15 de agosto de 2025 - por Sidemar Castro
É fácil confundir e criptomoedas e tokens, mesmo para quem já investe, porque o mercado está sempre evoluindo. Embora ambos sejam ativos digitais, eles têm diferenças importantes.
Entender essas distinções é fundamental para diversificar sua carteira de investimentos de forma inteligente, alinhando suas escolhas ao seu perfil e objetivos. Este conteúdo foi feito justamente para te ajudar a entender de um jeito simples o que cada um é e quais são suas principais diferenças.
Leia mais: Moedas digitais, o que são? Segurança, lista das principais e como investir
O que são criptomoedas?
Você já imaginou uma moeda que só existe no mundo digital, sem ter forma física, mas que ainda dá para usar, trocar com outra pessoa, guardar em uma carteira online ou um dispositivo, tudo com segurança?
Pois é, as criptomoedas são exatamente isso: dinheiro digital que não é emitido por bancos ou governos. Em vez disso, elas se sustentam em uma rede comunitária, a chamada blockchain, que funciona como um livro-razão compartilhado e impossível de alterar por apenas uma pessoa ou entidade.
Leia também: Blockchain: o que é, como funciona, para que serve e exemplos
Características das criptomoedas
Quando você faz uma transação com criptomoeda, tudo acontece de forma direta entre quem envia e quem recebe, sem precisar de um intermediário: isso é o que garante mais autonomia e muitas vezes menos custo.
A segurança vem da criptografia sofisticada proporcionada pela blockchain, que torna a operação praticamente inviolável e impede que a mesma moeda seja gasta duas vezes.
Existe ainda uma combinação de benefícios bem interessantes: algumas pessoas veem as criptomoedas como um jeito de guardar valor no longo prazo, uma reserva alternativa ao dinheiro tradicional; outras as usam como meio de pagamento; e, em alguns casos, como unidade de conto, embora essa última ainda não seja muito comum, devido à oscilação de preços.
E é verdade: os preços podem subir e descer bastante, o que cria oportunidades, mas também riscos.
Entenda: Criptomoeda: o que é, como funciona, vantagens e riscos
O que são tokens?
Sabe quando você quer algo mais específico do que uma moeda digital? É nesse ponto que entram os tokens. Imagine que dentro de uma rede blockchain já existente, como Ethereum ou Solana, você crie uma versão digital de algo, que pode ser um bem, um direito, ou mesmo acesso a um serviço.
Esse é o token, um pedaço digital que representa algo maior, e fica registrado nessa rede de forma segura e transparente com a ajuda de contratos inteligentes.
Saiba mais: Token: o que é, para que serve e como funciona?
Função dos tokens
O interessante é que, enquanto criptomoedas como Bitcoin ou mesmo Ether funcionam como dinheiro digital e têm sua própria rede, os tokens são criados sobre blockchains já estabelecidas.
Isso permite que eles sejam bastante versáteis: alguns servem para acessar serviços dentro de uma plataforma, outros dão direito a voto em decisões, enquanto outros representam diretamente investimentos ou bens físicos.
Os tokens vão além de dinheiro digital. Eles são representações programáveis de valor ou direitos, criando novas possibilidades de interação e participação nos ecossistemas digitais.
Por exemplo, há tokens que, se você tiver, conseguem dar acesso a funcionalidades dentro de um aplicativo descentralizado; outros dão direito a votar em como uma plataforma deve evoluir; tem ainda os que são uma fração de um bem real, como imóveis ou ações; e há os NFTs, que são únicos, tipo uma pintura digital que só você tem.
Leia mais: NFT: o que é e como funciona os tokens não fungíveis?
Características dos tokens
Dependendo da sua finalidade, os tokens podem ser classificados de várias maneiras, como utilidade (servindo para usar alguma funcionalidade), segurança (representando ativos reais), governança (permissão de votar em decisões), ou até mesmo os famosos NFTs, que representam itens únicos, como obras de arte digitais.
Um ponto legal é que toda transação com esses tokens é feita por contratos inteligentes. É como se fosse um programa que executa ações automaticamente quando certas condições são atendidas, e isso garante segurança, transparência e elimina intermediários.
Então, no fim das contas, um token é uma forma flexível de representar valor, direitos ou serviços dentro do mundo cripto, indo muito além das funções tradicionais de uma moeda digital.
Quais são as diferenças entre criptomoedas e tokens?
Pensa numa criptomoeda como o Bitcoin ou o Ether: são moedas digitais que têm sua própria rede blockchain. Ou seja, elas vivem num universo próprio, funcionando como dinheiro virtual, com tecnologia de segurança que impede falsificação ou fraude.
Já os tokens se comportam como um “personagem” criado sobre essas redes, em vez de terem o próprio “prédio” (blockchain), eles ocupam um espaço dentro de uma estrutura já existente.
O Ethereum, por exemplo, é um terreno onde criadores podem emitir tokens que representam serviços, direitos, obras de arte digital ou até participação em decisões de um projeto.
A diferença principal é essa: criptomoedas nascem com sua blockchain, são moeda “independente”; os tokens, por sua vez, são gerados dentro de outra rede combinando liberdade e funcionalidade.
Alguns servem como chave de acesso, outros como voto, investimento ou arte. No fim das contas, enquanto a criptomoeda é o “tijolo” da rede, o token é a “casa inteligente” construída sobre ela, aproveitando o impacto e a segurança dessa base, mas com um propósito mais específico.
Leia mais: Qual a lógica do Bitcoin? O mínimo que você precisa saber sobre criptomoedas
Fontes: MMurad, CoinNext, Genial Invest, CNN Brasil e Bity.