Taxa de carregamento em plano de previdência privada


A taxa de carregamento é uma taxa cobrada no depósito ou retirada nos planos de previdência privada. Ela pode parecer pequena, mas realmente atrapalha no acúmulo de patrimônio e rendimento.

Alguns planos cobram a taxa de carregamento tanto na contribuição quanto no resgate. Dessa maneira, essa taxa afeta negativamente no aumento do patrimônio.

Cada instituição estabelece a sua própria taxa. Portanto, antes de contratar um plano, é essencial pesquisar e comparar entre as instituições para conseguir um plano com as melhores condições possíveis.

O que é taxa de carregamento?

A taxa de carregamento é uma porcentagem cobrada pelos planos de previdência privada. Essa taxa pode incidir tanto no depósito quanto na retirada. Sendo assim, sempre que um valor é investido ou retirado do plano, apenas uma parte vai para a previdência e a outra fica com a instituição.

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O intuito dessa taxa é arcar com as despesas administrativas e de comercialização dos planos de previdência. Cada instituição pode estabelecer sua própria taxa. Contudo, elas precisam respeitar os limites da norma vigente.

Desse modo, para a Contribuição Variável, que é o caso do Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefícios Livre (VGBL), a porcentagem máxima é de 10%. Ela pode ser cobrada no aporte, no resgate ou em ambos. Mas a cobrança não é obrigatória.

Logo, a instituição pode optar por cobrar ou não a taxa de carregamento. Nesse sentido, é essencial que o consumidor compare as condições oferecidas pelas instituições. Afinal de contas, essa taxa impacta negativamente no crescimento do patrimônio.

Taxa de carregamento em plano de previdência privada

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Taxa de administração

Além da taxa de carregamento, existe ainda a taxa de administração. Em resumo, a taxa de administração é cobrada de forma anual e tem como intuito custear as despesas da empresa que faz a administração do investimento. Como você deve ter notado, as duas taxas servem para cobrir as despesas do plano.

A diferença entre elas é que a taxa de carregamento é opcional ao passo em que a taxa de administração existe em todos os planos. De maneira geral, a taxa de administração varia entre 0,5% e 3%, de acordo com os ativos que fazem parte do fundo. 

Para não ser abusiva, a taxa de administração não pode ser maior de 2%. Taxas maiores do que 2% só fazem sentido para fundos que exigem mais do gestor, como os fundos de ações e multimercado. Dessa forma, os fundos que aplicam apenas em títulos públicos não deveriam cobrar mais de 1% ao ano.

Um detalhe importante é que a taxa de administração incide em cima do valor total da previdência. Por exemplo, se um plano tem taxa de 2% ao ano e o valor da previdência for de R$ 10 mil, então serão descontados R$ 200,00 de taxa.

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Como é cobrada?

A taxa de carregamento é cobrada de acordo com as normas dos planos. Nos planos sem a taxa, os clientes são livres para fazerem aportes e /ou resgates sem precisarem pagar taxa. Porém, nos planos com taxas, elas podem ocorrer de três formas:

1- Entrada: Também conhecida como taxa de carregamento antecipada, ela ocorre sempre que um aporte é feito no plano.

Sendo assim, sempre que o cliente realiza um aporte, uma parte vai para o plano e outra fica retida. Por exemplo, se a taxa de carregamento de entrada for de 3% e você depositar R$ 1.000, apenas R$ 970 serão aplicados e os R$ 30,00 ficam com a instituição.

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2- Saída: Também chamada de taxa de carregamento postecipada, ela ocorre quando é feito o resgate ou portabilidade. Sendo que ela pode variar segundo o tempo de permanência no plano. 

3- Híbrida: Por fim, a taxa híbrida é quando a empresa possui tanto taxa de carregamento de entrada, quanto de saída. Desse modo, o cliente paga uma taxa para aportar e para retirar o dinheiro. Vamos supor que um plano cobra 3% de taxa de carregamento de entrada e 2% de saída.

Se você aportar R$ 1.000, R$ 970 serão aplicados e os R$ 30,00 ficam com a instituição. Depois de alguns anos, o valor acumulado chega à R$ 1.200. Logo, você opta por fazer o resgate. Como a taxa de carregamento de saída incide em cima dos R$ 1.000 iniciais, então a instituição vai ficar com mais R$ 20,00 e você recebe R$ 1.180. 

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Impactos da taxa de carregamento

À primeira vista, a taxa de carregamento pode parecer pequena. No entanto, no longo prazo ela é um dos principais custos nos planos de previdência. Isso porque a cada vez que a taxa é descontada, significa que um valor que o cliente está perdendo parte do valor que poderia ajudar no aumento do seu patrimônio.

Por exemplo, em um plano de previdência com taxa de carregamento de 1%, onde a pessoa deposita R$ 1.000 por mês, em um ano são descontados R$ 120,00 somente em taxa de carregamento. Logo, em 10 anos, a pessoa terá perdido R$ 1.200 em taxa de carregamento. Por isso, é essencial pesquisar entre os planos existentes e escolher o que oferecer as melhores condições.

Como evitar a taxa de carregamento?

Hoje em dia muitos planos não cobram mais taxa de carregamento. Planos com taxas zero estão disponíveis sobretudo fora dos bancos. Portanto, antes de escolher um plano, não deixe de procurar por planos com taxa de carregamento zero e taxa de administração baixa.

Taxa de carregamento em plano de previdência privada

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Por outro lado, se você já possui um plano com taxa de carregamento, você pode fazer a portabilidade para um plano com taxa de carregamento zero. A portabilidade é um processo sem custos, mas pode haver cobrança de taxa de carregamento de saída, se essa taxa existir no plano.

Outra opção é negociar o valor da taxa para conseguir melhores condições. Sendo que, normalmente, quanto maior for o aporte inicial no plano, menor tende a ser a taxa de carregamento e o poder de negociação. Vale destacar que se você for contratar um plano por meio de um banco, é preciso de cuidado redobrado.

Isso porque o banco pode te cobrar taxas absurdas ou oferecer venda casada. No caso da venda casada, eles podem oferecer, por exemplo, a contratação de um seguro de vida em troca da isenção da taxa de carregamento, o que não vale a pena.

Se as condições nos bancos não são vantajosas, procure por corretoras de valores e seguradoras independentes, que costumam oferecer melhores condições. Para entender o funcionamento dos planos de previdência privada, leia: Previdência privada, o que é? Como funciona, custos e outras alternativas

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