Os 5 melhores investimentos para quem tem perfil conservador

15 de março de 2023 - por Sidemar Castro


Os melhores investimentos para o perfil conservador são aqueles mais seguros. Isso porque os investidores conservadores, geralmente, não gostam de correr riscos, preferindo ativos com menos volatilidade.

Um detalhe importante sobre os investimentos é que existe uma relação entre risco e retorno. Basicamente, os investimentos menos arriscados tendem a oferecer um retorno menor e vice-versa.

Apesar do retorno ser mais baixo, é essencial que os investidores conservadores respeitem o seu perfil e apliquem em ativos mais seguros. Ao respeitar o seu perfil, as chances de obter melhores resultados são mais altas.

Além disso, o retorno pode ser mais baixo, mas ainda assim é um retorno considerável que, no longo prazo, contribui muito para o crescimento do patrimônio do investidor.

Quer saber quais os melhores investimentos para um perfil conservador? Leia a seguir.

Quais são os melhores investimentos para quem tem o perfil conservador?

1. Tesouro direto

Os títulos do tesouro direito são emitidos pelo governo federal. Como esses títulos contam com a garantia do governo, eles são tidos como as aplicações mais seguras do mercado. É por causa dessa segurança, e também pela facilidade de investir, que a maior parte dos investidores começa investindo pelo tesouro direto.

Existem alguns tipos de títulos diferentes, de acordo com o tipo de rentabilidade: Tesouro Selic, Tesouro prefixado e Tesouro IPCA. O Tesouro Selic é um título pós-fixado que remunera de acordo com a taxa Selic.  Já o Tesouro Prefixado rende a mesma taxa de juros desde a aplicação até o vencimento.

Por fim, o Tesouro IPCA+ é um título híbrido, que rende uma taxa de juros mais o IPCA. Vale destacar que o Tesouro IPCA tem a vantagem de proporcionar um ganho real, ou seja, um retorno acima da inflação. Isso é possível pois ele remunera o IPCA (inflação) mais uma taxa de juros.

2. CDB

Os CDBs são um dos principais investimentos para perfil conservador. A sigla CDB significa Certificado de Depósito Bancário. Esse título é emitido por bancos, como uma forma de captar recursos com os investidores para financiar suas atividades como, por exemplo, os empréstimos para os clientes.

Sendo assim, ao investir em um título de CDB, você está emprestando seu dinheiro para o banco, em troca de uma taxa de juros, que pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

Os CDBs são uma boa opção para os investidores conservadores, pois eles contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em resumo, o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) devolve até R$ 250 mil por CPF e instituição em caso de calote.

Além disso, os CDBs oferecem um retorno mais alto do que o Tesouro Direto. Isso ocorre pois os CDBs são mais arriscados do que o tesouro direto, já que a proteção do FGC tem um limite.

Para tornar esse tipo de aplicação mais seguro, a dica é não investir mais do que R$ 250 mil por instituição emissora de CDB, assim você fica protegido pelo FGC.

4. LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), são boas opções de títulos de renda fixa para investidores conservadores. Assim como os CDBs, as LCIs e LCAs são emitidas por bancos e contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos. O funcionamento das Letras é similar ao do CDB.

A grande diferença é que os bancos podem usar os recursos captados pelos CDBs em várias atividades. Já os recursos captados pelas letras devem ir, obrigatoriamente, para os respectivos setores imobiliário e do agronegócio.

Outra diferença é que as LCIs e LCAs contam com a isenção de Imposto de Renda, pois captam recursos a serem investidos em setores que o governo deseja incentivar. Como não é preciso pagar imposto, as Letras podem proporcionar um retorno mais alto.

3. Fundos de renda fixa

Os Fundos de renda fixa estão entre as opções de investimentos para perfil conservador, pois contam com baixo nível de risco. Em síntese, os fundos de investimentos, no geral, funcionam como uma reunião de investidores com foco em investir em um ativo ou setor em específico.

No caso dos fundos de renda fixa, o gestor aplica o patrimônio do fundo em ativos de renda fixa. Uma das vantagens desse tipo de fundo, é a diversificação entre ativos de renda fixa.

No entanto, é preciso ficar atento às taxas, pois dependendo dos custos, compensa mais investir por conta própria em títulos de renda fixa.

5. Ações de empresas consolidadas

Por fim, para encerrar a lista de investimentos para perfil conservador, temos as ações. As opções anteriores são de ativos de renda fixa, logo, o risco é baixo. Mas as ações fazem parte da renda variável, portanto, o risco é bem mais alto.

No entanto, existem ações com risco menor e baixa volatilidade. É claro que elas ainda têm um risco maior do que os ativos de renda fixa, já que não contam com garantias. Contudo, as ações de empresas consolidadas costumam ter um risco menor.

Sendo assim, se você é um investidor conservador, mas deseja um pouquinho de risco em troca de um potencial de retorno maior, você pode investir nessas empresas.

A dica é investir com foco no longo prazo, assim as oscilações no curto prazo não importam e você lucra com a valorização ao longo do tempo e o pagamento de proventos.

Como montar uma carteira diversificada com perfil conservador?

Se você tem um perfil conservador e deseja montar uma carteira de investimentos diversificada, aqui estão algumas dicas importantes:

Primeiro, entenda o conceito de carteira de investimentos. Uma carteira de investimentos é uma seleção de ativos de diferentes tipos e segmentos, de acordo com o perfil de cada investidor.

A diversificação de investimentos envolve a formação de uma carteira com uma estratégia que pode incluir diferentes tipos de indexadores.

Em segundo lugar, entenda o equilíbrio entre renda fixa e renda variável. Para uma carteira conservadora, é recomendado que a maior parte dos investimentos esteja em produtos de baixo risco.

Uma proporção comum para um perfil conservador seria:

  • Renda Fixa: 75%
  • Renda Variável (incluindo criptomoedas): 25% .

Depois, perceba a diversificação de ativos. Ou seja, defina as classes de ativos, como renda fixa, renda variável, multimercado, previdência privada, imobiliário e cambial.

Escolha produtos que se relacionem bem com suas características e interesses. Lembre-se de respeitar seu perfil de investidor e a fase do ciclo financeiro em que você se encontra.

Finalmente, faça um rebalanceamento da carteira. Periodicamente, avalie sua carteira e faça ajustes conforme necessário para manter o equilíbrio entre os ativos.

A diversificação é uma estratégia importante para proteger seu patrimônio e reduzir riscos, independentemente do seu perfil de investidor. Consultar especialistas financeiros também pode ser útil para criar uma carteira adequada às suas necessidades e objetivos.

Fontes: Toro Investimentos e We Invest

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