Vaulta (A): o que é e como funciona?

A EOS Network mudou de nome e agora se chama Vaulta (A). Entenda o que motivou o rebranding, o que muda no projeto e o que esperar dessa nova fase.

13 de fevereiro de 2026 - por Millena Santos


Se você acompanhou o mercado cripto nos últimos anos, provavelmente já ouviu falar da EOS Network. Pois bem… ela passou por uma mudança importante e agora se chama Vaulta (A).

Não foi uma simples troca de nome. Na verdade, a ideia foi marcar uma nova fase do projeto, com ajustes de estratégia, governança e posicionamento, buscando deixar para trás desafios do passado e se reconectar com a comunidade e o mercado.

Vamos saber mais sobre isso? Boa leitura!

O que é a Vaulta (A)?‍

Sabe quando um projeto percebe que precisa virar a página para continuar relevante? Foi exatamente isso que aconteceu aqui.

A Vaulta (A) é o novo nome do que antes chamávamos de EOS Network. Em 2025, a rede passou por um rebranding profundo, não só para trocar a identidade visual, mas para deixar claro que a proposta agora é outra: mais madura, mais focada e mais conectada com o futuro das finanças digitais.

Essa mudança não surgiu do nada. A antiga EOS carregava um histórico complicado: conflitos regulatórios, decisões de liderança que nunca ficaram muito claras e, com o tempo, uma perda de espaço e valor no mercado.

Logo, a Vaulta nasce justamente como uma tentativa de aprender com esses erros e reconstruir a confiança, começando pelo próprio nome.

Mas o mais interessante está na ambição do projeto. Ao se apresentar como o “sistema operacional bancário do Web3”, esse novo modelo não quer ser apenas mais uma blockchain para rodar aplicativos descentralizados.

A ideia é ir mais além e oferecer uma infraestrutura ampla para a criação de bancos digitais descentralizados, neobanks e até soluções voltadas a governos que desejem experimentar modelos de finanças programáveis.

Ao trazer para a realidade, isso significa uma rede pensada para integrar tecnologia blockchain ao universo financeiro de forma mais funcional e acessível. A compatibilidade com o Bitcoin e com outras redes reforça essa visão de conexão, e não de isolamento.

Para que serve a Vaulta (A)?

A Vaulta foi pensada para organizar e conectar diferentes dimensões da vida financeira em um único fluxo. Em vez de soluções isoladas que não conversam entre si, a proposta é criar um ambiente onde tudo funcione de forma integrada e faça sentido no dia a dia.

Essa estrutura se sustenta em quatro frentes principais. A gestão de patrimônio cuida da visão de longo prazo, ajudando a acompanhar, proteger e otimizar recursos, enquanto os pagamentos ao consumidor entram na rotina, tornando as transações mais simples, rápidas e naturais, sem fricções desnecessárias.

Os investimentos de portfólio ampliam as possibilidades, permitindo diversificação, ajustes estratégicos e uma leitura de risco e retorno. Para fechar o ciclo, os seguros trazem a camada de proteção que costuma ficar em segundo plano, mas que faz toda a diferença quando imprevistos acontecem.

Logo, quando esses quatro pilares operam juntos, a Vaulta se consolida como uma base que integra, coordena e dá suporte às decisões, do cotidiano ao longo prazo.

Como funciona a Vaulta (A)?

Por trás da experiência fluida da Vaulta existe uma engrenagem tecnológica bem estruturada. Tudo funciona a partir de uma arquitetura dividida em cinco camadas, cada uma com um papel específico para garantir desempenho, escalabilidade e espaço para inovação contínua.

Um bom exemplo disso está na forma como os dados são armazenados. Em vez de depender de modelos tradicionais, a Vaulta utiliza mercados de RAM, sistemas descentralizados que permitem a compra e venda de memória dentro da própria blockchain.

Esse modelo, herdado da antiga EOS, transforma o armazenamento em um recurso dinâmico, ajustado à demanda da rede.

Isso traz mais eficiência no uso da infraestrutura, menos desperdício de recursos e um ambiente capaz de crescer sem comprometer o desempenho.

O que é o Token A?

O Token A nasce como uma evolução natural do que antes era o EOS. Em vez de uma ruptura, a mudança foi pensada como uma transição cuidadosa, preservando as mesmas regras de fornecimento e os critérios de alocação já existentes.

Na prática, isso significa continuidade. Quem já fazia parte do ecossistema não precisou reaprender tudo do zero nem lidar com incertezas sobre escassez ou distribuição.

O que muda é o contexto e a proposta, enquanto a base econômica permanece sólida.

