O fim do Bitcoin está próximo?

7 de agosto de 2026 - por raulsena1


Existe um site chamado Bitcoin Deaths que faz uma coisa genial: cataloga toda vez que alguém importante declara o Bitcoin como morto. Um jornal grande, um banqueiro famoso, um economista premiado sentando para escrever por que, dessa vez, é o fim de verdade.

Já foram mais de 470 obituários desde 2010. Ou seja, dois anos depois de o Bitcoin ter sido criado, já estavam enterrando ele. E o mais engraçado é que boa parte de quem escreveu esses textos hoje é defensor ferrenho da moeda.

A lista de “coveiros” inclui gente grande: a Forbes, a Wired, o economista Paul Krugman (que comparou o Bitcoin a um esquema Ponzi), Nouriel Roubini, Warren Buffett, o CEO do JP Morgan e até um professor de Oxford que chamou o Bitcoin de golpe pior que o de Madoff. O andar de cima do mercado financeiro enterrando o mesmo ativo, de novo e de novo.

E aqui vai o detalhe curioso: se você tivesse comprado uma quantia pequena de Bitcoin cada vez que anunciaram a morte dele, hoje estaria sentado em cima de uma fortuna.

Veja também: Como se proteger de golpes financeiros?

O primeiro ano sem nenhum obituário

Pela primeira vez desde 2010, em 2025 não saiu nenhum obituário do Bitcoin. Parecia que o mundo tinha, enfim, aceitado que ele veio para ficar. Só que o ano virou, o Bitcoin bateu a máxima histórica de 126 mil dólares em outubro de 2025 e poucos meses depois, já estava na casa dos 60 mil. Quase metade do valor evaporou e os obituários voltaram todos de uma vez.

A pergunta que interessa aqui não é “vai subir ou vai cair”. Essa pergunta é rasa e quem promete essa resposta com certeza geralmente está vendendo alguma coisa. A pergunta boa é outra: por que esse ativo continua vivo mesmo depois de apanhar tanto?

Por que o Bitcoin balança tanto?

Volatilidade não é um defeito do Bitcoin, é uma característica de nascença. E ela existe por causa de cinco fatores que acontecem ao mesmo tempo:

  • Oferta travada: só vão existir 21 milhões de bitcoins, nunca mais que isso. Quando a procura sobe, o único jeito de ajustar é o preço, porque não dá para criar mais moeda para acalmar a demanda.
  • Mercado ainda pequeno: um Bitcoin inteiro vale hoje cerca de 1,3 trilhão de dólares, menos que a fortuna de Elon Musk e uma fração do mercado de ouro ou de ações americano. Piscina pequena, qualquer onda grande respinga em todo mundo.
  • Especuladores: muita gente está ali só apostando se sobe ou desce, sem nenhum interesse na tecnologia. O Fear and Greed Index, que mede a emoção do mercado de 0 a 100, mostra isso na prática. Quando está na zona de medo, todo mundo corre para vender ao mesmo tempo.
  • Juros americanos: quando os Estados Unidos pagam juros alto e seguro, o dinheiro do mundo sai do risco e vai para lá. Quando o juros cai, sobra dinheiro correndo atrás de retorno maior e o Bitcoin respira.
  • Grandes players: ETFs, empresas e até governos tem Bitcoin em caixa, movendo bilhões de uma vez.

Uma passagem rápida pelo cemitério

Apesar de todos as falsas mortes, houveram algumas situações em que realmente pareceu que era o fim do bitcoin e vou detalhar cada uma delas a seguir.

A primeira foi em 2011 quando a corretora Mt. Gox, que processava a maior parte de todo o volume mundial de Bitcoin, foi hackeada. O preço caiu mais de 90%.

A segunda situação não foi muito tempo depois, dessa vez em 2013 e 2014, quando a China proibiu bancos de mexer com Bitcoin e a própria Mt. Gox quebrou sumindo com 744 mil bitcoins de clientes. E novamente, uma queda brusca de 85%.

Em 2017 e 2018, veio a bolha dos ICOs, projetos sem produto captando bilhões. Quando ela estourou, o Bitcoin caiu 84%.

E é claro que o período da pandemia não deixaria o Bitcoin ileso. Em 2020 o mercado inteiro desabou junto e o Bitcoin caiu quase 40% em um único dia.

Em 2022, o colapso da Terra Luna e a fraude bilionária da FTX derrubaram a moeda em 77%.

E em cada uma dessas vezes, no calor do momento, parecia definitivo. No entanto, em cada uma delas o Bitcoin não só voltou, como fez uma máxima histórica ainda maior que a anterior. Isso não é garantia de que vai se repetir, mas é um padrão difícil demais de ignorar.

O debate sobre o fim do ciclo de 4 anos

A cada quatro anos, mais ou menos, a recompensa que os mineradores recebem por validar transações é cortada pela metade. Menos moeda nova entrando, mesma demanda ou mais, o preço tende a subir. Foi assim em 2012, 2016 e 2020.

