1 de novembro de 2022 - por Jaíne Jehniffer
O efeito halo é a tendência humana de julgar uma pessoa ou objeto com base em uma única característica. Ou seja, tiramos nossas conclusões com base em um único elemento.
Por exemplo, aposto que você já julgou uma pessoa pela forma com que ela estava vestida. Sendo que talvez você nem tenha percebido que fez esse julgamento.
Na prática, esse efeito faz com que criemos estereótipos por meio de suposições sobre algo ou alguém, através de informações que não conhecemos.
Lembrando que esse julgamento pode ser positivo ou negativo. Por exemplo, se uma pessoa não gosta das mesmas músicas e atividades que você, você pode julgar essa pessoa como alguém chato e sem cultura.
Por outro lado, dependendo da característica da pessoa, você pode julgar que ela é uma pessoa incrível.
À primeira vista, o efeito halo não parece prejudicial. No entanto, ele pode afetar a sua forma de tratar as pessoas. Portanto, ele pode sim ser prejudicial na sua convivência com outras pessoas.
Além disso, dependendo do seu trabalho, você pode prejudicar outras pessoas. Vamos supor que a sua função é entrevistar pessoas para vagas de emprego.
Se você for guiado pelo efeito halo, você pode deixar de contratar um ótimo profissional apenas porque não gostou de alguma característica dele.
Origem do efeito halo
O efeito halo foi identificado pelo psicólogo norte-americano Edward Thorndike, durante a Primeira Guerra Mundial. Na época, ele analisou os critérios que os comandantes usavam na avaliação dos soldados que estavam sob sua tutela. Com esse estudo, Thorndike percebeu que existia uma grande correlação entre os que eram considerados mais bonitos e os que também eram vistos como mais habilidosos. O contrário também acontecia. Portanto, o estudo apontou que temos a tendência de sentir simpatia ou antipatia por alguém, por causa de um atributo.Como o efeito halo afeta a vida das pessoas e os negócios?
O efeito halo pode afetar a forma com que uma pessoa trata a outra, podendo prejudicar a outra pessoa. Sendo que isso pode afetar tanto a nossa vida pessoal, quanto profissional. Em processos seletivos para ocupar vagas de emprego, por exemplo, isso é muito presente. Muitos avaliadores têm um contato breve com os candidatos e o fato que tiver mais chamado a atenção sobre o candidato é usado como base para a sua decisão. Sendo assim, um avaliador pode dispensar um profissional muito bom, só porque não gostou de alguma característica nele. O oposto também pode ocorrer. Por exemplo, uma empresa pode colocar uma pessoa em um cargo muito elevado, de grande responsabilidade, superestimando as qualidades e habilidades do profissional. Com isso, a empresa pode ser prejudicada. Enfim, nos negócios, o efeito halo pode prejudicar a empresa ao subestimar ou superestimar os profissionais. Já na vida pessoal uma pessoa guiada por este efeito, pode tratar julgar outras pessoas de forma incorreta. Isso pode fazer com que a pessoa trate as outras de forma inadequada.
Entender o termo é o começo. Saber o que fazer com ele é outra história
A teoria está toda na internet. O que falta para a maioria é decidir com ela na mão.
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