11 de junho de 2026 - por Sidemar Castro
Os CDBs de varejistas são títulos de renda fixa emitidos pelos bancos pertencentes a grandes redes de comércio. Ao comprá-los, você empresta dinheiro à instituição e recebe o valor corrigido com juros.
Eles costumam oferecer rentabilidades maiores que os bancos tradicionais para atrair investidores e compensar o risco de crédito. Veja neste artigo o que avaliar na hora de investir. Leia!
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O que são os CDBs de varejistas?
CDBs de varejistas são títulos de renda fixa emitidos por financeiras que pertencem a grandes redes de lojas, como Magazine Luiza, Pernambucanas e Riachuelo. Essas empresas criaram seus próprios bancos ou financeiras para captar dinheiro no mercado de investimentos, pagando juros aos investidores.
O dinheiro captado é usado para financiar operações de crédito para seus clientes, como o famoso “compre agora, pague depois”, ou para investir no crescimento da própria rede.
Para o investidor, é uma forma de emprestar dinheiro para uma empresa conhecida e receber juros em troca, com a garantia do FGC.
Quais são as características dos CDBs de varejistas?
Esses CDBs se destacam por pagar taxas mais altas que as dos grandes bancos, geralmente entre 102% e 110% do CDI, mas podendo chegar a 130% em casos como o do PagBank.
Os prazos costumam ser mais longos, de seis meses a cinco anos, e a maioria não permite resgate diário. Ou seja, o investidor precisa deixar o dinheiro aplicado até o vencimento para ter o retorno prometido.
Uma característica importante é que todos são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF por instituição, o que dá uma camada de segurança adicional.
Vantagens e riscos dos CDBs de varejistas
A principal vantagem é a possibilidade de obter um retorno maior do que o oferecido por CDBs de bancos tradicionais, aproveitando a necessidade das varejistas de captar recursos de forma mais agressiva. Isso é particularmente interessante para investidores que aceitam um pouco mais de risco em troca de maior rentabilidade.
Os riscos envolvem a possibilidade de a varejista enfrentar dificuldades financeiras e atrasar ou não pagar o título, embora o FGC mitigue esse risco até certo valor.
Outro risco é o de liquidez: se você precisar do dinheiro antes do prazo, pode ter que vender o título no mercado secundário por um preço menor do que pagou, ou simplesmente não conseguir resgatar.
Saiba mais: Como funciona o mercado secundário de CBDs? Cuidado com isso…
O que avaliar para investir em CDBs de varejistas?
A avaliação deve começar pela saúde financeira do emissor. Procure saber qual é o índice de Basileia da financeira (quanto maior, melhor, pois indica mais capital para cobrir riscos) e o índice de imobilização (quanto menor, melhor, pois mostra que pouco capital está preso em prédios e equipamentos).
Verifique também se a empresa tem rating de crédito de agências como Standard & Poor’s ou Fitch; um rating AAA ou AA indica baixo risco.
Além disso, leia notícias sobre a empresa e entenda a finalidade da captação: se o dinheiro for para expansão, é um bom sinal; se for para cobrir dívidas de curto prazo repetidamente, acenda um sinal de alerta.
Como investir nos CDBs das varejistas?
Investir é simples e pode ser feito diretamente pelos aplicativos das próprias varejistas, como o MagaluPay ou o PagBank, onde os CDBs são oferecidos como uma opção dentro da área de investimentos.
Também é possível encontrar esses títulos nas plataformas das principais corretoras, como XP, Rico, Ágora ou Clear, que distribuem esses papéis para seus clientes.
O processo é o mesmo de qualquer CDB: você escolhe o título, define o valor a investir, respeitando o mínimo exigido, e confirma a aplicação.
Uma recomendação importante: nunca use esses CDBs para reserva de emergência, pois o dinheiro não tem liquidez imediata.
Exemplo
Vamos supor que você invista R$ 10 mil em um CDB do MagaluPay com taxa de 104,5% do CDI e prazo de 2 anos. Com o CDI a 13% ao ano, o rendimento bruto total seria de 29% sobre o valor investido, ou seja, R$ 12,9 mil brutos.
Após pagar 15% de Imposto de Renda sobre o lucro de R$ 2,9 mil, o valor líquido final seria de aproximadamente R$ 12.465.
Esse exemplo mostra que, mesmo com uma taxa atrativa, o prazo médio e o imposto reduzem o ganho final, mas ainda assim o retorno líquido supera a poupança e muitos CDBs de bancões.
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