Efeito reflexão: o que é, como funciona e como afeta a vida financeira?

10 de maio de 2021 - por Jaíne Jehniffer


O efeito reflexão é um viés cognitivo, onde o ser humano sente mais fortemente a dor da perda do que a alegria dos ganhos. Ou seja, todos os seres humanos possuem a tendência de evitarem a perda, mesmo que exista a possibilidade de ganho.

O efeito reflexão é um viés cognitivo, pois é uma tendência humana, não é uma atitude racional. Sendo assim, as pessoas que são extremamente avessas a perdas, podem tomar decisões irracionais e prejudiciais para si mesmos, pois estão tomadas pelo efeito reflexão.

São guiadas pelo efeito reflexão, que muitas pessoas não investem. Entretanto, através do conhecimento sobre o mercado financeiro, é possível superar o medo, passar a investir e fazer o seu dinheiro trabalhar por você.

Ficou curioso? Então, saiba mais sobre o tema na matéria a seguir.

O que é efeito reflexão?

O efeito reflexão é um viés cognitivo, segundo o qual os seres humanos possuem a tendência de sentir mais as perdas do que os ganhos. Em outras palavras, de acordo com esse tipo de viés cognitivo, as pessoas no geral, possuem a tendência mental de sentirem mais a dor da perda do que a alegria dos ganhos.

Sendo que essa diferença de percepção ocorre mesmo quando a perda e os ganhos possuem o mesmo valor. Nesse sentido, essa tendência psicológica faz com os seres humanos busquem evitar as perdas, já que o seu impacto é mais forte do que os ganhos. Portanto, o efeito reflexão é um mecanismo biológico da mente humana.

Podemos comparar esse bloqueio mental contra a perda com o mecanismo da mente para evitar a dor. Por exemplo, como sabemos que uma queimadura de fogo dói, a nossa tendência natural é não colocar a mão no fogo para evitar a dor. Da mesma maneira, como as perdas nos impactam fortemente, a mente humana tem a tendência natural de buscar evitar tudo o que possa causar a dor da perda.

Viés cognitivo

Os vieses cognitivos são julgamentos prévios e inconscientes, que influenciam as informações que são processadas pelos nossos cérebros. Ou seja, um viés cognitivo não é um processo racional da mente humana, ele é uma tendência mental natural do ser humano.

Apesar de contribuírem com as tomadas de decisões rápidas, os vieses podem distorcer nossos pensamentos e fazer com que tomemos decisões equivocadas. É isso o que acontece com as pessoas que são tão avessas às perdas, que preferem nem tentar se aventurar em novas experiências por medo de perder, mesmo que exista possibilidade de ganho.

Por exemplo, a possibilidade de perder R$ 200 em um investimento, mesmo que a pessoa ganhe R$ 300 em outro, já é suficiente para ativar o efeito reflexão. Logo, ele não é um processo racional onde a pessoa decide que a perda conta mais do que os ganhos. Na verdade, é uma tendência mental do ser humano fugir das perdas, mesmo que existam chances de ganhos.

Como funciona o efeito reflexão?

Quando um investidor enfrenta uma situação em que perde R$ 500 e ganha R$ 500 em investimentos diferentes, a perda tende a impactar mais sua psicologia do que o ganho. Isso ocorre porque as emoções associadas à perda são mais intensas, levando a uma aversão maior ao risco e à perda.

Por exemplo, se você investiu R$ 2.000 em duas ações e uma delas teve uma valorização de R$ 500 enquanto a outra desvalorizou na mesma quantia, é provável que a perda cause um descontentamento maior do que a satisfação gerada pelo ganho.

Esse viés pode levar os investidores a decisões abaixo do ideal. Muitas vezes, eles mantêm ativos que estão perdendo valor na esperança de recuperar suas perdas, enquanto vendem rapidamente aqueles que estão se valorizando. Essa estratégia, conhecida como efeito de disposição, pode resultar em perdas maiores ao longo do tempo.

Como evitar o efeito reflexão?

Uma alternativa para quem deseja se livrar do efeito reflexão ao investir, é buscar por conhecimento. Isso porque, quando uma pessoa entende mais sobre o mundo dos investimentos e o funcionamento dos ativos disponíveis, o medo é parcialmente suplantado pela razão.

Portanto, se você deseja se arriscar um pouco mais ao investir, procure aprofundar seus estudos com livros e cursos. Os livros clássicos como Ações Comuns, Lucros Extraordinários, de Philip Fisher e O Investidor Inteligente, de Benjamin Graham, proporcionam ótimos ensinamentos sobre como investir melhor.

Além disso, em cursos como A Única Verdade Possível, você aprende na prática como o mercado funciona e como investir.Se mesmo adquirindo mais conhecimento você ainda tiver muito medo de investir, você pode recorrer à ajuda de profissionais especialistas em investimentos.

Quais os impactos do efeito reflexão na vida financeira?

Investir exige que as pessoas arrisquem seu dinheiro. Por isso, as pessoas que são extremamente avessas à perda e estão dominadas pelo efeito reflexão, acabam não investindo ou procurando por aplicações com riscos reduzidos. Sendo que, esse geralmente é o caso dos investidores de perfil conservador.

Desse modo, os investidores conservadores aceitam correr um pouco de risco. Porém, eles preferem os ativos mais seguros que tiverem no mercado. O resultado disso é que eles aplicam em ativos que não proporcionam um rendimento tão vantajoso quanto outra aplicação um pouco mais arriscada.

Por isso, é extremamente importante conhecer o seu perfil de investidor antes de investir. Ao conhecer seu perfil, você pode escolher as aplicações de acordo com a sua tolerância ao risco, e assim montar uma carteira de investimentos que atende ao seu perfil de investidor.

O investidor que não respeita seu perfil, pode ter prejuízos e ficar traumatizado com o mercado financeiro. Por exemplo, se um investidor conservador decide ignorar seu perfil e aplicar em ações de empresas arriscadas, existe uma alta probabilidade que ele resgate as ações em um período de baixa, justamente por medo de perder dinheiro.

Do lado contrário do investidor conservador que possui aversão a perdas, nós temos os investidores arrojados. Em síntese, os investidores arrojados aceitam correr grandes riscos em troca da possibilidade de obterem altos retornos financeiros.

Fontes: Mais retorno

DMPL: o que é, para que serve e como fazer?

Guidance: o que é, para que serve e qual a importância?

SFH: o que é e como funciona o sistema financeiro de habitação?

SFI: o que é e como funciona o sistema financeiro imobiliário?