Bitcoin vs. Litecoin: quais as diferenças?

Saiba o que é Bitcoin, Litecoin, como funcionam quais as suas diferenças e muito mais!

9 de janeiro de 2026 - por Millena Santos


Bitcoin e Litecoin são duas moedas digitais que costumam aparecer juntas nas conversas sobre o futuro do dinheiro.

Num primeiro momento, até parecem seguir o mesmo caminho… mas cada uma carrega uma proposta própria e uma forma diferente de enxergar as transações digitais.

Quer saber mais sobre isso? Continue com a gente!

Veja também: Faucet de Bitcoin: o que é, como funciona e vale a pena?

O que é Bitcoin?

O Bitcoin surgiu em 2009 com uma proposta diferente do que estávamos acostumados: um dinheiro digital que não depende de bancos, governos ou qualquer intermediário.

Por trás da ideia está o nome Satoshi Nakamoto, ninguém sabe exatamente quem é, e isso, curiosamente, nunca impediu o projeto de seguir em frente.

A lógica do Bitcoin é permitir transferências diretas entre pessoas, como se o dinheiro passasse de mão em mão, só que no ambiente digital. Nada de autorizações, horários bancários ou terceiros validando a operação. A própria rede faz isso.

Tudo funciona com base na blockchain, que pode ser entendida como um grande registro público. Cada transação fica ali, visível e encadeada às anteriores.

Como funciona o Bitcoin?

O Bitcoin foi construído na ideia de um dinheiro que existe fora das estruturas tradicionais, e essa leitura não surge por acaso não, viu?

Ele foi criado para funcionar sem bancos, governos ou qualquer entidade central no comando. As transações acontecem de forma direta entre pessoas, por meio de uma rede global conectada à internet, o que muda bastante a lógica do sistema financeiro mais conhecido, baseado em intermediários e controles centralizados.

No centro desse funcionamento está a blockchain, um registro público e compartilhado que guarda todas as transações em ordem cronológica. Depois que uma informação entra ali, não pode ser alterada, o que reforça a transparência e a confiança no sistema.

Esse registro, claro, não fica concentrado em um único lugar, mas espalhado por milhares de computadores ao redor do mundo. A validação das operações acontece por meio da mineração, um processo que usa cálculos matemáticos e regras definidas para garantir segurança e consenso.

Leia mais: Diferença entre bitcoin e blockchain

O que é Litecoin?

O Litecoin nasce em 2011, pelas mãos de Charlie Lee, ex-engenheiro do Google, como uma espécie de variação consciente do Bitcoin.

A ideia nunca foi substituir a criptomoeda original, mas partir de algo que já funcionava bem e ajustar o que, na prática, poderia melhorar o uso no dia a dia, com transações mais rápidas, taxas menores etc.

Desde o começo, a proposta foi aproveitar uma base sólida e mexer apenas no que era visto como necessário.

Esse tipo de movimento é chamado de fork, quando um projeto surge a partir do código de outro, mantendo a origem, mas seguindo regras próprias. O Bitcoin segue intacto, enquanto a nova rede passa a operar de forma independente.

No caso do Litecoin, isso significou mudanças no tempo de confirmação dos blocos e na dinâmica da rede, sem qualquer impacto direto sobre o Bitcoin.

Mesmo com essas adaptações, o Litecoin preserva pilares centrais herdados do Bitcoin, como a segurança e a lógica de verificação rigorosa das transações, já que tudo continua registrado de forma transparente na blockchain, garantindo a autenticidade de cada moeda em circulação.

Como funciona o Litecoin?

O Litecoin aparece como uma resposta a uma inquietação de tornar as transações digitais mais ágeis sem abrir mão da descentralização.

Ele opera em uma rede peer-to-peer, sem intermediários, e utiliza sua própria blockchain para registrar e validar operações, o que mantém a lógica de autonomia e transparência que sustenta as criptomoedas.

Apesar de inspirado no Bitcoin, o Litecoin não tenta ocupar o mesmo lugar, mas ajusta o caminho. Ao acelerar as confirmações e tornar a rede mais eficiente, passa a ser pensado não só como um ativo para guardar valor, mas como algo mais funcional no dia a dia.

Logo, a proposta é de menos espera, menos atrito e mais fluidez no uso cotidiano.

Quais são as diferenças entre Bitcoin e Litecoin?

Apesar de partirem da mesma base, Bitcoin e Litecoin seguem caminhos um pouco diferentes dentro do universo das criptomoedas.

Como a gente já viu ao longo do texto, o Litecoin nasce com a proposta de ser mais leve e ágil, o que explica a comparação frequente com a prata digital, enquanto o Bitcoin acaba ocupando o papel de ouro digital, mais associado à preservação de valor.

No uso prático, essa diferença fica clara. O Litecoin processa transações mais rapidamente, o que o torna mais adequado para pagamentos do dia a dia, enquanto o Bitcoin, por ter maior adoção e valor de mercado, é visto principalmente como reserva de valor.

Ambos utilizam o proof of work e compartilham tecnologias como SegWit e Lightning Network, mas o Litecoin, por operar em uma rede menor, costuma funcionar como um ambiente de testes para inovações que só depois chegam ao Bitcoin.

Confira: Como comprar BITCOIN anonimamente? (Tutorial)

Bitcoin ou Litecoin: qual escolher?

Escolher entre Bitcoin e Litecoin depende muito do objetivo de quem está investindo ou usando a criptomoeda.

O Bitcoin costuma ser a opção preferida para quem busca segurança e preservação de valor no longo prazo, já que possui maior reconhecimento, ampla adoção institucional e uma posição consolidada no mercado.

O Litecoin, por outro lado, chama atenção pela rapidez e pelo baixo custo das transações, o que pode ser interessante para usos mais frequentes.

No entanto, por ter menor capitalização e menos liquidez, tende a apresentar maiores oscilações, o que o torna uma alternativa mais arriscada e com perfil mais especulativo.

A escolha ideal passa por entender o próprio perfil e a finalidade do investimento.

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Fonte: MoonPay, MB, Investopedia, Coinext.

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