Casa da Moeda do Brasil: o que é, qual é a história e a função?

A Casa da Moeda do Brasil é uma empresa vinculada ao Ministério da Fazenda e responsável sobretudo pela produção de moeda e papel-moeda no Brasil. Algumas outras atividades secundárias da empresa são a fabricação de passaportes, medalhas e selos fiscais.

10 de fevereiro de 2021 - por Jaíne Jehniffer


A Casa da Moeda do Brasil é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda, responsável sobretudo pela produção de moeda e papel-moeda no Brasil. Algumas outras atividades secundárias da empresa são a fabricação de passaportes, medalhas e selos fiscais.

Apesar de ser o local onde se produz dinheiro, a Casa da Moeda do Brasil não toma as decisões referentes à quantidade de dinheiro que será produzida, já que essa função cabe ao Banco Central do Brasil (Bacen ou BC).

Para a definição da quantidade de moeda e papel-moeda que será produzida, o Bacen analisa o cenário econômico nacional, o quanto de dinheiro que precisa ser substituído e a política econômica adotada.

Leia mais sobre a Casa da Moeda do Brasil, o que é, qual é a s história e a função da mesma a seguir.

O que é a Casa da Moeda do Brasil?

A Casa da Moeda do Brasil (CMB) é a empresa pública responsável pela emissão monetária nacional. Ou seja, é a Casa da Moeda quem imprime todo o dinheiro que está em circulação no país.

Além de produzir papel-moeda e moeda metálica, a CMB é responsável também por imprimir selos fiscais, postais e federais, imprimir títulos de dívida pública e fabricar medalhas e moedas comemorativas. Por fim, ela realiza ainda a fabricação de passaportes, diplomas, certidões e outros tipos de documentos que necessitem de um sistema de segurança semelhante.

Apesar da CMB fazer a emissão do papel-moeda, o órgão responsável pelo controle e distribuição de dinheiro é o Banco Central do Brasil. Desse modo, o Bacen faz a solicitação e a CMB realiza a impressão de cédulas e cunhagem de moedas.

O que a Casa da Moeda faz?

A Casa da Moeda do Brasil desempenha um papel crucial na economia nacional, sendo a única instituição autorizada a produzir dinheiro físico. As principais atividades da Casa da Moeda incluem a fabricação de moedas metálicas e papel-moeda que circulam no país.

Outra função é a Impressão de selos postais, fiscais e federais, além de títulos da dívida pública e documentos como passaportes, certidões e diplomas que exigem segurança contra falsificação. Também a produção de e a fabricação de medalhas e moedas comemorativas.

A CMB não toma decisões autônomas sobre a quantidade de dinheiro a ser produzida; essas decisões são controladas pelo Banco Central do Brasil, que determina a necessidade de emissão com base em análises econômicas.

O complexo industrial da CMB está localizado em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e é um dos maiores do mundo, com capacidade para produzir anualmente aproximadamente 3 bilhões de cédulas, 4 bilhões de moedas, 8 bilhões de selos fiscais e 3 milhões de passaportes.

Ela foi criada para resolver a escassez de moeda durante o período colonial, quando as únicas moedas disponíveis eram as provenientes de Portugal. Desde sua fundação, a CMB tem evoluído para atender à crescente demanda por dinheiro à medida que a economia brasileira se expandiu.

Quando imprimir mais dinheiro

Por vezes, as pessoas acreditam que, quando a economia de um país está ruim, basta imprimir mais dinheiro. A teoria é que, com mais dinheiro em circulação, teria como investir em educação, saúde e geração de emprego. Contudo, não é assim que as coisas funcionam.

O correto é que a impressão de dinheiro seja correspondente ao crescimento orgânico e gradual da economia. Em resumo, quando a economia de um país se desenvolve, os investimentos e a produção crescem, o que resulta no aumento de riquezas e, consequentemente, na quantidade de dinheiro em circulação.

Por outro lado, se ocorrer a emissão de dinheiro sem o país ter gerado riqueza, as pessoas podem até ter mais dinheiro em mãos, mas a produção não teria crescido. Ou seja, o país não não gerou riqueza e, então, seria um crescimento artificial do dinheiro em circulação.

O resultado seria a escassez de produtos, o aumento dos preços e a desvalorização do real. Com a desvalorização seria preciso imprimir mais dinheiro, o que no fim das contas ia resultar na hiperinflação.

A produção descontrolada de dinheiro faz com que a economia fique instável e que o real perca a credibilidade, já que as pessoas não iriam mais confiar no seu valor. É por isso que antes do Banco Central solicitar a emissão de mais dinheiro, ele faz uma profunda análise da economia nacional.

Qual é a história da Casa da Moeda do Brasil?

A Casa da Moeda do Brasil foi fundada no dia 8 de março de 1694, em Salvador. Posteriormente, em 1699, ela foi transferida para o Rio de Janeiro. Sendo que a CMB é considerada como uma das instituições mais antigas do Brasil.

Antes da CMB ser criada, as moedas em circulação no país eram originárias de Portugal e de outros países estrangeiros. Dessa maneira, a Casa da Moeda foi fundada para fazer a cunhagem de moedas brasileiras e substituir as demais moedas estrangeiras.

As primeiras moedas brasileiras nasceram em 1695. Elas eram conhecidas como série de patacas e consistiam em 1.000, 2.000 e 4.000 réis em ouro, e 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis em prata.

CMB atualmente

Quando a CMB foi fundada, o Brasil ainda era colônia. Porém, conforme a economia brasileira cresceu, a demanda por dinheiro em circulação também aumentou.

Sendo assim, a CMB foi se desenvolvendo e hoje é um dos maiores complexos industriais do mundo. Basicamente, o complexo instalado no bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, possui mais de 120 mil metros quadrados.

O complexo é composto por três fábricas e é totalmente equipado com os mecanismos e impressoras necessárias para a confecção de dinheiro. Em síntese, a CMB possui capacidade para produzir cerca de 3 bilhões de cédulas, 4 bilhões de moedas, 3 milhões de passaportes e 8 bilhões de selos fiscais por ano.

A função do Banco Central do Brasil

A Casa da Moeda do Brasil é a única instituição autorizada a fazer a emissão de moeda e papel-moeda. No entanto, ela não pode decidir de maneira autônoma o quanto de dinheiro será produzido.

A função de controlar o quanto de dinheiro entra ou sai de circulação é do Banco Central. Portanto, a CMB é apenas um instrumento de produção para que o Bacen faça o gerenciamento do dinheiro em circulação no Brasil.

O Bacen faz a análise da necessidade de substituição de moedas e cédulas danificadas e define o quanto de papel-moeda e moedas devem ser produzidas pela CMB. Nessa análise é levada em consideração também a política econômica adotada pelo Ministério da Fazenda.

Fontes: Casa da Moeda,Suno, FLJ, Banqi

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