Como funciona a Renda Fixa? 4 dicas para investir


Para investir em renda fixa basta você abrir uma conta na corretora, fazer uma transferência e escolher entre os ativos disponíveis. Sendo que qualquer perfil de investidor pode aplicar em renda fixa, já que o risco é baixo.

Isso porque a renda fixa é um tipo de aplicação onde você sabe desde a aplicação, como será o retorno do investimento.

Vale destacar que o indicado é que para investir em renda fixa, você escolha sempre as corretoras de valores, já que os bancos costumam ter menos opções e com retornos menos atrativos.

Você sabia que você pode investir em renda fixa com apenas R$ 100,00?

A renda fixa é a modalidade de investimentos mais procurada pelas pessoas que desejam rendimentos estáveis e maior segurança ao investir.

Ela se chama renda fixa, pois trata-se de uma rentabilidade previsível. Por exemplo, o retorno pode ser fixado em um percentual ou seguir um índice como a taxa Selic.

Sendo que o índice de referência mais usado na renda fixa é o CDI. Além disso, a taxa Selic é muito usada como base em certos tipos de ativos.

Na renda fixa estão os ativos menos arriscados do mercado. Por isso, ela é uma opção para os diversos perfis de investidores.

Apesar disso, dentro da renda fixa existem ativos com diferentes graus de risco. Isso porque alguns contam com garantias e outros não. Enfim, nesse texto você vai conferir tudo o que você precisa saber para investir em renda fixa:

  • O que é renda fixa?
  • Como a renda fixa funciona?
  • Qual é o rendimento da renda fixa?
  • Poupança ou CDB?
  • Vantagens e desvantagens de investir em renda fixa
  • Categorias de títulos de renda fixa
  • Principais investimentos de renda fixa
  • Investir em renda fixa em corretoras ou bancos?
  • Passo a passo para investir em renda fixa
  • Renda fixa versus renda variável
  • Custos e taxas dos investimentos em renda fixa
  • Como declarar investimentos em renda fixa

O que é Renda Fixa?

Em resumo, a renda fixa é uma modalidade de investimento onde você sabe desde a aplicação, como irá funcionar o retorno do ativo.

Se você nunca investiu e está querendo começar a investir, a renda fixa é uma boa opção. Isso porque começar a investir por meio da bolsa é mais arriscado, principalmente se você nunca investiu em nada.

Muitas pessoas se arriscam investindo em renda variável primeiro. Ou seja, elas optam pelas chances de ganhar muito com a bolsa, sem antes ter um patrimônio construído e garantido.

Mas isso é um erro que pode te custar muito dinheiro. Portanto, prefira a previsibilidade da renda fixa, antes de se arriscar na renda variável.

Enfim, a renda fixa é uma categoria de investimentos. Sendo assim, existem vários tipos de ativos de renda fixa para você escolher. Os mais populares são:

  • Poupança (um dos piores investimentos da renda fixa)
  • CDB
  • Tesouro Direto
  • LCI e LCA
  • Letra de Câmbio
  • CRI/CRA

Como a renda fixa funciona?

A renda fixa funciona como uma modalidade de investimento cuja taxa de rendimento e o prazo de vencimento são estabelecidos no momento da aplicação.

Além disso, os títulos de renda fixa são como um empréstimo do seu dinheiro para o emissor. Isso porque, ao comprar o título, você está emprestando o seu dinheiro em troca de uma taxa de juros.

Desse modo, o dinheiro captado com os investidores é usado em financiamento de projetos, expansão de negócios e etc.

Ou seja, ao investir em renda fixa você ganha dinheiro e ainda ajuda no crescimento de instituições e setores importantes para a economia.

Qual é o rendimento da renda fixa?

O rendimento da renda fixa depende do tipo de ativo. Muitos ativos usam como referência o CDI, que fica bem perto da taxa Selic.

Nesse tipo de título, a rentabilidade oferecida é uma porcentagem do CDI. Por exemplo, um ativo pode oferecer 100% do CDI. Isso significa que o retorno será equivalente ao CDI.

Contudo, alguns títulos podem oferecer outras porcentagens como, por exemplo, 90%, 110% , 120% ou 130% do CDI. Vários fatores impactam na definição da porcentagem oferecida como, o prazo, liquidez e risco, por exemplo.

Poupança ou CDB?

