NBER: o que é, sua influência e importância

NBER (National Bureau of Economic Research) é uma instituição privada dos EUA que realiza pesquisas econômicas. Conheça sua influência e importância.

16 de junho de 2025 - por Sidemar Castro


Prever os rumos da economia, seja no curto ou no longo prazo, é um desafio que muitas instituições tentam enfrentar hoje em dia. Mas entre elas, o NBER ((National Bureau of Economic Research), se destaca justamente pela precisão com que conduz suas análises.

Um exemplo marcante disso é que um de seus estudos acabou servindo de base para a forma como o PIB dos Estados Unidos passou a ser oficialmente calculado. Aprenda mais sobre o NBER, sua influência e importância.

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O que é o NBER?

Quando a gente fala do NBER, sigla de National Bureau of Economic Research, estamos falando de um verdadeiro peso-pesado no mundo da economia lá nos Estados Unidos. É uma instituição dedicada a destrinchar o que acontece no mercado, as tendências, os modelos.

O mais interessante é que, mesmo sendo uma instituição privada, eles não têm fins lucrativos. E o apoio para as pesquisas vem de todos os lados: do governo, de empresas, de fundações… Isso só mostra a confiança no trabalho sério que eles entregam.

A história deles começa em 1920, quando o economista Wesley Mitchell deu o pontapé inicial. E desde aquela época, os escritórios em Cambridge e Nova York são os mesmos. Quase um século de história econômica sendo escrita nas mesmas paredes.

No fim das contas, a missão do NBER é essa mesmo: pesquisar a fundo, entender os mecanismos da economia para gerar debates relevantes e, claro, ajudar no desenvolvimento econômico do planeta.

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Qual a função do NBER?

O NBER é uma instituição privada e sem fins lucrativos, tipo uma fundação de pesquisa, e a grande função deles é desvendar os segredos da economia.

Eles não seguem nenhuma teoria da moda ou partido político. O trabalho deles é produzir conhecimento econômico puro, sem viés, e de altíssima qualidade. Para isso, eles se dedicam a:

  • Entender como a roda da economia gira: Eles ficam de olho nas tendências, nos modelos que surgem, no que faz as coisas mudarem. É como tentar prever o tempo, mas com números e dados do mercado.
  • Medir o impacto das decisões grandes: Se o governo muda uma regra, ou se acontece algo importante na economia, qual o efeito disso na vida da gente, no seu bolso, nas empresas? Eles tentam botar no papel, com números, o que acontece.
  • Colocar todo mundo pra discutir: As pesquisas que eles publicam são tipo um convite para os economistas, as pessoas que decidem as políticas públicas e até nós, cidadãos comuns, conversarmos e entendermos melhor o cenário.
  • Dar uma força pro mundo crescer: No fim das contas, todo esse conhecimento tem um propósito maior: ajudar a impulsionar o desenvolvimento e o bem-estar econômico, não só nos EUA, mas globalmente.

Para você ter uma ideia do peso que o NBER tem, é a instituição que, nos Estados Unidos, bate o martelo e diz oficialmente quando uma recessão começou e quando ela terminou. Então, o trabalho deles é realmente fundamental para a economia.

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Qual a influência do NBER na economia?

Para entender o tamanho do NBER, é só pensar que o trabalho dos economistas associados a eles tem uma visibilidade enorme. Isso faz com que essa instituição seja referência nas suas áreas.

E não é pouca coisa que eles pesquisam. O NBER tem cerca de 20 programas de pesquisa econômica rolando a todo vapor, mergulhando em temas supervariados. Eles olham desde o desenvolvimento da economia americana até temas como energia e meio ambiente, economia da saúde, e finanças de empresas. É um leque bem aberto, o que mostra o quanto eles são abrangentes.

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Justamente por serem uma instituição tão respeitada, quando o NBER lança um estudo novo, ele vira notícia e é considerado uma referência mundial rapidinho. É o tipo de pesquisa que você sabe que tem peso e credibilidade.

Eles têm um histórico de participações em momentos muito importantes da economia. Para você ter uma ideia, em 1934, um dos pesquisadores deles foi fundamental para supervisionar as primeiras estimativas oficiais da renda nacional dos EUA. Esse trabalho virou a base para como o PIB é medido no país até hoje.

Além disso, a credibilidade do NBER com a mídia americana é altíssima, especialmente na hora de dizer quando uma recessão chega ao fim. Por exemplo, a crise de 2008. Enquanto o mercado estava meio perdido, o NBER conseguiu prever com uma precisão impressionante quando a coisa ia começar a melhorar. É um reconhecimento e tanto da capacidade deles de analisar e entender os ciclos econômicos.