Esse movimento, claro, reforça a ideia de compatibilidade: o Token A herda a estrutura do passado, mas passa a operar dentro de uma nova narrativa, alinhada à evolução da Vaulta e aos seus próximos passos.

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Vantagens e desvantagens da Vaulta (A)

Como toda proposta ambiciosa, a Vaulta carrega pontos fortes bem claros, e também alguns desafios naturais de qualquer projeto.

Do lado positivo, chama atenção o suporte institucional, que dá mais robustez ao ecossistema e sinaliza comprometimento de longo prazo. Soma-se a isso o foco em Web3 Banking, uma abordagem que tenta unir o melhor do sistema financeiro tradicional com a lógica descentralizada, abrindo espaço para soluções mais modernas e integradas.

Outro destaque é a escalabilidade, pensada para lidar com alto volume de transações sem sacrificar desempenho, algo essencial para aplicações financeiras em larga escala.

Por outro lado, nem tudo é simples. A Vaulta disputa espaço em um ambiente altamente competitivo, onde diferentes plataformas brigam pela atenção de usuários e desenvolvedores.

Além disso, como acontece com qualquer projeto em transformação, ainda existe a necessidade de consolidar a confiança do mercado, mostrando na prática que a proposta se sustenta ao longo do tempo.

Isso, sem dúvidas, faz com que a adoção aconteça de forma mais gradual e cautelosa, especialmente entre quem prefere esperar resultados concretos antes de se comprometer.

Como comprar e armazenar Vaulta (A)?

O caminho para ter Vaulta (A) começa de forma bastante familiar para quem já navega pelo mercado cripto. O primeiro passo é abrir conta em uma exchange confiável, como Coinext ou Binance, passar pelo processo de verificação e fazer um depósito.

Com saldo em conta, basta procurar pelo par de negociação correspondente, como A/BRL ou A/USDT, e realizar a compra. A ordem de mercado costuma ser a opção mais simples, já que executa a operação imediatamente pelo preço vigente, sem muita complicação.

Depois da compra, é comum deixar os tokens na própria exchange por um tempo, especialmente se a ideia for fazer negociações mais rápidas. Mas, conforme o valor cresce ou o horizonte passa a ser de longo prazo, faz sentido pensar em mais controle.

É aí que entram as wallets não custodiais, como a OKX Wallet, que é oficial do ecossistema Vaulta e permite que você seja, de fato, o dono dos seus ativos.

Para quem pensa no longo prazo e prioriza segurança acima de tudo, as hardware wallets, também conhecidas como cold storage, são uma escolha natural. Dispositivos como Ledger ou Trezor, compatíveis com EOS/Vaulta, mantêm os tokens offline e longe de riscos digitais.

Origem da Vaulta (A)

Lá em 2017, o que hoje conhecemos como Vaulta surgiu como EOS, uma plataforma criada para disputar espaço com a Ethereum no universo dos contratos inteligentes.

A proposta, desde o início, era permitir a criação de aplicações descentralizadas que fossem realmente escaláveis e capazes de lidar com uso em larga escala.

Com o tempo, porém, o projeto passou por fases mais turbulentas. Questões regulatórias, ruídos de governança e a perda de valor de mercado acabaram expondo limites daquele modelo inicial. Em vez de insistir na mesma narrativa, digamos assim, o ecossistema optou por uma mudança de rota.

Foi aí então que começou a história da Vaulta. A reestruturação não foi apenas estética, mas também com o foco de serviços financeiros descentralizados, com atenção especial a pagamentos entre países e soluções de crédito, como empréstimos em Bitcoin viabilizados por iniciativas como o exSat.

Vale a pena comprar Vaulta (A)?

Essa é uma daquelas perguntas que não admitem uma resposta pronta. Avaliar se a Vaulta (A) faz sentido ou não passa, antes de tudo, por entender o seu próprio perfil como investidor.

Quanto risco você tolera? Seu foco é curto prazo ou você pensa em construir algo ao longo do tempo? E qual é o espaço que as altcoins ocupam na sua estratégia?

Para quem já tem familiaridade com ativos como Bitcoin e Litecoin, e costuma olhar o mercado com uma lente mais analítica, a Vaulta pode entrar no radar como uma aposta. Não como uma certeza, mas como um projeto que tenta resolver problemas concretos dentro do ecossistema financeiro descentralizado.

Ao mesmo tempo, é importante lembrar que altcoins carregam volatilidade e dependem muito de execução, adoção e, claro, confiança do mercado. A Vaulta ainda está construindo esse caminho.

Por isso, talvez a reflexão mais útil seja: faz sentido para a minha estratégia, no meu momento e com o nível de risco que estou disposto a assumir?

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Fonte: Coinext, Gate Learn, Binance Square, Bitget.

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