APEC: o que é, para que serve e países-membros

A APEC é um fórum que impulsiona o comércio e o crescimento econômico na região Ásia-Pacífico. Entenda para que serve e os países membros.

5 de junho de 2025 - por Sidemar Castro


A APEC (Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico) é mais que um bloco de 21 países: é uma união de esforços para construir prosperidade compartilhada na região do Pacífico. Seu coração bate pela integração econômica, sim, mas também pelo bem-estar das pessoas que vivem nesses territórios tão diversos.

O que moveu sua criação foi a esperança de nações vizinhas em trilhar caminhos juntas: reduzir barreiras que separam, estimular o comércio justo e o investimento em soluções que beneficiem a todos. Vamos saber como isso foi feito nessa matéria!

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O que é a APEC?

Pense na APEC (sigla em inglês para Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) como uma grande reunião de vizinhos. Com 21 países e territórios ao largo do Oceano Pacífico, imagine como é todos sentarem-se à mesma mesa para facilitar o comércio e criar prosperidade juntos.

Desde 1989, seu propósito é claro: apoiar um crescimento econômico que beneficie a todos, de forma sustentável. Como? Reduzindo barreiras que atrapalham negócios, incentivando investimentos e compartilhando conhecimento, como parceiros que se ajudam.

O interessante é que não é um bloco com regras engessadas. Pelo contrário, as decisões nascem do consenso, e cada um aplica os acordos do seu jeito. Essa flexibilidade permite que economias tão diferentes colaborem de verdade.

No fim, a APEC tece uma rede que conecta pessoas e oportunidades: desde viagens de negócios mais ágeis até projetos sustentáveis que cuidam do futuro comum da região. Tudo para que ela floresça unida.

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Qual a função e os objetivos da APEC?

Você pode considerar a APEC como uma grande conversa entre vizinhos da Ásia-Pacífico. Não é um bloco com regras rígidas, mas um espaço onde 21 economias se encontram para construir juntas.

Seu objetivo comum: impulsionar o crescimento econômico, o comércio justo e investimentos que fortaleçam toda a região. Como se faz isso? Através de três caminhos entrelaçados:

  • Abrindo portas: Reduzindo barreiras alfandegárias e burocráticas, para que bens, serviços e oportunidades fluam mais livremente entre todos. Assim mesmo, sonhando com um mercado regional integrado.
  • Simplificando a vida: Tornando o ambiente de negócios mais ágil, desde normas harmonizadas até infraestrutura e digitalização. Desse modo, empresas respiram e crescem com menos entraves.
  • Compartilhando saberes: Cooperando em áreas essenciais como educação, saúde, energia e tecnologia, trocando experiências e apoio técnico para que cada economia floresça de forma sustentável.

É assim que a APEC tece futuros: unindo esforços diversos para criar prosperidade que toca vidas.

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Quais são os países-menbros da APEC?

Essa é fácil de responder: a APEC tem 21 países compondo a associação. E, claro, todos são estados localizados na região que tem se tornado o centro econômico do mundo atual, a região da Ásia-Pacífico. Eles atuam, com todas suas divergências e diferenças, para fazer da cooperação o destino econômico da região. Veja quais são os países-membros:

  • Austrália
  • Brunei
  • Canadá
  • Chile
  • China
  • Hong Kong, China
  • Indonésia
  • Japão
  • Coreia do Sul
  • Malásia
  • México
  • Nova Zelândia
  • Papua Nova Guiné
  • Peru
  • Filipinas
  • Rússia
  • Singapura
  • Taipé Chinesa (Taiwan)
  • Tailândia
  • Estados Unidos
  • Vietnã

Deu para ver como a APEC engloba uma gama bastante diversificada de economias e culturas? Estão lá desde grandes potências mundiais até mercados emergentes. E todos alinhados pelo interesse comum: o progresso econômico na região do Pacífico.

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Qual a importância da APEC?

Por que a APEC importa no dia a dia da região e do mundo? Porque ela ajuda a moldar como todos vivemos, trabalhamos e nos conectamos num mundo que só cresce em laços, principalmente econômicos.

Na reunião de 2023, o secretário de Estado americano Antony Blinken deixou claro: os EUA estão nessa caminhada de ombro a ombro com a região. Seu compromisso? Um crescimento que alcança todos, respeita o planeta e fortalece comunidades contra tempestades. Obviamente, esse compromisso pode mudar, na atual administração, do presidente Trump.