A poupança é a aplicação em renda fixa com menor rendimento. Para você ter uma ideia, o retorno é tão pequeno que costuma ficar abaixo da inflação.

Isso significa que você não tem um ganho real com o investimento. Afinal de contas, a perda do poder de compra causada pela inflação foi maior.

Por outro lado, o CDB – Certificado de Depósito Bancário, é uma opção com um retorno bem mais alto. Dependendo da inflação e do rendimento oferecido, ele ainda pode ficar abaixo da inflação.

Mas mesmo assim, o retorno é bem mais vantajoso do que a poupança. Apesar do CDB ter um retorno bem mais alto, a segurança de ambos é a mesma.

Isso porque tanto a poupança quanto o CDB contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que devolve até R$ 250 mil por instituição e CPF em caso de calote.

Vantagens e desvantagens de investir em renda fixa

As vantagens e desvantagens de investir em renda fixa, são:

1- Vantagens

Dentre as vantagens temos:

1- Rentabilidade

O retorno das aplicações de renda fixa é mais estável e seguro. Sendo assim, essa é uma boa para quem deseja construir um patrimônio com segurança e bons retornos.

2- Segurança

A maior parte dos ativos de renda fixa são tão seguros ou até mais que a poupança. Isso porque muitos deles contam com a proteção do FGC.

3- Facilidade

Investir em renda fixa é bem fácil. Isso porque as aplicações são online, basta abrir uma conta em uma corretora. Além disso, você não precisa acompanhar o investimento todos os dias, basta investir e esperar pelo vencimento.

4- Acessibilidade

Você não precisa de muito dinheiro para investir em renda fixa. Alguns ativos pedem um investimento mínimo de apenas R$ 30,00. Sendo assim, esse é um tipo de ativo bem acessível.

5- Diversificação

Existem muitos tipos de ativos dentro da modalidade de renda fixa. Sendo assim, você pode diversificar bem a sua carteira com as opções disponíveis.

6- Liquidez

Vários títulos de renda fixa contam com liquidez diária. Dessa forma, se você precisar do dinheiro, você não precisa esperar pelo vencimento, você pode fazer o resgate antecipado.

7- Isenção

Por fim, alguns títulos de renda fixa, como por exemplo, LCI e LCA são isentos de imposto de renda. Isso significa que eles podem ser mais rentáveis do que outros títulos.

2- Desvantagens

Por outro lado, as desvantagens da renda fixa são:

1- Carência

Existem alguns ativos que têm um prazo de carência, onde você não pode fazer o resgate antecipado. Desse modo, se você precisar do dinheiro, talvez você tenha que pagar multas ou perder parte do rendimento.

2- Taxas

Alguns ativos de renda fixa são isentos de imposto de renda, mas outros não. Logo, é preciso lidar com imposto de renda e IOF.

Categorias de títulos de renda fixa

Os títulos de renda fixa são categorizados de acordo com o tipo de rentabilidade. Conhecer essas categorias é muito importante para que você saiba qual o tipo de título se encaixa melhor com os seus objetivos ao investir.

Enfim, as categorias são:

1- Títulos prefixados

São os títulos onde você sabe qual será a taxa de juros desde a aplicação. Sendo que essa taxa continua a mesma até o vencimento do título.

Uma vantagem desse tipo de título é que você tem uma certa previsibilidade ao investir. Logo, não ocorrem surpresas no dia do resgate, já que você já sabe qual será o retorno.

Esse tipo de título costuma ser escolhido quando se acredita que os juros da economia vai ficar baixo ou cair.

2- Títulos pós-fixados

Nesse tipo de título, o rendimento varia de acordo com o indexador. Ou seja, o rendimento não é previsível, já que ele varia segundo as variações do indexador.

Sendo assim, quando o indexador sobe o retorno do título também sobe. Mas se o indexador desce, o retorno também diminui.

Portanto, ao investir em títulos pós-fixados, você sabe apenas que o título vai render até o vencimento, mas não sabe exatamente qual será o retorno.

Enfim, esse tipo de título costuma ser escolhido por investidores que querem seguir as variações do mercado, sobretudo, quando os juros estão subindo.

3- Títulos híbridos

Por fim, temos os títulos híbridos. Nesses títulos, o retorno é uma taxa de juros pós-fixada mais uma taxa prefixada. Um bom exemplo disso, é o Tesouro IPCA+ que remunera o IPCA mais uma taxa de juros.

