Fundos de Infraestrutura: o que são e como funcionam?


Os fundos de infraestrutura (FI-Infra) são fundos de investimento com foco na aplicação em títulos de dívidas de empresas privadas que atuam no setor de infraestrutura.

Exemplos de atuação no setor de infraestrutura são: construção e manutenção de estradas, saneamento básico e geração de energia renovável.

Sendo assim, esses fundos investem em ativos como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), debêntures incentivadas e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).

Listados na bolsa de valores desde junho de 2020, os FI-Infra são constituídos como condomínio fechado. Isso significa que os cotistas não podem fazer o resgate das cotas antes do fim do período estabelecido.

No entanto, o cotista pode sair do fundo ao fazer a venda das cotas no mercado secundário. Da mesma forma, novos cotistas podem entrar no fundo, ao comprar cotas no mercado secundário.

Uma vantagem desse tipo de fundo de investimento, é que ele é isento de Imposto de Renda sobre os rendimentos, ganho de capital e amortização para pessoas físicas.

Por outro lado, uma das desvantagens é a taxa de administração, que é cobrada pela administração do fundo. Essa taxa existe em todos os fundos de investimentos, mas é uma desvantagem pois representa um custo.

Setores da economia que os fundos de infraestrutura estão presentes

Os FI-Infra estão presentes em vários setores da economia. Por exemplo:

  • Geração de energia;

  • Saneamento básico;

  • Portos;

  • Rodovia;

  • Geração fotovoltaica;

  • Transmissão de energia.

Para o economista e sócio da LCA Consultores Fernando Camargo, no Brasil, os setores de rodovias, saneamento e energia têm uma característica importante para os fundos: a segurança jurídica.

Fernando Camargo explica que “Eles [os fundos] gostam disso, eles veem perspectiva de crescimento, o Brasil, de fato, está migrando cada vez mais para o segmento privado nessas concessões, está saindo da mão do estado”.

Diferenças entre FIIs e FI-Infra

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) se diferenciam dos Fundos de Infraestrutura em alguns aspectos. Uma das diferenças entre eles, é o fluxo.

Os projetos de infraestrutura têm um risco maior, já que esses projetos proporcionam rendimentos enquanto duram e, no final, os ativos são devolvidos ao Governo.

Portanto, o que traz valor para os FI-Infra são os dividendos acumulados. Por outro lado, os FIIs acabam se renovando em algum momento. Logo, o risco é um pouco menor.

Quais são as vantagens dos fundos de infraestrutura?

Uma das grandes vantagens dos fundos de infraestrutura é a isenção de Imposto de Renda para pessoa física.

Sendo assim, o rendimento que você tiver com o fundo é de fato seu, você não precisa se preocupar com descontar uma alíquota de imposto.

Além disso, existe a vantagem da diversificação. Sendo que diversificar a carteira de investimentos é uma forma não apenas de reduzir os riscos da carteira de investimentos, mas também de potencializar as chances de retorno.

Existe ainda a vantagem de que você conta com um gestor profissional aplicando o capital do fundo. Sendo assim, você não precisa se preocupar em analisar ativos, isso é papel do gestor.

Por fim, existe a vantagem de que esses fundos são considerados como um passivo estável. Isso porque, eles são fundos fechados, logo, o passivo dos fundos é estável.

Isso é uma vantagem pois a gestão do fundo pode focar na carteira do fundo e carregar menos caixa.

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Quais são as desvantagens?

Uma desvantagem dos FI-Infra, é a taxa de administração. Esse tipo de taxa é cobrada em todos os fundos de investimentos.

No entanto, ela representa uma desvantagem, pois é um custo a mais para o investidor. Até porque, se você for investir diretamente nos títulos de renda fixa, você não terá que arcar com este custo.

Outra desvantagem é que ainda não existem muitas opções de fundos de infraestrutura listados na bolsa.

Desse modo, como existem poucos fundos e o volume de negociação diário é baixo, o spread pode ser muito alto. Sendo que o spread é a diferença entre o preço de compra e de venda das cotas.

Principais riscos

Um dos principais riscos dos fundos de infraestrutura, é o risco de crédito. Em resumo, esse é o risco da empresa não arcar com a dívida.

Ou seja, o risco da emissora do título não devolver o dinheiro e os juros do dinheiro que ela captou com os investidores.

Além disso, existe ainda o risco de liquidez. Basicamente, a liquidez é a facilidade com que você consegue vender as suas cotas e resgatar o dinheiro.

Portanto, o risco de liquidez é o risco de você não conseguir vender essas cotas com facilidade ou quando a venda acarreta em prejuízos.

Por fim, existe ainda o risco de mercado. Este é o risco de perdas por causa das variações dos preços dos ativos.

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Fontes: Cnn Brasil, Xpi e, por fim, Fund explorer.

Bibliografia

  • Zanatta, Pedro. Entenda o que são os Fundos de Infraestrutura (FI-Infra). BBC Brasil. Acesso em 03 de novembro de 2022.

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