No entanto, o sonho que ele compartilhou ressoa fundo até hoje: uma Ásia-Pacífico onde cada nação escolhe seu rumo e seus parceiros, mas sempre com transparência nas soluções, regras justas para todos, e portas abertas para que ideias, bens e pessoas cruzem fronteiras livremente e com dignidade. Só o tempo dirá…

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Dados econômicos da APEC

Em 2025, a região da APEC enfrenta ventos econômicos mais fortes: o crescimento desacelera, orçamentos apertam-se, e velhos obstáculos, como barreiras comerciais, tensões entre nações e limites estruturais. Elas exigem reformas urgentes para reacender a produtividade e a inovação.

Mas mesmo sob pressão, essa comunidade de 3 bilhões de vidas permanece um gigante gentil: representa 56,6 trilhões de dólares em atividade econômica real (em preços de 2015). Seu coração comercial não para de bater:

  • Exportações de bens: US$ 11,7 trilhões
  • Importações: US$ 8 trilhões

Números que alimentam empregos e sonhos pelo Pacífico. Diante dos desafios, entretanto, a resposta coletiva se desenha: os países precisam unir forças como nunca. Priorizar cooperação que traga estabilidade e um crescimento sustentável, aquele que não queima o amanhã para iluminar o hoje.

Quer entender como tecer essa rede de resiliência? O relatório completo da APEC traz um cenário mais profundo, veja aqui.

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Qual a origem e história da APEC?

Tudo começou em 1989, quando Bob Hawke, então primeiro-ministro australiano, olhou para o Oceano Pacífico e viu mais que água – viu pontes a construir. Num discurso em Seul, ele propôs unir economias vizinhas diante de um mundo que se fragmentava em blocos comerciais. Sua visão? Fortalecer laços através da cooperação, não de tratados rígidos.

Nove meses depois, em Canberra, 12 economias deram as mãos como fundadoras: Austrália, Brunei, Canadá, Indonésia, Japão, Coreia do Sul, Malásia, Nova Zelândia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Estados Unidos. Era o nascimento da APEC, uma conversa permanente que hoje acolhe 21 membros, da China ao Chile, do México ao Vietnã.

O segredo? Nunca foi um bloco tradicional. É um fórum onde se cultiva confiança, reduzindo barreiras comerciais e tecendo integração econômica com fios de consenso. Na Cúpula de Bogor (1994), sonharam alto: livre comércio regional até 2010 para economias desenvolvidas e 2020 para as em desenvolvimento.

E desde 1993, quando Bill Clinton convenceu todos a elevar o diálogo ao nível de líderes, essas reuniões anuais tornaram-se o coração da coordenação estratégica. Hoje, com sua secretaria pulsando em Singapura, a APEC segue lembrando que prosperidade se constrói com vozes diversas, não com decretos.

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Reuniões da APEC

As reuniões da APEC são como um encontro anual entre 21 velhos conhecidos que, por acaso, dividem a região do Pacífico. Líderes sentam-se não só para negociar, mas para tecer confiança. Essas cúpulas são o coração que bombeia integração econômica pela região.

Tudo começou em 1989, em Canberra: o primeiro diálogo ministerial, onde sementes foram plantadas. Mas foi em 1993, sob o olhar do presidente americano Bill Clinton, que a magia aconteceu: líderes subiram pela primeira vez à mesma canoa, literalmente, na ilha de Blake, perto de Seattle. Desde então, tornou-se ritual: cada ano, uma nova cidade anfitriã abre suas portas, de Bangcoc a Lima, como testemunhas dessa dança diplomática.

O que se discutia nessas rodas? Liberdade para o comércio respirar, investimentos que fluam como rios, segurança econômica… mas também inovação que inclua, sustentabilidade que cure, e sociedades onde ninguém fique para trás. Frutos colhidos? As Metas de Bogor, um pacto pela livre circulação de bens e sonhos até 2020.

Até pandemias não quebraram esse laço: em 2020 e 2021, as telas viraram praças virtuais, provando que crises podem separar corpos, não vontades. Hoje, entretanto, surgem novos desafios a estes encontros, com as mudanças políticas, principalmente nos EUA de Donald Trump.

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Fontes: Toda Matéria, APEC, Share America Gov, DFAT e Stoodi.

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