Só que em janeiro de 2024 os EUA aprovaram os ETFs de Bitcoin e isso mudou o jogo. Bancos gigantes como BlackRock e Fidelity passaram a colocar Bitcoin no caixa como reserva. Em 2024, pela primeira vez, o Bitcoin bateu máxima histórica antes do halving acontecer, quebrando a lógica antiga do calendário. Hoje quem mexe no preço não é só o halving, é o fluxo de entrada e saída dos ETFs somado à política de juros americana.

Confira: Como comprar BITCOIN anonimamente? (Tutorial)

Formas de se expor ao Bitcoin

Uma coisa é acreditar na tese do Bitcoin. Outra, bem mais difícil é conseguir dormir tranquilo vendo metade do patrimônio sumir em uma semana, sem entrar em pânico. A maioria das pessoas não perde dinheiro porque o Bitcoin é ruim, perde porque compra no topo da euforia e vende no fundo do desespero.

Então a grande questão não é só decidir se vale a pena investir ou não. É entender como entrar de um jeito que a oscilação não te expulse no pior momento possível.

Custódia profissional via ETF

Se você quer simplesmente ter exposição ao Bitcoin com um clique na corretora, sem se preocupar em guardar nada, a custódia profissional resolve. Hoje existem empresas sérias e reguladas cuidando disso, do Itaú a gestoras internacionais como Morgan Stanley e BlackRock.

No Brasil, há uma lista de ETFs de Bitcoin negociados na própria corretora. Vale lembrar que a maioria desses ETFs brasileiros não guarda Bitcoin de verdade: eles compram cotas de outro ETF, geralmente americano, o que significa duas camadas de taxa em vez de uma.

Autocustódia

A segunda forma é comprar Bitcoin direto em uma exchange, sacar para uma carteira própria e guardar as chaves você mesmo. A vantagem é a independência total. Ninguém consegue congelar, bloquear ou exigir autorização, nem banco, nem governo. É o espírito original do Bitcoin, que nasceu na crise de 2008 exatamente para fugir desse tipo de controle.

Mas aqui vale um alerta sério: com grande autonomia vêm grandes responsabilidades. Se você perde a chave, acabou. Não existe “esqueci minha senha”, não existe suporte para ligar. Há histórias de gente que perdeu fortunas porque jogou um HD no lixo sem lembrar que tinha Bitcoin ali dentro, e de gente cavando aterros sanitários até hoje tentando recuperar o que perdeu.

Exposição dentro de uma estratégia diversificada

A terceira forma é para quem não quer se preocupar em guardar Bitcoin e foca só na rentabilidade. Aqui a pergunta não é mais “ter Bitcoin ou não”, e sim “quanto ter, e junto com o quê”.

Isso nos leva ao princípio mais básico de todo investimento: diversificação. Não colocar todos os ovos na mesma cesta, misturar ativos que não despencam todos juntos no mesmo dia. Em vez de jogar todo o dinheiro só em Bitcoin, você combina com renda fixa, ações, ouro e fundos, cada um cumprindo seu papel.

A lógica é simples: quando o Bitcoin leva um coice de 50%, o que já aconteceu várias vezes na história, o resto da carteira segura a barra. Você fica de pé, calmo, esperando a recuperação, em vez de vender tudo. Porque o problema nunca foi a queda em si, mas aguentar a queda sem vender na pior hora.

Uma forma de combater a oscilação

Foi pensando nessa oscilação extrema que nasceu o ABTC11, um ETF de Bitcoin com uma metodologia diferente de tudo que existe no mercado financeiro.

O fundo mantém sempre 70% da carteira em Bitcoin. Os outros 30% variam conforme um índice próprio, que mede se o mercado está em euforia ou em pânico. Nos períodos de maior alta, quando o indicador de ganância está lá em cima, o fundo não compra mais Bitcoin: ele migra para o Tesouro Direto, aproveitando uma das maiores taxas de juros reais do mundo.

Quando o Bitcoin começa a cair, o fundo vai recolocando dinheiro nele aos poucos, até o máximo permito pela carteira. Quando o ativo volta a subir, o processo se inverte e o fundo volta a fazer caixa.

Na prática, isso reduz a volatilidade e melhora o retorno de longo prazo, porque o fundo tende a comprar Bitcoin justamente nos momentos de queda.

O ABTC11 é negociado normalmente na bolsa brasileira, disponível em corretoras como Itaú, Banco do Brasil, XP e BTG Pactual. A custódia é feita pelo BTG Pactual, o maior banco de investimentos da América Latina. É hoje o ETF de Bitcoin mais barato do país, com taxa de administração de 0,39%, e o único com essa metodologia que mantém Bitcoin de verdade na carteira.

Vale reforçar que não existe investimento sem risco. Desconfie de promessas que dizem o contrário. O ABTC11 também cai quando o Bitcoin cai, mas te permite escolher quanto de adrenalina você quer carregar na dose e isso muda tanto a queda quanto o retorno nas altas.

Quer entender melhor sobre o Bitcoin e o porquê ele foi declarado como “morto” tantas vezes? Então, assista ao vídeo em que conto tudo sobre!

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