15 de setembro de 2025 - por Sidemar Castro
A rentabilidade absoluta revela o retorno total de um investimento, sem levar em conta nenhum índice de referência. É uma forma direta de ver quanto ele cresceu ou caiu ao longo do tempo.
Se quiser, posso te ajudar a entender quando esse tipo de métrica é mais útil ou como ela se compara à rentabilidade relativa. Continue a leitura!
Leia mais: Rentabilidade: o que é, tipos, como funciona e como calcular
O que é rentabilidade absoluta?
Rentabilidade absoluta é uma forma simples de medir quanto um investimento rendeu ao longo do tempo. Ela mostra o ganho total, em porcentagem, sem comparar com nenhum índice de mercado, como CDI ou inflação.
É como olhar para o número final e dizer: “foi isso que eu ganhei”, sem se preocupar se poderia ter sido melhor ou pior que outras opções.
É uma medida direta, que não leva em conta o cenário econômico ou outros benchmarks. Serve para entender, de forma objetiva, o desempenho isolado de um ativo.
Exemplos
Vamos supor que você invista dez mil reais em um título de renda fixa. Após um ano, ao resgatar o valor, você percebe que recebeu doze mil reais. Nesse caso, a rentabilidade absoluta foi de dois mil reais, já que ela representa o ganho nominal obtido sem levar em consideração índices de referência ou comparações com outros ativos.
Outro exemplo simples é aplicar cinco mil reais em ações de uma empresa e, depois de seis meses, vender esses papéis por seis mil reais. O lucro de mil reais mostra a rentabilidade absoluta da operação. Em ambos os casos, o foco está apenas no resultado direto do investimento, sem medir se foi melhor ou pior do que a média do mercado.
Como calcular a rentabilidade absoluta?
Vamos imaginar algo assim: você investiu uma quantia de dinheiro, e depois de um tempo tira esse dinheiro mais o ganho. A rentabilidade absoluta mede exatamente quanto seu dinheiro cresceu, em porcentagem, comparando o que você botou lá no começo com o que você recebeu no final, sem comparar com nada mais. Nem inflação, nem índice de ações, nada disso.
Como fazer o cálculo:
- Veja quanto você investiu no início (vamos chamar de “valor inicial”).
- Quanto esse investimento valeu no final (“valor final”).
- Subtraia: valor final menos valor inicial → isso te dá o ganho bruto.
- Divida esse ganho bruto pelo valor inicial.
- Multiplica por 100 pra achar em porcentagem.
Quer ver um exemplo prático? Você aplicou R$ 1.000,00 num fundo ou numa ação. Passou um ano e ficou R$ 1.250,00. Então, fica assim:
- Valor inicial = R$ 1.000,00
- Valor final = R$ 1.250,00
- Ganho = 1.250 − 1.000 = R$ 250,00
Então, o cálculo deu uma rentabilidade absoluta igual a 250 ÷ 1.000 = 0,25. Ou seja, 25% de retorno ao ano.
Entenda: Como calcular corretamente a sua rentabilidade
Quais são as aplicações da rentabilidade absoluta?
1) Análise direta de retorno financeiro
A rentabilidade absoluta serve como uma ferramenta objetiva para medir o quanto um investimento cresceu. Ela ignora comparações externas e foca no resultado final, sendo ideal para quem quer uma visão clara e direta do desempenho.
2) Planejamento de investimentos com taxa fixa
Em produtos com retorno fixo, como CDBs ou LCIs prefixados, essa métrica é essencial. Ela permite saber exatamente o que esperar no vencimento, facilitando o planejamento financeiro e a escolha de ativos mais previsíveis.
3) Avaliação de ativos isolados
Quando se quer entender o comportamento de um ativo específico, sem interferência de índices de mercado, a rentabilidade absoluta é a melhor escolha. Ela mostra se o ativo valorizou ou desvalorizou, sem ruído externo.
4) Comparação entre diferentes ativos
Mesmo sem usar benchmarks, é possível comparar a rentabilidade absoluta de dois ativos distintos. Por exemplo, se um fundo rendeu 7% e outro 10%, você já tem uma base para decidir qual foi mais vantajoso, mesmo que não seja uma análise relativa.
5) Base para decisões estratégicas
A rentabilidade absoluta também ajuda a identificar se um investimento está entregando o retorno esperado. Se não estiver, pode ser hora de rever a estratégia ou buscar alternativas mais rentáveis.
Saiba mais: Rentabilidade: o que é, tipos, como funciona e como calcular
Quais são as vantagens e desvantagens da rentabilidade absoluta?
Vantagens
A rentabilidade absoluta tem aquele charme da simplicidade. Ela mostra, de forma direta, quanto um investimento cresceu ou encolheu ao longo do tempo.
Se você aplicou R$ 1.000 e terminou com R$ 1.200, pronto: o ganho foi de 20%. Sem complicações, sem comparações. Isso é ótimo para quem está começando a investir ou quer entender rapidamente se o dinheiro rendeu. É como olhar para o extrato e ver se o saldo aumentou.
Desvantagens
Mas essa mesma simplicidade pode ser uma armadilha. A rentabilidade absoluta não leva em conta o contexto do mercado.
Se o CDI subiu 15% e seu investimento rendeu 10%, você teve um ganho absoluto, mas perdeu em termos relativos. Ou seja, poderia ter ganhado mais com outra aplicação. Além disso, ela ignora a inflação, que corrói o poder de compra.
Então, mesmo que o número pareça positivo, o resultado real pode ser bem menos animador.
Informação: Rentabilidade real, o que é? Cálculos, importância e rendimento negativo
Diferenças entre rentabilidade absoluta e rentabilidade relativa
A diferença entre rentabilidade absoluta e relativa está na forma como cada uma interpreta o desempenho de um investimento. A absoluta mede o retorno total obtido, sem considerar nenhum parâmetro externo. É o valor que você ganhou ou perdeu, calculado diretamente sobre o capital investido. Por isso, é muito usada em ativos prefixados, como títulos do Tesouro Direto, onde a taxa de retorno é conhecida desde o início.
A rentabilidade relativa, por outro lado, compara esse retorno com um benchmark, como o CDI ou o Ibovespa. Ela mostra se o investimento superou ou ficou abaixo da média do mercado. Um fundo que rendeu 12% pode parecer interessante, mas se o CDI no mesmo período foi de 13%, a rentabilidade relativa indica que o desempenho foi inferior ao esperado.
Ou seja, a rentabilidade absoluta mostra o quanto você ganhou. A relativa revela se esse ganho foi competitivo. Usar as duas em conjunto é o caminho mais inteligente para tomar decisões financeiras mais bem fundamentadas.
Leia mais: Diferenças entre rendimento e rentabilidade
Fontes: Top Invest, Onze, Dicionário Financeiro, Carteira SA