10 dicas para se planejar financeiramente para mudar de cidade

Para mudar de cidade, é importante um planejamento financeiro. Listamos 10 dicas importantes para se preparar com antecedência. Leia!

8 de julho de 2024 - por Sidemar Castro


Para mudar de cidade, é fundamental fazer um planejamento financeiro. Algumas dicas importantes para se preparar são avaliar a cidade de destino, planejar com antecedência e montar uma reserva financeira, entre outras.

Cada situação é única, mas há diversas providências que podem ajudar a tornar a mudança mais tranquila e bem-sucedida.

Veja abaixo, uma lista com dicas para se planejar financeiramente para mudar de cidade. Leia, se prepare e boa viagem!

10 as para se planejar financeiramente para mudar de cidade

1) Avalie o custo de vida da nova cidade

Entenda quanto você gastará com alimentação, transporte, aluguel, contas e outras despesas para evitar surpresas desagradáveis ao mudar de cidade. Faça uma análise detalhada do custo de vida da região para a qual pretende se mudar e verifique se está alinhado com a realidade salarial da sua oferta de emprego.

Mesmo que o salário seja maior que o atual, é preciso verificar se os custos da nova cidade não são exorbitantes, o que poderia gerar apertos financeiros. Portanto, pesquise sobre os custos da região e faça as contas.

Conversar com pessoas que moram na cidade pode fornecer informações valiosas sobre o custo de vida, melhores bairros e localização de serviços essenciais. Isso ajuda a tomar uma decisão mais embasada.

2) Faça um orçamento detalhado

Coloque no papel todos os gastos que você terá, incluindo os custos com a mudança em si (transporte de móveis, aluguel de caminhão, etc.) e os primeiros meses na nova cidade. Separe um valor extra para imprevistos.

Listar todas as despesas permitirá ter uma visão clara do orçamento disponível e auxiliará na tomada de decisões estratégicas. Além do custo de vida, é importante estudar a infraestrutura da cidade nova, verificando se o bairro é seguro e se tudo o que você precisa no dia a dia está acessível.

Isso evita surpresas desagradáveis e garante que mudar de cidade seja mais tranquilo e seguro.

3) Crie uma reserva de emergência

Além do orçamento para a mudança, é essencial ter uma reserva financeira que cubra suas despesas básicas por pelo menos 6 meses. Isso é especialmente importante se você não tiver uma rede de apoio na nova cidade.

A reserva de emergência serve como uma cobertura para despesas inesperadas na nova cidade, como contas fixas durante um período de desemprego, reparos no imóvel, gastos médicos extras, entre outros.

Ela proporciona tranquilidade e independência financeira para lidar com imprevistos durante a transição, evitando a necessidade de contrair dívidas com altas taxas de juros.

O valor da reserva deve ser suficiente para cobrir de 3 a 12 meses de despesas, dependendo da situação financeira. Invista a reserva em ativos seguros e líquidos, como poupança ou fundos de renda fixa, para protegê-la da inflação e ter acesso rápido ao dinheiro quando necessário.

4) Pesquise sobre oportunidades de emprego

Se você não tem um emprego garantido na nova cidade, comece a procurar vagas com antecedência. Atualize seu currículo, faça contatos na área e esteja preparado para entrevistas.

Avaliar o mercado de trabalho da região é essencial para saber se há demanda por profissionais da sua área de atuação. Não adianta se mudar se não houver boas oportunidades de emprego disponíveis.

Investigar a reputação local da empresa que fez a oferta de emprego é importante para entender melhor o contexto da oportunidade. Busque conhecer a organização por meio da sua rede de contatos, com a ajuda de empresas de RH da região ou pesquisando sobre ela nas redes sociais.

Os primeiros seis meses na nova cidade servem como uma espécie de “experimentação”. Em vez de se mudar imediatamente com a família inteira, é mais sensato ficar num hotel ou flat para testar o novo local e a oportunidade de emprego antes de se comprometer com uma mudança definitiva.

5) Considere os gastos com educação

Se você tem filhos ou planeja estudar, pesquise sobre os custos de escolas, universidades e transporte até elas na nova cidade. Esses gastos podem impactar significativamente seu orçamento ao mudar de cidade.

Custos com educação podem variar significativamente entre cidades. Portanto, é prudente incluir esses gastos no orçamento detalhado antes da mudança para evitar surpresas desagradáveis.

Além das mensalidades escolares, considere outros custos como material didático, uniforme, transporte, alimentação, entre outros. Esses valores podem impactar bastante o orçamento familiar.

