Reshoring: o que é, como funciona, impactos, exemplos

Talvez você nunca tenha ouvido esse termo, mas sabe do que se trata. Rehoring é o processo de trazer de volta às fabricas de fora. Confira conosco mais detalhes sobre isso!

13 de janeiro de 2026 - por Diogo Silva


Nos últimos anos, o jeito de produzir e consumir no mundo mudou! E com ele, as estratégias das empresas também. Termo como reshoring começou a aparecer com mais frequência, mostrando que as companhias estão repensando onde vale a pena fabricar seus produtos e o que realmente faz sentido em um mercado cada vez mais instável e conectado.

Vamos falar sobre o que está por trás desses movimentos e por que o reshoring, esse retorno à produção local, vem ganhando tanta força. Se você quer entender como essa mudança está transformando a indústria, gerando novas oportunidades e aproximando empresas das pessoas, vem com a gente nessa leitura.

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O que é reshoring?

Reshoring é quando uma empresa decide trazer de volta para o seu país aquilo que antes era feito lá fora. Por muito tempo, produzir em outros lugares parecia a escolha mais inteligente. Os custos eram menores e o lucro maior.

Só que o tempo mostrou que nem sempre essa conta fecha. Problemas logísticos, crises globais, atrasos e até a falta de controle sobre a produção fizeram muitas companhias repensarem esse modelo.

Hoje, o reshoring é uma espécie de volta pra casa. As empresas querem estar mais perto dos seus clientes, gerar empregos locais e ter mais estabilidade no dia a dia. É uma decisão que vai além do dinheiro; fala sobre confiança, segurança e até propósito.

No fim das contas, trata-se de retomar o controle, aproximar relações e construir um modelo mais sustentável e humano de fazer negócios.

Por que fazer o uso do reshoring?

As empresas têm apostado no reshoring porque perceberam que produzir longe demais pode custar caro em muitos sentidos. Durante anos, levar fábricas para outros países parecia o melhor caminho para cortar gastos e aumentar o lucro.

Só que o mundo mudou; vieram pandemias, guerras, crises de transporte e atrasos nas entregas, e tudo isso mostrou o quanto é arriscado depender de mercados distantes.

Trazer a produção de volta é uma forma de recuperar o controle e ficar mais perto do coração do negócio. Produzindo localmente, as empresas ganham agilidade, reduzem riscos, garantem mais qualidade e ainda fortalecem a economia do próprio país.

Além disso, como já foi dito acima, o reshoring ajuda a gerar empregos e diminuir o impacto ambiental, já que encurta o caminho entre fábrica e consumidor. É uma escolha que une estratégia, cuidado e propósito.

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Como funciona o reshoring?

O reshoring funciona como um novo começo para as empresas. Não é só trazer a fábrica de volta, mas repensar toda a forma de produzir. Muitas vezes, esse retorno só acontece porque a tecnologia e a automação tornaram possível produzir com eficiência dentro do próprio país.

É um movimento que mistura estratégia e modernização, onde a empresa busca ser mais ágil, sustentável e independente.

Esse processo costuma envolver apoio do governo e de instituições locais, que oferecem incentivos e ajudam na criação de empregos e na formação de profissionais. Assim, o reshoring acaba beneficiando não apenas a empresa, mas toda a comunidade ao redor.

No fundo, essa é uma forma de recomeçar com mais propósito, produzindo perto, com mais controle, e de um jeito que faz sentido tanto para o negócio quanto para as pessoas.

Desafios do reshoring

Embora o reshoring traga uma ideia muito positiva, colocá-lo em prática não é tão simples assim. Produzir localmente costuma ser mais caro, e as empresas acabam enfrentando impostos altos, burocracia e uma infraestrutura que nem sempre ajuda.

Encontrar fornecedores e profissionais qualificados por perto pode ser um verdadeiro desafio, especialmente depois de tanto tempo dependendo de cadeias globais já bem estabelecidas.

Outro obstáculo é o tempo e o investimento que essa mudança exige. Reabrir fábricas, adaptar processos e treinar equipes não acontece da noite para o dia. É um processo que pede paciência, planejamento e, principalmente, propósito.

