A B3 já era? O que está em jogo com a nova bolsa de valores do Brasil?

Descubra como o anúncio de uma nova bolsa de valores brasileira pode impactar o mundo financeiro e como isso afeta os seus investimentos!

28 de junho de 2024 - por Raul Sena (Investidor Sardinha)


Uma notícia recente e muito interessante surgiu, sobre uma nova bolsa de valores brasileira, que pode impactar e muito a nossa querida B³.

Se trata da reabertura da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, assunto que está em discussão há algum tempo, desde que a Bolsa Balcão Brasileira se consolidou como monopólio no país.

Neste artigo eu vou te contar se isso realmente vai acontecer e, caso aconteça, quais são os impactos que podemos esperar na nossa economia.

Rio vai ter nova bolsa de valores

O anúncio veio da prefeitura do Rio de Janeiro, por meio de Eduardo Paes. O prefeito até criou uma arte em inteligência artificial e postou nas redes sociais anunciando a nova bolsa de valores no Rio de Janeiro.

Segundo Eduardo Paes, a bolsa do RJ será reaberta para fomentar uma competição saudável no mercado financeiro brasileiro. Afinal de contas, o monopólio não é favorável, já que a B³ pode cismar e mudar regras, deixando os investidores à mercê de suas vontades.

Assim, com o surgimento de outra bolsa para dividir o protagonismo, é possível que ambas se sintam pressionadas e passem a competir mais para melhor atender o investidor.

Duas bolsas de valores: bom ou ruim?

A simples ameaça de uma segunda bolsa de valores os sistemas da B³ evoluírem extremamente rápido nos últimos dois anos. Ou seja, o vislumbre de uma competitividade no mercado acelerou os avanços tecnológicos na bolsa de valores paulista que antes estavam bem defasados.

Para criar as condições favoráveis para a reabertura da nova bolsa de valores, um PL já foi encaminhado à câmara de vereadores. Até de forma a incentivar mais o interesse coletivo no assunto.

Já houve, no passado, tentativa de criar uma concorrente para concorrer com a B³, contando até mesmo com investidas estrangeiras. Um dos focos da nova bolsa é o de ativos ambientais, algo apresentado mais como um diferencial em relação à bolsa paulista.

Empresas menores se favorecem?

Um foco mais relevante que a bolsa de valores do Rio de Janeiro poderia adotar é em favorecer empresas menores. Até porque, atualmente, na B³, somente as grandes empresas conseguem abrir capital, por conta dos custos e outros fatores.

Esse tipo de diferencial permitiria um incentivo maior à empresas nacionais com potencial de ascensão. Isto é, que poderiam se beneficiar da abertura de capital para o mercado, mas que atualmente são impossíveis de acessar. Diferente do que ocorre no Brasil, inclusive, essa já é uma realidade nos EUA, onde é possível encontrar IPO de empresas pequenas.

Essa seria uma boa maneira de grupos de investidores alavancarem uma empresa pequena até ela fazer IPO em uma bolsa maior. Já até existem pessoas com esse tipo de iniciativa com autorização pela CVM, então seria interessante se a bolsa do Rio seguisse por esse caminho.

A nova bolsa de valores conta ainda com parcerias com a NASDAQ e com a GAP para tecnologia e ativos ambientais. Já quando se fala em impacto econômico possível, os valores chegam a R$ 25 bilhões, com o objetivo de posicionar o Rio de Janeiro como um hub de investimentos ambientais.

O que eu acho de uma nova bolsa de valores?

Quando o Rio de Janeiro ainda era a nossa capital, surgiu a primeira bolsa de valores brasileira, criada em 1808. A cidade, por muito tempo, foi o centro financeiro do Brasil, até o movimento da capital para Brasília.

Do Rio de Janeiro surgiram muitos hotéis, o Bob’s, entre outras empresas. Além disso, era uma cidade prestigiada e reconhecida pelo mundo todo, a ponto de receber visitas famosas de todos os lugares. Mas, com o aumento do turismo, as empresas aos poucos foram deixando o território carioca.

Não houve um despertar do dia para a noite sobre a cidade não ser um bom lugar para empreender e as pessoas tomaram decisões repentinas. Quando o Rio de Janeiro foi se deixando controlar por organizações criminosas, se tornou um lugar mais inseguro do que o resto do Brasil.

Apesar de outras grandes metrópoles sofrerem com a criminalidade, o Rio se tornou um dos poucos com lugares onde a polícia sequer consegue entrar. Por conta desse fator de risco, assim como vários outros, o Rio deixou de atrair a atenção dos investidores estrangeiros.

Portanto, antes de discutir a criação de uma nova bolsa de valores, o mais importante é o Rio combater essa onda de criminalidade que se apossou da antiga capital do país.

Uma nova bolsa pode é fundamental para o Brasil, para que a concorrência estimule o mercado a se manter em constante crescimento.

Liquidez da nova bolsa de valores

Algumas pessoas argumentam que a criação de uma nova bolsa de valores vai impactar negativamente na existente, que já não tem liquidez. Ou seja, acreditam que as pessoas não negociarão mais ativos de maneira alguma.

Mas ao contrário do que acreditam, quanto mais empresas fizerem IPO, mais IPOs estarão disponíveis para negociar, e mais concorrentes vão desejar estarem na bolsa para competirem em pé de igualdade com essas empresas e mais o mercado se mantém aquecido.

Mesmo com os problemas de criminalidade no Rio, é interessante o ressurgimento da bolsa de valores na cidade, uma vez que a injeção de capital pode impactar positivamente nas melhorias necessárias para tornar o cartão postal brasileiro mais seguro e desejável outra vez.

Bolsa do Rio vai ser moderna?

Elaborar a tokenização de ativos para facilitar as transações pode ser o diferencial necessário para fazer da bolsa do Rio uma nova referência em investimentos.

Portanto, além de atrair novos tipos de players do mercado, essa modernização e simplificação nas operações pode trazer lucros significativos para a nova iniciativa.

Dessa forma, até mesmo a intermediação com corretoras pode diminuir ou então serem totalmente extintas com a adoção de uma modalidade de negociações descentralizada.

Outra maneira da nova bolsa se destacar é captando empresas ascendentes que ainda não possuem condições de abrir capital no exterior ou mesmo na B³, oferecendo uma terceira via de crescimento.

Migração da Nasdaq para a B³

Recentemente uma notícia alegrou o mercado brasileiro, quando a Vitru Educação migrou seu capital da Nasdaq para a B³, passando a ter suas ações negociadas em nosso país. Ou seja, após 4 anos com IPO no exterior, foi a primeira empresa a realizar o movimento inédito de migrar suas ações dos EUA para o Brasil.

E com o esfriamento do mercado externo em relação a empresas emergentes, espera-se que outras sigam o mesmo exemplo.

Dá uma olhada neste meu vídeo onde comento mais a fundo essa novidade da nova bolsa de valores brasileira no Rio de Janeiro:

Como investir na bolsa de valores?

Por mais estimulante que pareça o surgimento de uma nova bolsa de valores, com o surgimento de novos IPOs e oportunidades, é importante saber que investimentos em novos negócios são exceção. Entrar de cabeça com seu capital em novas opções do mercado sem analisar corretamente pode ser arriscado e prejudicial para o seu bolso.

Para aprender como investir na bolsa de valores e até em outros países e participar desse momento brasileiro, faça a sua análise de perfil na AUVP, nossa escola de investimentos.

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