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História do NBER

Tudo começou lá em 1920, num período pós-Primeira Guerra Mundial, quando rolava um debate intenso sobre como a riqueza era distribuída. Muita gente sentia que faltavam dados confiáveis sobre a economia. Ninguém tinha um panorama claro da economia para embasar as discussões. Foi aí que alguns visionários, como Malcolm Rorty e Nachum Stone, tiveram a ideia de criar o NBER, com o objetivo de preencher essa lacuna de informações econômicas.

Eles chamaram o economista Wesley Clair Mitchell para ser o primeiro diretor de pesquisa, e ele ficou no comando das pesquisas por 25 anos! Era uma figura extremamente importante no estudo dos ciclos de negócios (os altos e baixos da economia).

Nos primeiros anos, o NBER conseguiu apoio de gente grande, tipo a Carnegie Foundation e a Laura Spelman Rockefeller Foundation, além de várias empresas. Os primeiros trabalhos deles já mostravam o foco em dados concretos: mediram a participação do trabalho na renda nacional e estudaram o desemprego e as flutuações dos ciclos econômicos.

Um nome que merece destaque nessa fase inicial é o de Simon Kuznets. Mitchell trouxe ele em 1927, e o Kuznets teve um papel essencial no desenvolvimento do que hoje a gente conhece como as contas de renda nacional dos EUA. Ou seja, foi o trabalho dele que lançou as bases para a medição oficial do PIB no país, e por isso, ele até ganhou um Prêmio Nobel lá em 1971.

Curiosamente, desde a fundação, os escritórios do NBER estão nos mesmos lugares, em Cambridge e Nova York. São mais de um século de história da economia sendo escrita e pesquisada dentro das mesmas paredes! É um detalhe que mostra a solidez e a tradição da instituição.

Ao longo de sua trajetória, o NBER foi crescendo e expandindo suas áreas de pesquisa, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial. Eles sempre foram uma voz respeitada, e o fato de serem neutros e focados em dados deu a eles uma credibilidade enorme. É por isso que, até hoje, quando eles publicam um estudo, ou quando datam o início e o fim de uma recessão (como fizeram com a crise de 2008, com uma precisão impressionante), o mundo inteiro presta atenção.

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Alguns feitos importantes relacionados ao NBER

Vamos ver alguns dos feitos mais marcantes deles:

  • A “Bíblia” do PIB Americano: Um dos feitos mais antigos, mas que ecoa até hoje, foi lá em 1934. Um dos pesquisadores do NBER teve um papel chave na criação das estimativas oficiais da renda nacional dos Estados Unidos.

Sabe o que isso significa? Que o trabalho deles virou a base para como o Produto Interno Bruto (PIB) é medido no país até hoje! É tipo ter ajudado a inventar o termômetro da economia. Pra se ter ideia da importância disso, o Simon Kuznets, que trabalhou nessa linha de pesquisa no NBER, até ganhou um Prêmio Nobel por esse tipo de contribuição.

  • O “Juiz” das Recessões: Essa é, talvez, a função mais conhecida e de maior destaque do NBER. Eles têm um comitê especial que é o responsável por datar, de forma oficial, o início e o fim das recessões nos EUA. Quando a economia entra num aperto, todo mundo fica de olho no que o NBER vai dizer. Eles não agem no calor do momento, mas com uma análise rigorosa e retrospectiva, o que lhes dá uma credibilidade enorme. Lembra da crise de 2008? Enquanto o mercado ainda estava tateando no escuro, o NBER conseguiu prever com uma precisão muito grande quando as coisas iam começar a melhorar. É um atestado e tanto da capacidade de análise deles.
  • Formando e Inspirando Economistas de Ponta: O NBER é um verdadeiro celeiro de talentos. Muitos dos economistas mais influentes do mundo, incluindo vários vencedores do Prêmio Nobel, tiveram ou têm alguma ligação com o instituto. O trabalho deles lá não só é de ponta, mas também serve de inspiração e formação para as próximas gerações de pesquisadores. É um ambiente onde as ideias mais inovadoras em economia são testadas e desenvolvidas.
  • Pesquisas que Mudam o Jogo: Eles não ficam só no “feijão com arroz”. O NBER tem uma variedade enorme de programas de pesquisa, que vão desde coisas bem clássicas, como o desenvolvimento da economia americana, até temas superatuais, como energia, meio ambiente, economia da saúde e finanças corporativas. Quando um estudo do NBER é publicado, ele não é só mais um artigo; ele se torna, muitas vezes, uma referência mundial, moldando debates e, indiretamente, até mesmo influenciando políticas públicas.
  • Credibilidade com a Mídia e o Público: Justamente por todo esse rigor e pela trajetória de acertos, o NBER conquistou uma credibilidade gigantesca não só na academia, mas também com a imprensa e o público em geral. Quando eles falam, a gente sabe que é pra levar a sério. Essa confiança é um ativo valiosíssimo, que permite que o trabalho deles realmente ressoe e gere impacto.

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Fontes: Mais Retorno, Suno e Investopedia.

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