Chainlink (LINK): o que é e como funciona?

Chainlink (LINK) conecta contratos inteligentes a dados do mundo real por meio de oráculos descentralizados. Clique e saiba mais!

13 de fevereiro de 2026 - por Millena Santos


Quem acompanha o universo das criptomoedas já percebeu que os contratos inteligentes são poderosos, mas não funcionam sozinhos. Eles vivem dentro da blockchain e, por si só, não conseguem “enxergar” o que acontece fora dela. É justamente aí que entra a Chainlink (LINK).

Essa rede descentralizada de oráculos faz a ponte entre os contratos inteligentes e dados do mundo real, como preços de ativos ou eventos externos, resolvendo o famoso “problema do oráculo”. Mas não é só isso.

Neste texto, a gente te conta mais. Boa leitura!

O que é Chainlink (LINK)?‍

A Chainlink surgiu oficialmente em junho de 2019, idealizada por Sergey Nazarov, mas sua história começa um pouco antes, ainda em 2017, quando o projeto realizou sua ICO (Oferta Inicial de Moedas).

Desde o início, a proposta era resolver um dos grandes desafios do universo blockchain, que é conectar contratos inteligentes a dados do mundo real de forma confiável.

Na prática, a Chainlink funciona como uma infraestrutura que permite que empresas, com destaque para instituições financeiras, plataformas DeFi e projetos corporativos, registrem, validem e utilizem dados e transações em diferentes blockchains.

Isso acontece por meio dos chamados oráculos descentralizados, que fazem a ponte entre informações externas, como preços de ativos, taxas de juros ou eventos do mercado, e os contratos inteligentes. O token LINK entra nesse ecossistema como peça central, sendo usado para remunerar operadores de nós e garantir o funcionamento seguro da rede.

Para que serve a Chainlink (LINK)?

A Chainlink existe para cumprir um papel bem específico, e essencial, dentro do ecossistema blockchain: fazer a ligação entre contratos inteligentes e informações que estão fora da blockchain.

Portanto, atua como uma rede de oráculos descentralizada, criada para resolver o chamado problema do oráculo, que é a dificuldade de levar dados externos confiáveis para dentro de um ambiente que, por natureza, é fechado e imutável.

Com essa estrutura, contratos inteligentes passam a acessar dados do mundo real de forma segura, transparente e resistente a possíveis manipulações.

Isso inclui informações como preços de ativos financeiros, taxas de câmbio, resultados de eventos ou qualquer outro dado off-chain necessário para que esses contratos funcionem corretamente.

Como funciona a Chainlink (LINK)?

Para que contratos inteligentes ganhem utilidade real, é essencial que consigam acessar informações externas de forma segura. É exatamente aí que essa tecnologia se torna relevante.

Ela permite que dados do mundo fora da blockchain, como preços de ativos, resultados de eventos ou indicadores financeiros, sejam levados para dentro da rede de maneira verificável e confiável, sem comprometer a descentralização.

A estrutura por trás desse funcionamento é organizada em duas camadas principais. A camada on-chain opera diretamente na blockchain, onde os contratos inteligentes recebem os dados e executam suas funções com base nessas informações.

Já a camada off-chain atua fora da rede principal, sendo responsável por coletar, validar e agregar dados vindos de diferentes fontes por meio dos oráculos. Esse modelo reduz riscos de manipulação e aumenta a precisão das informações entregues aos contratos.

Indo para a prática, o sistema funciona como uma ponte segura entre o mundo real e as plataformas blockchain, para garantir que os dados usados nas aplicações descentralizadas sejam confiáveis.

Esse diferencial ajudou o projeto a ganhar espaço no mercado, especialmente quando organizações de grande nome, como Google, Web3 Foundation e a rede Swift, passaram a explorar e integrar essa tecnologia em seus próprios testes e soluções, reforçando sua relevância no ecossistema cripto.

Vantagens e desvantagens da Chainlink (LINK)

Ao analisar esse projeto com mais cuidado, fica claro que ele reúne pontos bastante positivos, mas também alguns desafios que precisam entrar na conta, especialmente para quem olha para o longo prazo.

Entre as vantagens, um dos destaques é o uso de um middleware flexível, que facilita a integração entre contratos inteligentes e diferentes fontes de dados externas. O modelo de oráculos descentralizados reduz a dependência de uma única fonte de informação, aumentando a confiabilidade do sistema como um todo.

Outro ponto relevante é a relativa facilidade para adoção e operação dos nós, o que contribui para a expansão da rede.

