Ciclo econômico, o que é? Como funciona e relação com os investimentos


Ciclo econômico são as mudanças na economia, que são marcadas por quatro fases principais: expansão, boom, contração e recessão

Cada um desses períodos possui características diferentes, como aumento ou declínio das taxas de juros, desemprego e nível de consumo. 

Entender esses ciclos é fundamental para que os investidores saibam quais atitudes tomar em relação às suas aplicações financeiras.

O que é ciclo econômico?

Os ciclos econômicos são as mudanças que acontecem na economia de um país. Essas mudanças na economia são marcadas por períodos de expansão, boom, contração e recessão. Ou seja, é natural que uma economia passe por períodos de prosperidade e estagnação ou crise. 

Ciclo econômico, o que é? Como funciona e relação com os investimentos

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Desde o século XVII, os cientistas buscam explicar as causas das crises econômicas, tendo como base o comportamento dos mercados. Sendo assim, os estudos dos ciclos econômicos têm por objetivo compreender os fatores que contribuem para o crescimento da economia com flutuações e não pela tendência que deveriam acompanhar. 

Como os ciclos econômicos funcionam?

De acordo com a ciência macroeconômica, ao longo prazo, a tendência é que o Produto Interno Bruto (PIB) apresente um crescimento constante. Porém, no curto prazo, ele é marcado por crescimentos e recessões.

Dessa forma, a economia funciona por meio de períodos de crescimento com muita ou pouca intensidade de flutuações, seguidos de períodos de recessão. Portanto, um intenso período de alta, pode resultar em períodos de recessão futura.

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Nova futura

Para a escola monetária, as causas dos ciclos econômicos estão relacionadas às atividades de crédito. Isso porque quando as taxas de juros estão elevadas, a tendência é que as pessoas comprem menos e evitem pegar empréstimos e financiamentos.

Por outro lado, quando as taxas de juros estão baixas, as pessoas compram mais e se endividam mais. Essas tendências de alta ou baixa, impactam positivamente ou negativamente a economia de modo geral. Além disso, a instabilidade da oferta da moeda também pode impactar fortemente as movimentações financeiras. 

Fases

O ciclo econômico é marcado por quatro fases principais, são elas:

1- Expansão: A expansão acontece quando um país está se recuperando de uma fase de recessão. Nessa fase, as taxas de juros normalmente estão baixas, o que estimula o consumo.

Desse modo, essa fase do ciclo é caracterizada pelo crescimento da produção de mercadorias e serviços. Como a economia fica aberta aos novos negócios, a tendência é a queda dos índices de desemprego e o aumento dos salários. 

2- Boom: O Boom é o pico resultante do forte crescimento da primeira fase. Dessa maneira, ele é caracterizado como o ponto máximo da produção de produtos e serviços e a economia está no auge.

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Fatos e valores

3- Contração: O Boom não se sustenta para sempre, já que a tendência é que, após atingir seu ponto máximo, a economia comece a diminuir. Essa diminuição das atividades econômicas e consequente aumento dos índices de desemprego, é chamado de contração.

Nessa fase, normalmente as empresas buscam reduzir os preços dos produtos e serviços, com o objetivo de ganhar maior competitividade no mercado, já que o consumo no geral é reduzido. 

4- Recessão: A última etapa do ciclo econômico é a recessão, que é caracterizada pelo declínio econômico. Portanto, nesta fase, a taxa de desemprego é alta, os juros são elevados e, se a economia continuar em queda, a recessão pode se tornar uma crise econômica. Após a recessão, temos a expansão e o ciclo recomeça.

Tipos de ciclos econômicos

Como os ciclos econômicos não têm uma periodicidade regular, podendo durar muito tempo ou serem rápidos, alguns autores da ciência econômica, estabeleceram alguns tipos de ciclos econômicos, de acordo com a sua durabilidade.

1- Ciclos longos de Kondratiev: Os ciclos longos que duram entre 40 a 60 anos, foram estudados por Nikolai Kondratiev, um economista russo. Segundo Kondratiev, esses ciclos fizeram parte das revoluções tecnológicas que impactaram o mundo capitalista, resultando em crescimentos e crises.

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2- Ciclos de Juglar: Clément Juglar estudou os ciclos de longo prazo, que duraram entre 7 a 11 anos no séculos XIX, no Reino Unido. Em síntese, Juglar estabeleceu um paralelo entre as altas e baixas do PIB e os gastos com investimentos, flutuações do mercado de trabalho e inflação

3- Ciclos de Kitchin: Por fim, este ciclo cuja duração é de 2 a 4 anos, foi estudado pelo estatístico Joseph Kitchin. Em sua análise, ele estudou os ciclos de negócios das empresas de uma economia. Sendo assim, ele considerou as mudanças que as empresas realizam de acordo com as alterações de demanda, preços dos fornecedores e as taxas de juros dos empréstimos.  

A relação entre os investimentos e os ciclos

Ao investir, é essencial levar em consideração a fase do ciclo econômico, afinal de contas, a rentabilidade dos ativos é afetada de acordo com o momento do ciclo.

Por exemplo, quando as taxas de juros estão elevadas, ativos de renda fixa costumam oferecer um retorno mais interessante. Ou seja, nessa fase pode ser mais vantajoso aplicar na renda fixa, que é menos arriscada e proporciona um rendimento mais alto.

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Em contrapartida, quando as taxas estão baixas, a bolsa de valores se torna mais atrativa. Sendo que, normalmente, as empresas estão com margens de lucros maiores e com maior valor de mercado, o que pode aumentar a rentabilidade do investidor.

No entanto, não é recomendado decidir investir em renda fixa quando as taxas de juros estão altas e migrar para a renda variável quando os juros baixarem.

Na verdade, o mais indicado é que você conheça o seu perfil de investidor e estabeleça uma estratégia de investimentos de acordo com a sua tolerância ao risco. Aprenda agora mesmo Como investir? Passo a passo e alternativas por menos de 100 reais

Fontes: Suno, Dicionário financeiro e Capital reseach

Imagens: Nova futura, Ibc coaching, Jrm coaching, Folha vitória, Católica e Fatos e valores

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