Fique rico com a CRISE de 2026

3 de agosto de 2026 - por raulsena1


No ano passado eu fiz um vídeo defendendo uma tese que, na época, soava quase teimosa: o Brasil estava barato e muito! Enquanto boa parte do mercado financeiro entrava em pânico com o cenário político e recomendava tirar tudo do país, eu segui na direção contrária. E agora, chegou a hora de fazer a prestação de contas! Será que acertei ou errei? E, mais importante, o que podemos esperar de 2026? Bom, antes, vamos começar com um recap das minhas previsões para o ano passado.

Veja também: Como investir em 2026? O foco agora é outro

O que estava em jogo em 2025?

A minha tese era simples: empresas lucrativas estavam sendo negociadas por valores abaixo do próprio patrimônio. Uma empresa com 1 milhão em patrimônio sendo vendida por 800 mil, por exemplo. O motivo? Medo generalizado com a capacidade do presidente de “destruir a economia”, somado à incerteza do tarifaço de Donald Trump e a uma enxurrada de acusações que davam o tom do noticiário.

Enquanto a maioria recomendava dolarizar o patrimônio ou fugir para o Bitcoin, a aposta aqui era outra. O mercado até brinca de precificar de forma irracional por um tempo, mas no fim das contas ele precisa entregar a realidade.

E a realidade chegou. O Ibovespa fechou 2025 com alta de 34%, a maior desde 2016, batendo recorde de 198 mil pontos em abril de 2026. Ou seja, quem comprou Brasil, ganhou dinheiro.

Do outro lado, quem entrou em pânico e dolarizou tudo, levou um baque. O dólar caiu 6% no período. Olhando só para 2025, o Ibovespa em dólar subiu 44%, porque o real se fortaleceu. Muita gente comprou dólar a R$ 6,24 e viu a moeda cair para menos de R$ 5 reais depois. Quem fugiu para o dólar no desespero, simplesmente perdeu dinheiro. E não é à toa que boa parte dos influenciadores que gravaram vídeos incentivando essa fuga já apagaram o conteúdo.

A lição aqui não é que dólar seja um mau investimento. Pelo contrário, diversificar em dólar continua sendo uma estratégia inteligente, e hoje até melhor do que era naquele momento. O problema é comprar por desespero, no pico do pânico, sem método.

Em 2026 o jogo é diferente

A boa notícia é que parte do desconto que existia na bolsa brasileira ainda está disponível. A má notícia é que a janela mudou de figura, porque agora estamos em ano eleitoral e isso deixa o mercado mais volátil por natureza.

O Banco Central iniciou o corte da Selic em março e o mercado já projeta a taxa em 14% ou menos até o fim do ano. Historicamente, toda vez que a Selic cai, o dinheiro que estava acomodado na renda fixa começa a migrar para a renda variável e esse movimento tende a empurrar as ações para cima. O problema é que, em ano eleitoral, esse movimento não é linear. Uma declaração de um candidato, uma pesquisa eleitoral, uma classificação de facção criminosa, qualquer notícia dessas pode fazer o mercado devolver ganhos em questão de dias.

Isso não é um bug do sistema, é a própria natureza do mercado. Ele não necessariamente torce para que as coisas melhorem, ele torce para que sejam previsíveis. Existe gente ganhando dinheiro vendido, apostando na queda, e para essa gente um cenário ruim é ótimo. Entender essas nuances ajuda a não se assustar com movimentos que parecem incompreensíveis à primeira vista.

A regra de ouro do ano eleitoral

Se tem uma regra para guiar o investidor em 2026, é essa: monte uma lista de empresas boas para comprar e espere os políticos fazerem o trabalho sujo de derrubar o preço. Quando o cenário parecer o fim do mundo, é hora de comprar. Quando estiver tudo maravilhoso, é hora de ficar quieto.

Isso vale tanto para quem investe, quanto para quem empreende. Girar patrimônio sem necessidade é como usar sabonete: quanto mais você mexe, menor ele fica. O dinheiro novo que entra é o que deve ser realocado conforme a estratégia. O que já está investido, na maioria das vezes, é melhor deixar quieto.

Entenda: Diferença entre instabilidade econômica e crise econômica

O outro lado da crise: quem prospera

Uma coisa importante sobre crise no capitalismo: ela nunca é igual para todo mundo. A tristeza de quem vendeu tudo por pânico foi a alegria de quem comprou na baixa. Enquanto o mercado inteiro estava demitindo em 2025, foi justamente o momento de contratar, crescer e fechar contratos mais longos com fornecedores desesperados por segurança.

Isso vale para negócios também. Quando o concorrente está com medo de investir, essa é exatamente a hora de investir. O segredo está em ter caixa suficiente para atravessar a fase ruim e estar pronto quando a virada chegar, porque de nada adianta o cenário melhorar se a empresa não estiver preparada para vender, produzir ou crescer.

Qual a melhor estratégia para 2026?

Definir a estratégia de alocação, seja 50% renda fixa e 50% renda variável ou qualquer outra proporção que faça sentido para o seu perfil e seguir o método com disciplina. Aportar quando o mercado cair e ficar quieto quando ele subir demais. Ignorar o barulho eleitoral de curto prazo e lembrar que, historicamente, os melhores negócios do Brasil nasceram justamente em meio à crise.

Crise, por aqui, não é exceção. É o cenário padrão. E quem aprendeu a jogar dentro dessas regras, em vez de esperar por um ambiente ideal que talvez nunca chegue, é quem constrói patrimônio de verdade.

Quer conferir mais algumas dicas sobre como investir agora em 2026? Então, assista ao vídeo em que explico melhor sobre!

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