6) Avalie se precisa de um carro

Verifique se você precisará, realmente, de um carro na nova cidade ou se o transporte público dela é suficiente. Ter um veículo próprio aumenta os custos com gasolina, seguro, IPVA e manutenção.

Analise a distância entre sua nova residência e o local de trabalho, faculdade ou escolas dos filhos. Se for possível ir a pé, de bicicleta ou de transporte público, um carro pode não ser necessário.

Caso precise de um carro apenas eventualmente, avalie a opção de alugar um veículo quando necessário ou usar serviços de transporte por aplicativo, que podem ser mais econômicos do que manter um carro próprio.

Lembre-se que, ao mudar de cidade, é obrigatório atualizar a documentação do veículo, incluindo a transferência do CRV (Certificado de Registro do Veículo) para o novo município. Deixar de fazer essa atualização pode gerar multa e pontos na CNH.

7) Faça uma visita exploratória

Se possível, visite a nova cidade antes da mudança definitiva. Conheça pessoalmente os bairros, avalie os preços de imóveis e aluguel e tire dúvidas com moradores locais.

Visitar pessoalmente o bairro onde pretende morar é essencial para verificar se há uma boa infraestrutura de comércios, serviços e segurança próximos. Isso impacta diretamente na qualidade de vida.

Essa visita é ainda mais relevante quando a mudança envolve a família, especialmente se houver crianças em idade escolar. Nesse caso, é importante pesquisar sobre as opções de escolas na região.

8) Venda ou Descarte de Bens Não Essenciais

Avalie seus pertences e considere vender, doar ou descartar itens que não serão necessários ao mudar de cidade. Ao praticar o desapego, você vai conseguir facilitar o trabalho na hora da mudança e diminuir a quantidade de itens a serem transportados.

Antes de se mudar, é importante fazer uma análise detalhada do que realmente é essencial e o que pode ser vendido ou descartado. Itens de decoração, roupas e objetos que não são utilizados com frequência são bons candidatos a serem eliminados.

Vender bens não essenciais pode gerar uma renda extra que pode ser utilizada para cobrir despesas da mudança ou investida na nova cidade. Portanto, é uma forma de otimizar os recursos financeiros.

9) Encontre uma rede de apoio e faça networking

Criar uma rede de contatos na nova cidade pode ajudar a se integrar mais rapidamente, facilitando a adaptação. Essa rede pode fornecer informações valiosas sobre a cidade, indicar bairros, serviços e oportunidades de trabalho.

Participar de eventos, grupos de discussão e fóruns na nova cidade é uma ótima forma de conhecer novas pessoas e expandir sua rede de contatos. Isso abre portas para parcerias, trocas de conhecimento e até mesmo oportunidades de emprego.

Ser colaborativo e solicito com as pessoas da sua rede na nova cidade é essencial. Oferecer ajuda e compartilhar informações cria um ambiente de apoio mútuo e fortalece os laços.

Usar plataformas digitais como LinkedIn e grupos de Facebook para se conectar com pessoas antes mesmo de se mudar pode dar um start na construção da sua rede de apoio.

10) Veja Documentação e Taxas

Verifique os custos relacionados à transferência de documentos, como atualização de endereço, transferência de carteira de motorista e registro de veículo.

Deixar de fazer a transferência de veículo pode custar multa de R$ 195,23 e a perda de 5 pontos na CNH. Portanto, é obrigatório realizar a transferência em até 30 dias após mudar de cidade.

Para dar entrada na transferência, o comprador precisa do CRV (Certificado de Registro de Veículo) assinado pelo vendedor com firma reconhecida em cartório, RG ou CNH, CPF, comprovante de residência, laudo de vistoria feita pelo DENTRAN do estado ou empresa credenciada e comprovante de pagamento das taxas.

Os valores de transferência variam de estado para estado. Em São Paulo, por exemplo, se o licenciamento do ano ainda não foi feito, a taxa fica por quase R$ 400. Caso o licenciamento esteja em dia, a taxa vai para R$ 246. Consulte o site do Detran do seu Estado para saber o valor específico.

Seguindo essas dicas e se planejando com antecedência, você terá mais tranquilidade e segurança financeira para encarar a mudança de cidade. Lembre-se de manter sua vida financeira organizada e ter uma boa reserva para imprevistos.

Fontes: Direcional, Portal Loft, Nova Época, Bora Investir, Blog dos Imóveis

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