Impactos do reshoring na indústria

O reshoring tem transformado a indústria de um jeito profundo e, em muitos casos, positivo. Quando as empresas decidem trazer a produção de volta para casa, elas movimentam toda uma cadeia, gerando empregos, reativam fábricas, fortalecem fornecedores locais e ajudam a aquecer a economia.

Além disso, esse movimento costuma vir acompanhado de inovação. Muitas companhias aproveitam o retorno para investir em tecnologia, automação e práticas mais sustentáveis, buscando produzir de forma moderna e eficiente.

Mas o impacto não fica só dentro das fronteiras. Ao mesmo tempo em que os países de origem se fortalecem, os antigos polos de produção perdem parte da demanda, o que muda o equilíbrio da indústria global.

As empresas aprendem a valorizar o que é local, a reduzir distâncias e a enxergar a produção não apenas como custo, mas como parte essencial da identidade do negócio. No fim, o reshoring traz um novo ritmo para a indústria, mais próximo, mais humano e com propósito renovado.

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Indústrias que mais se encontra reshoring

O reshoring tem se destacado principalmente em indústrias que dependem muito de tecnologia, qualidade e agilidade na entrega. Setores como o automotivo, eletrônico, farmacêutico e de equipamentos médicos são alguns dos que mais têm trazido suas produções de volta para casa.

Isso acontece porque essas áreas exigem controle rigoroso, inovação constante e respostas rápidas às mudanças do mercado, algo difícil de manter quando a produção está a milhares de quilômetros de distância.

Também é comum ver o reshoring ganhando força em segmentos como o têxtil, alimentício e de bens de consumo, onde a proximidade com o público faz diferença. Muitas dessas empresas perceberam que produzir perto permite personalizar mais, reduzir prazos e se conectar melhor com o consumidor.

O movimento acontece com mais intensidade em indústrias que entenderam que estar perto não é só uma questão de logística, mas de estratégia.

Reshoring no Brasil

No Brasil, o reshoring ainda está engatinhando, mas começa a ganhar espaço conforme as empresas percebem que produzir perto pode ser mais vantajoso do que parece. Durante muito tempo, muitas delas mandaram parte da produção para fora, buscando custos mais baixos.

Só que o mundo mudou! Crises, atrasos e fretes caríssimos mostraram que depender demais de outros países pode sair caro. Aos poucos, setores como o automotivo, o têxtil, o farmacêutico e o tecnológico estão voltando a olhar para dentro e redescobrindo o valor de fabricar aqui.

Trazer a produção de volta ao Brasil é também uma forma de acreditar no próprio país.

Ainda há desafios, impostos altos, burocracia e infraestrutura limitada, mas o movimento vem crescendo. No fundo, o reshoring no Brasil é um recomeço, uma tentativa de construir uma indústria mais próxima e independente.

Diferença entre reshoring, offshoring e nearshoring

As expressões reshoring, offshoring e nearshoring falam sobre onde as empresas escolhem produzir seus produtos, mas cada uma representa um movimento bem diferente. O offshoring foi o mais comum por muitos anos, é quando uma companhia leva parte ou toda a sua produção para outro país, geralmente em busca de custos menores e maior competitividade.

Já o nearshoring surgiu como uma alternativa intermediária. Em vez de produzir do outro lado do mundo, a empresa transfere suas operações para um país mais próximo, o que reduz distâncias, prazos e custos logísticos sem perder tanto em economia.

O reshoring, por sua vez, é o caminho de volta. Ele acontece quando a empresa decide trazer de novo para seu país de origem a produção que antes estava fora. É uma tentativa de retomar o controle, ficar mais próxima do consumidor e reduzir riscos com crises internacionais ou atrasos nas cadeias de suprimentos.

De modo direto, o offshoring é “produzir lá fora”, o nearshoring é “produzir mais perto”, e o reshoring é “voltar pra casa”. Cada modelo tem seus motivos e desafios, mas todos refletem a busca constante por equilíbrio entre custo, eficiência e proximidade.

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Fontes: Totvs; Descartes; Uello; Korp; Enel Green Power; Gedanken

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