conta da entrada de novos investidores.

Saiba mais: Subscrição: o que é, como funciona e vale a pena?

Quais são as diferenças entre follow-on e subscrição?

Sabe quando uma empresa que já está na bolsa decide abrir o caixa de novo, emitindo mais ações? Isso é o que chamamos de follow-on, ou oferta subsequente.

A diferença do IPO é que o IPO é a primeira vez que a empresa abre o capital, o follow-on vem depois, quando ela já tem um histórico na bolsa.

Pelo follow-on, ela pode lançar novas ações para captar recursos e investir, pagar dívidas ou crescer ainda mais. Às vezes, é só para dar mais liquidez às ações quando grandes investidores vendem parte de sua participação.

Agora, subscrição é outra coisa: é o direito que os acionistas atuais têm de comprar essas novas ações que a empresa emite, antes que qualquer outra pessoa tenha acesso.

Em geral, o preço é mais atrativo, e isso permite que quem já está dentro não seja poupado, ou abandone, sua fatia proporcional da empresa. Isso evita aquela diluição que rola quando muita ação é emitida e você acaba tendo menos percentual de participação.

Apesar de serem parte do mesmo processo, follow-on e subscrição não são a mesma coisa. O follow-on é o ato da empresa de emitir mais ações; a subscrição, por sua vez, é justamente o direito do acionista de comprá-las com vantagem.

Entenda: Saiba como funciona o mercado de ações e a bolsa de valores

Subscrição ou follow-on: qual escolher?

Suponha que você já têm ações de uma empresa e ela decide captar dinheiro de novo, lançando mais ações: isso é o chamado follow-on.

Quando isso acontece, existe um convite especial para quem já é acionista: o direito de subscrição. Isso significa que você tem a chance de comprar essas ações antes de todo mundo, geralmente por um precinho mais em conta, e assim manter sua participação. É como se o dono de um condomínio decidisse construir mais apartamentos e te oferecesse a chance de comprar um antes de vender para estranhos.

Mas será que vale a pena? Depende. Se a empresa está bem financeiramente e você acredita que isso vai se refletir em valorização, pode ser uma boa usar o direito de subscrição.

Você compra a ação mais barata e mantém sua fatia. Mas se os fundamentos da empresa estiverem fracos ou você achar que seu dinheiro pode render mais em outros investimentos, talvez seja melhor não participar, até porque subscrever exige desembolso.

E, claro, se você não fizer nada, sua fatia pode diminuir conforme a empresa emite mais ações. Ainda assim, você tem opção de vender o direito de subscrição na bolsa, se achar que isso compensa mais do que atuar como acionista direto.

Leia também: Análise de ações: o que é, quais são os tipos e como fazer?

Fontes: O Especialista, Invest News, Fort Capital, iDinheiro, Suno

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