Fluxo de caixa direto: o que é, como funciona e como montar?

2 de abril de 2025 - por Sidemar Castro


O fluxo de caixa direto é um método que mostra as entradas e saídas de dinheiro de uma empresa de forma clara e direta. Ele registra todas as operações que afetam o caixa, como recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, salários e despesas operacionais. Esse método é simples e facilita a análise das movimentações financeiras, pois organiza as informações em categorias específicas.

Além disso, o fluxo de caixa direto ajuda a identificar de onde o dinheiro vem e para onde ele vai, o que é essencial para o planejamento e controle financeiro. Entenda, então, nesta matéria, o que é o fluxo de caixa direto, como funciona e como montar.

O que é o fluxo de caixa direto?

O fluxo de caixa direto é uma maneira prática e clara de acompanhar as entradas e saídas de dinheiro de uma empresa. É um método de estruturação da Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC). Assim, a organização pode ser diária, semanal ou mensal, a depender da escolha do gestor.

Esse método registra todas as movimentações financeiras de forma detalhada, como pagamentos de fornecedores, receitas de vendas e despesas operacionais. Com isso, fica mais fácil visualizar como o dinheiro entra e sai ao longo do tempo.

Ele é chamado de “direto” porque considera apenas os valores que realmente foram pagos ou recebidos no período analisado, sem incluir elementos como depreciação ou provisões, que são comuns em outros métodos, como o indireto.

Por exemplo, em um relatório de fluxo de caixa direto, você verá categorias específicas como vendas à vista, pagamento de salários, aluguel e impostos. Assim, isso ajuda os gestores a entenderem melhor a situação financeira atual da empresa e a tomarem decisões estratégicas com maior confiança.

Esse tipo de fluxo de caixa é especialmente útil para pequenas e médias empresas, pois oferece uma visão objetiva do caixa disponível para cumprir obrigações ou investir em novas oportunidades.

Leia mais: Fluxo de caixa livre: o que é e como calcular?

Como é a estrutura do fluxo de caixa direto?

A estrutura do fluxo de caixa direto é bastante simples e segue uma lógica transparente que facilita o entendimento. Ela geralmente é composta por três partes principais:

1) Entradas de caixa: Nesta seção, são registradas todas as fontes de dinheiro que entraram na empresa durante o período analisado. Por exemplo:

  • Receitas de vendas (à vista e recebimentos de contas a prazo).
  • Pagamentos de clientes.
  • Outros recebimentos, como receitas de investimentos ou subsídios.

2) Saídas de caixa: Aqui, você encontra todos os gastos efetivos realizados no período. Desse modo, isso inclui:

3) Saldo de caixa: Por fim, temos o resultado, que mostra o saldo líquido do período. Esse cálculo é feito subtraindo as saídas de caixa das entradas. Se o saldo for positivo, significa que houve um aumento no caixa; se for negativo, houve uma redução.

Essa estrutura segue uma ordem lógica e cronológica, tornando mais fácil identificar de onde vem o dinheiro e para onde ele está indo. Além disso, por focar nas movimentações reais de caixa, ela oferece uma visão clara e direta da liquidez da empresa.

Como fazer o fluxo de caixa direto?

Para fazer o fluxo de caixa direto, você precisa seguir alguns passos importantes. Primeiramente, organize todas as entradas e saídas de dinheiro da sua empresa. Ou seja, isso inclui vendas, recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, salários, impostos e outras despesas.

Em seguida, classifique essas movimentações em categorias, como atividades operacionais, investimentos e financiamentos. Essa classificação ajuda a entender de onde vem e para onde vai o dinheiro da sua empresa.

Depois, calcule o saldo inicial do caixa, ou seja, o valor que você tinha disponível no início do período que está analisando. Some todas as entradas de dinheiro e subtraia todas as saídas. O resultado será o saldo final do caixa.

Por fim, analise o resultado. Se o saldo final for positivo, significa que sua empresa teve mais entradas do que saídas de dinheiro. Se for negativo, significa que as saídas foram maiores que as entradas.

Algumas dicas extras podem te ajudar a ter um fluxo de caixa mais preciso:

  • Utilize um sistema de gestão financeira: Existem diversos softwares e aplicativos que podem te ajudar a controlar o fluxo de caixa de forma mais eficiente.
  • Mantenha os registros atualizados: É importante registrar todas as movimentações financeiras da sua empresa, mesmo as menores.
  • Analise o fluxo de caixa periodicamente: Recomenda-se analisar o fluxo de caixa pelo menos uma vez por semana para identificar possíveis problemas e tomar medidas preventivas.

Leia também: 10 métodos práticos e simples de organização financeira

Quais são as diferenças entre o fluxo de caixa direto e indireto?

Vamos mostrar de maneira simples as diferenças entre os fluxos de caixa direto e indireto:

Fluxo de Caixa Direto

No método direto, você registra as entradas e saídas de caixa diretamente, ou seja, os valores reais que entram e saem da empresa. Por exemplo, você lista os pagamentos recebidos de clientes e os pagamentos realizados a fornecedores.

A vantagem é que ele fornece uma visão mais detalhada e fácil de entender do que está acontecendo com o dinheiro no dia a dia. A desvantagem, é que ele pode ser mais trabalhoso de preparar porque exige acesso a informações específicas das transações.

Fluxo de Caixa Indireto

No método indireto, você começa com o lucro líquido da empresa (apresentado no demonstrativo de resultados) e ajusta esse valor para refletir as entradas e saídas de caixa. São feitas correções como adicionar depreciação ou variações no estoque e contas a pagar/receber.

O fluxo de caixa indireto é mais simples para empresas que já têm seus dados financeiros organizados, pois usa informações que já estão no balanço patrimonial. Por outro lado, pode ser menos intuitivo, já que não detalha as transações específicas de entrada e saída.

Leia também: Geração de caixa: o que é, qual a importância e como gerar?

Fontes: Suno, Bhub, Grupo Investor, Angelus, Gestão Click e All Strategy.

Valor em uso: o que é e como calcular?

Fluxo de caixa direto: o que é, como funciona e como montar?

Equivalentes de caixa: o que são e como funcionam?

OIT: o que é, quais são suas funções e qual sua origem?