A grande vantagem dos títulos híbridos atrelados à inflação, como é o caso do Tesouro IPCA+, é que ele garante um retorno acima da inflação.

Sendo assim, ao investir nesse tipo de título, você tem um ganho real com a aplicação. Isso é vantajoso pois você se protege com a inflação.

Principais investimentos de renda fixa

Os principais títulos de renda fixa disponíveis no mercado são:

1- Tesouro Direto

Os títulos do Tesouro Direto são emitidos pelo governo. Sendo que o governo usa o dinheiro captado para investir em áreas como infraestrutura e saúde. Os tipos de títulos do Tesouro disponíveis são:

  • Atrelados à inflação: Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais
  • Prefixados: Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais
  • Indexado à taxa Selic: Tesouro Selic

Dentre os 3 tipos de títulos, o Tesouro Selic costuma ser o escolhido por investidores iniciantes. Isso porque esse título renda a taxa Selic e pode ser resgatado a qualquer momento.

2- CDBs

Os CDBs são títulos emitidos por bancos com o intuito de captar recursos para as suas atividades. Em sua maioria, os CDBs têm uma rentabilidade atrelada ao CDI.

Vale destacar que os CDBs emitidos por pequenos bancos costumam oferecer um retorno mais alto. Afinal de contas, eles contam com um risco maior de falência.

Além disso, os títulos com baixa liquidez e prazos de vencimento mais longos, também costumam oferecer retornos mais altos.

Lembrando que os CDBs têm a vantagem da proteção do FGC, que devolve até R$ 250 mil por CPF e instituição em caso de calote.

3- LCI e LCA

A sigla LCI significa Letra de Crédito Imobiliária. Por outro lado, LCA é a Letra de Crédito do Agronegócio. Ambas são parecidas com os CDBs.

A diferença é que no caso das LCIs e LCAs o dinheiro captado vai, respectivamente, para os setores imobiliário e do agronegócio.

No entanto, eles se diferem em relação à tributação. Isso porque as LCIs e LCAs são isentas de imposto de renda.

4- Debêntures

As debêntures são títulos emitidos por empresas. No geral o intuito é captar recursos para financiar projetos, expandir a empresa, pagar dívidas e etc.

Vale destacar que as debêntures não contam com a proteção do FGC. Logo, elas são mais arriscadas do que as opções anteriores.

No entanto, o fato desse título ter um risco maior também significa que o rendimento oferecido é mais atrativo.

5- Letras de câmbio

As Letras de câmbio (LCs) são títulos emitidos por financeiras. Como a emissão é feita por instituições financeiras de porte menor, o retorno oferecido costuma ser mais alto.

Apesar de ser considerado um pouco mais arriscado, as LCs são protegidas pelo Fundo Garantidor de Créditos.

6- CRI e CRA

O CRI é o Certificado de Recebíveis Imobiliários. Em contrapartida, o CRA é Certificado de Recebíveis do Agronegócio.

Ambos os títulos são emitidos por securitizadoras e costumam oferecer retornos bem atrativos. Contudo, eles não têm a proteção do FGC.

7- Poupança

Por fim, temos ainda a opção da poupança. Apesar de ser uma aplicação de renda fixa com retorno bem baixo, a poupança é uma das aplicações mais famosas entre os brasileiros.

A grande vantagem da poupança é a facilidade com que você consegue resgatar o dinheiro. Mas o retorno é tão baixo que muitos nem consideram a poupança como um investimento!

Portanto, se a sua intenção for construir um patrimônio, é melhor optar por alguma outra opção de título de renda fixa com retorno mais alto.

Investir em renda fixa em corretoras ou bancos?

O mais recomendado ao investir em renda fixa, é aplicar por meio de uma corretora de valores. Isso porque a oferta de produtos por parte de uma corretora costuma ser maior do que nos bancos.

Além disso, você pode conseguir títulos com rendimentos mais atrativos nas corretoras. Existe ainda a questão de que os bancos podem ter custos mais altos para investir.

Ao escolher uma corretora, não deixe de verificar se ela é segura. Uma das formas de fazer isso, é entrar no site da BM&F Bovespa e conferir se a corretora que você escolheu está na listagem das instituições autorizadas.

Passo a passo e dicas para investir em renda fixa

Para investir em renda fixa, basta seguir o passo a passo:

1- Abra uma conta

Analise as opções de corretoras do mercado e escolha a que melhor atende às suas necessidades. Depois disso, abra a sua conta.