Além disso, a proposta de descentralização completa reforça a segurança e a transparência, dois pilares importantes dentro do ecossistema blockchain.

Por outro lado, também existem desvantagens que merecem atenção, como a própria dependência de oráculos, mesmo sendo descentralizados, ainda representa um ponto sensível, já que qualquer falha na coleta ou validação de dados pode impactar os contratos inteligentes.

Questões relacionadas à escalabilidade também entram na discussão, sobretudo à medida que a demanda por dados cresce.

Por fim, soma-se a isso os riscos de segurança, comuns em infraestruturas complexas, e o nível elevado de complexidade técnica, que pode dificultar tanto o desenvolvimento quanto a compreensão do funcionamento por parte de usuários menos experientes.

Como comprar e armazenar Chainlink (LINK)?

O processo para adquirir esse ativo é relativamente simples e segue um padrão comum no mercado de criptomoedas.

O primeiro passo é acessar uma exchange confiável, como Binance, KuCoin, Bybit ou Coinext. Após criar a conta, normalmente é necessário passar pela verificação de identidade (KYC), etapa exigida pela maioria das plataformas para liberar depósitos e operações.

Com a conta ativa, é possível depositar recursos em reais por meio do Pix ou transferir stablecoins, como USDT, dependendo da exchange escolhida. Na hora da compra, há duas opções: a ordem de mercado, indicada para quem quer adquirir o ativo imediatamente pelo preço atual, ou a ordem limitada, que permite definir um valor específico para a negociação.

Depois disso, basta selecionar o par disponível e concluir a troca. Para armazenamento, o ideal é considerar carteiras digitais próprias, especialmente se a ideia for manter os tokens por mais tempo, o que ajuda a reduzir riscos ligados à custódia em corretoras.

Origem da Chainlink

O projeto foi idealizado por Sergey Nazarov e teve seu lançamento oficial em junho de 2019. No entanto, a construção da plataforma começou bem antes disso.

Ainda em 2017, a proposta já ganhava forma com a realização da ICO (Oferta Inicial de Moedas), momento em que a visão do projeto começou a ser apresentada ao mercado.

Desde essa fase inicial, a ideia central era desenvolver uma solução capaz de conectar contratos inteligentes a dados externos de maneira segura e confiável.

Esse período de preparação foi fundamental para estruturar a tecnologia e alinhar o projeto às necessidades do ecossistema blockchain, especialmente no que diz respeito à integração entre o mundo real e as redes descentralizadas.

Vale a pena comprar Chainlink (LINK)?

A resposta para essa pergunta não é única e passa, antes de tudo, pelo perfil de risco de cada investidor. Trata-se de um ativo inserido em um mercado volátil, o que exige clareza sobre objetivos, horizonte de tempo e tolerância a oscilações de preço.

Para quem busca diversificação dentro do universo cripto, especialmente em projetos com utilidade prática, essa pode ser uma alternativa interessante.

A proposta de conectar blockchains a dados do mundo real dá ao projeto uma função clara dentro do ecossistema, algo que costuma pesar positivamente para investidores que já acompanham ativos mais consolidados, como Bitcoin e Litecoin, além de outras altcoins com foco em infraestrutura.

Outro ponto que chama atenção é o histórico de parcerias institucionais e a presença crescente em soluções ligadas às finanças descentralizadas.

Esse conjunto sugere potencial de valorização no longo prazo, desde que haja disposição para lidar com a volatilidade elevada e os riscos inerentes ao setor, uma lógica que, sem dúvidas, conversa bastante com análises mais criteriosas sobre risco e estratégias de investimento orientadas por valor.

Importância da Chainlink

A relevância desse protocolo está diretamente ligada à forma como informações do mundo real são levadas para o ambiente blockchain.

Por meio de uma rede descentralizada de oráculos, os dados externos passam por processos de validação que reforçam a segurança e a confiabilidade dos contratos inteligentes.

Os nós, também chamados de operators, coletam essas informações, analisam sua autenticidade e fazem a conexão com a blockchain, reduzindo riscos de falhas ou inconsistências na comunicação.

Logo, essa estrutura funciona como uma ponte confiável entre dados externos e redes blockchain. Isso permite que contratos inteligentes executem ações automatizadas com base em informações reais e verificadas, ampliando significativamente as possibilidades de uso da tecnologia, especialmente em áreas como finanças descentralizadas, seguros, pagamentos e aplicações corporativas.

Leia também: Cústodia de criptomoedas: o que é, como funciona, qual escolher

Fonte: Coinext, Toro Investimentos, Investopedia, Íon Itaú.

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