Hiato recessivo: o que é, causas, exemplos

25 de agosto de 2025 - por Diogo Silva


Muitos ouvem falar sobre hiato recessivo, mas não compreendem o que é isso de fato e como ele nos afeta. Ele pode determinar o potencial de o PIB da economia crescer sem impactar a sociedade ou o mercado financeiro. Ou seja, é um assunto mais essencial do que você pode imaginar.

O hiato recessivo acontece quando o PIB corrente fica abaixo do PIB em potencial. Isso quer dizer que a demanda por bens e serviços está abaixo da oferta dos memos. As empresas produzem menos porque o povo gasta menos e isso causa sérios danos financeiros. Bom, confira mais a seguir.

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O que é uma hiato recessivo?

Um hiato recessivo acontece quando a economia de um país produz menos do que poderia se todos os recursos estivessem sendo usados de forma plena.

Em outras palavras, o PIB real fica abaixo do PIB potencial. Isso indica que há menos empregos, menor produção e consumo reduzido. É como se a economia estivesse dormindo um pouco, sem usar todo o seu potencial.

Identificar esse hiato é importante, porque mostra que o governo ou o banco central podem agir para estimular a economia e colocar o PIB de volta nos trilhos, gerando mais crescimento e oportunidades.

Causas do hiato recessivo

O hiato recessivo acontece quando a economia está caminhando a passos lentos, produzindo menos do que poderia. Isso normalmente acontece por algumas razões bem humanas e fáceis de entender! Às vezes as pessoas e as empresas passam a gastar menos, seja por medo de perder dinheiro ou por incertezas sobre o futuro, e isso faz a produção cair.

Outras vezes, o país enfrenta crises políticas, mudanças bruscas de impostos ou altas nos juros, que deixam todo mundo mais cauteloso e fazem a economia desacelerar.

Até problemas lá fora, como queda nas exportações ou crises internacionais, acabam afetando a produção interna.

No fundo, o hiato recessivo é como uma economia que não está usando todo o seu potencial. Fábricas produzem menos, empregos ficam escassos e oportunidades diminuem.

É um sinal de que algo está travando o ritmo natural da economia e que precisa de estímulo para voltar a crescer.

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Exemplos de hiato recessivo

O hiato recessivo, como já falamos, acontece quando a economia está andando devagar e produz menos do que poderia, funcionando abaixo do seu potencial.

Isso pode ser visto de forma bem prática no dia a dia. As lojas vendem menos e acabam reduzindo a produção ou até demitindo funcionários; as pessoas, preocupadas com o futuro, economizam e evitam grandes compras, como carros, viagens ou eletrodomésticos.

Além disso, crises externas, alta de juros ou mudanças repentinas de impostos fazem com que empresas adiem investimentos, deixando recursos importantes, como máquinas e trabalhadores, subutilizados.

No cotidiano, isso significa menos empregos disponíveis, oportunidades de crescimento mais escassas e uma sensação geral de que a economia está parada quando, na verdade, poderia estar a todo vapor.

É um jeito de enxergar que algo está travando o ritmo natural do país e que ações para estimular a produção podem fazer toda a diferença.

Como ocorre um hiato recessivo?

O hiato recessivo não é só uma questão de números frios do PIB; ele mexe com o dia a dia das pessoas. Quando a economia começa a andar devagar, famílias passam a gastar menos por medo do futuro, empresas ficam receosas e adiam contratações ou investimentos, e isso acaba virando um círculo vicioso.

Isso mostra que menos consumo leva a menos produção, o que gera menos empregos, e assim a roda gira mais devagar.

O governo também sente esse impacto, já que arrecada menos impostos e tem mais dificuldade para investir em áreas importantes, como saúde, educação e obras que poderiam movimentar a economia.

Além disso, o hiato não atinge todos de forma igual! Alguns setores até conseguem crescer, mas muitos ficam travados, com recursos e pessoas sem uso.

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Diferença entre o hiato recessivo e o hiato inflacionário

O hiato recessivo e o hiato inflacionário são como dois lados opostos do mesmo fenômeno! A diferença entre o que a economia realmente produz e o que ela poderia produzir em seu potencial máximo.

No hiato recessivo, a economia anda devagar, com o PIB real abaixo do PIB potencial. Isso significa, como falamos diversas vezes no texto, desemprego maior, fábricas funcionando pela metade e pessoas consumindo menos.

É o cenário em que sobram recursos parados e a economia precisa de estímulo para voltar a crescer.

Já o hiato inflacionário acontece quando a economia tenta produzir além da sua capacidade, com o PIB real acima do PIB potencial.

Nesse caso, não há sobra de recursos. Empresas operam no limite, há mais demanda do que oferta e, como consequência, os preços sobem.

É nesse cenário que a inflação ganha força, porque todos querem consumir mais do que a economia consegue oferecer.

Fontes: Suno; Research; Investopedia

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