2- Transfira

Faça uma transferência para a sua conta na corretora.

3- Escolha os ativos

Verifique quais ativos oferecidos na corretora melhor atendem às suas necessidades.

4- Invista

Por fim, invista nos ativos escolhidos. Não se esqueça de diversificar entre diferentes tipos de ativos!

Renda fixa versus renda variável

Como funciona a Renda Fixa? 4 dicas para investir

A renda fixa e a renda variável possuem várias diferenças. Uma das maiores diferenças é na rentabilidade. Isso porque a renda fixa funciona por meio de rendimento prefixado, pós-fixado ou híbrido.

Por outro lado, como o próprio nome indica, a renda variável varia. Ou seja, não existe um rendimento específico, isso vai depender das variações do mercado.

Além disso, temos ainda a questão do risco. Grande parte dos ativos de renda fixa contam com algum tipo de garantia, o que torna o título mais seguro.

a renda variável não conta com garantias e por isso, ela é mais arriscada. Afinal de contas, as variações dos ativos podem ser para cima ou para baixo.

Por causa do risco, a renda fixa e a variável também proporcionam retornos diferentes. Como a renda fixa é mais segura, ela costuma oferecer um rendimento menor.

Já na renda variável, você corre grandes riscos, mas pode ter altos lucros. É por causa dessa diferença no retorno que a renda fixa e variável têm benchmarks.

Por fim, a renda fixa é mais indicada para investidores iniciantes. Isso porque a renda variável exige um conhecimento maior de investimentos e do mercado.

Custos e taxas dos investimentos em renda fixa

Os custos para investir em renda fixa são:

1- IOF

O IOF – Imposto sobre Operações Financeiras é cobrado em cima do rendimento dos investimentos que forem resgatados com menos de 30 dias desde a aplicação.

Portanto, se você esperar 30 dias para fazer o resgate, você não precisa pagar esse imposto.

2- Imposto de renda

O imposto de renda é cobrado no rendimento da maior parte dos ativos de renda fixa. Sendo que a cobrança é regressiva.

Sendo assim, quanto maior o tempo de aplicação, menor é a alíquota de imposto. A tabela regressiva de IR de renda fixa é:

Prazo Alíquota (%)
Até 180 dias 22,5
De 181 a 360 dias 20,0
De 361 a 720 dias 17,5
Acima de 720 dias 15,0

3- Taxa de custódia

Por fim, a taxa de custódia é cobrada somente no Tesouro Direto. Em resumo, ela foi definida pela BM&F Bovespa com o intuito de proteger os seus dados e a guarda dos seus títulos.

Enfim, a taxa de custódia é descontada de forma semestral e totaliza 0,25% no ano.

Como declarar investimentos em renda fixa

Se você investe, é importante fazer a declaração de imposto de renda. Sendo que você precisa declarar as suas aplicações e rendimentos. Para declarar, confira o passo a passo:

  1. Acesse a aba “Bens e Direitos”
  2. No campo “Código” selecione o item 45 – Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros)
  3. Em “Discriminação”, informe qual o tipo de produto que você investiu, o nome e CNPJ da instituição onde o seu investimento foi feito
  4. Em “Situação” informe como era a situação no ano anterior e no ano atual.

Por outro lado, para declarar os rendimentos basta seguir o passo a passo:

  1. Acesse “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”
  2. Selecione o “item 6 – Rendimento de aplicações financeiras”
  3. Clique em “Novo”
  4. Em “Tipo de beneficiário” deixe Titular caso você tenha feito a aplicação
  5. Em “CNPJ da Fonte Pagadora” coloque o CNPJ da corretora ou banco
  6. Por fim, no campo “Valor”, você deve informar a soma total dos rendimentos recebidos através da Corretora ou Banco (mesmo que eles estejam fragmentados no informe)

Tenha atenção ao declarar títulos resgatados ou que venceram

Se algum dos seus títulos tiver vencido ou você tiver realizado o resgate antecipado, você deve informar isso na seção Bens e Direitos, seguindo os passos acima.

Contudo, no valor do título, você deve zerar o campo de “Situação”. Nesse sentido, se você tiver resgatado parcialmente, você deve informar neste campo o valor que restou.

Enfim, gostou de aprender como investir em renda fixa? Então aproveite para conferir também como fazer uma boa diversificação na sua carteira de investimentos.

Fonte: Ricconect.

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