20 de agosto de 2025 - por Millena Santos
No mundo da economia, entender a diferença entre câmbio fixo e câmbio flutuante é muito importante para compreender como funciona o valor da moeda de um país em relação ao mercado internacional. Afinal, esses dois sistemas de câmbio impactam diretamente no comércio exterior, nos investimentos e até no bolso da população.
Enquanto o câmbio fixo traz mais previsibilidade, o câmbio flutuante oferece maior flexibilidade, e cada modelo possui vantagens e desvantagens que fazem toda a diferença para a política econômica de uma nação.
A gente te conta mais sobre isso. Vamos lá?
O que é câmbio fixo?
O câmbio fixo é um sistema em que o valor da moeda de um país é definido e mantido pelo governo em relação a outra moeda, geralmente o dólar ou o euro.
Nesse modelo, a taxa de câmbio não varia livremente conforme a oferta e a procura no mercado, mas é controlada pelas autoridades monetárias, que atuam para manter a cotação sempre estável.
Para que isso funcione, o governo precisa intervir constantemente na economia, comprando ou vendendo reservas internacionais quando necessário. O objetivo desse tipo de câmbio é trazer previsibilidade para empresas e investidores, além de ajudar no controle da inflação em alguns contextos.
Por outro lado, o câmbio fixo também tem suas limitações. Como o valor da moeda não pode se ajustar naturalmente às condições do mercado, o país pode enfrentar dificuldades em momentos de crise econômica ou quando há desequilíbrios no comércio exterior.
Vantagens e devantagens do câmbio fixo
O câmbio fixo traz algumas vantagens, como o controle da inflação, já que manter a moeda atrelada a outra de referência ajuda a evitar grandes variações de preços.
Além disso, a estabilidade cambial passa mais segurança para investidores e empresas que atuam no comércio internacional, pois reduz o risco de perdas com a oscilação do câmbio.
No entanto, esse sistema também tem desvantagens: como o governo precisa intervir constantemente para manter a taxa estável, isso exige grandes reservas internacionais e pode limitar a flexibilidade da economia.
Em momentos de crise ou de desequilíbrios no comércio exterior, esse modelo pode se tornar um peso para o país, dificultando ajustes naturais da moeda.
Já as desvantagens do câmbio fixo aparecem justamente na perda de flexibilidade da política econômica, já que o governo precisa priorizar a manutenção da taxa de câmbio, mesmo que isso não seja o ideal em determinadas situações.
Outro ponto bem delicado é o risco de supervalorização da moeda nacional, o que pode deixar os produtos do país menos competitivos no mercado internacional e prejudicar as exportações.
Além disso, sustentar esse sistema exige grandes reservas em moeda estrangeira, o que nem sempre é viável a longo prazo.
Por isso, apesar de oferecer estabilidade, o câmbio fixo também pode trazer desafios que limitam o crescimento econômico.
O que é câmbio flutuante?
O câmbio flutuante é um sistema em que o valor da moeda de um país é definido pelo próprio mercado, de acordo com a lei da oferta e da procura.
Nesse modelo, a cotação muda constantemente, acompanhando fatores como o volume de exportações e importações, entrada ou saída de investimentos estrangeiros e até mesmo o cenário político e econômico do país.
Diferente do câmbio fixo, o governo não estabelece um valor para a moeda, mas pode, em alguns casos, intervir de forma bem pontual para evitar oscilações muito consideráveis.
Esse tipo de câmbio traz mais flexibilidade à economia, já que a moeda pode se ajustar naturalmente às mudanças do mercado. Por outro lado, também pode gerar instabilidade, com variações que impactam diretamente o preço de produtos importados e a vida das pessoas no dia a dia.
Vantagens e devantagens do câmbio flutuante
O câmbio flutuante também apresenta vantagens e desvantagens. Entre os pontos positivos, destaca-se a flexibilidade, já que com os valores se ajustam conforme a oferta e a demanda, a moeda acompanha de forma natural as condições do mercado.
Isso também permite que o governo tenha maior liberdade para conduzir a política monetária, sem a necessidade de manter grandes reservas internacionais para sustentar uma taxa fixa.
Por outro lado, esse sistema pode gerar incerteza no comércio internacional, já que a constante oscilação da moeda torna difícil prever custos e receitas em operações externas.
Além disso, uma valorização excessiva das moedas estrangeiras pode pressionar os preços internos, contribuindo para o aumento da inflação e impactando diretamente no poder de compra da população.
Qual a diferença entre câmbio fixo e o câmbio flutuante?
A diferença entre câmbio fixo e câmbio flutuante está na forma como o valor da moeda é definido. No sistema de câmbio fixo, o governo ou o Banco Central estabelece uma taxa de referência e atua constantemente para mantê-la estável em relação a uma moeda forte, como o dólar ou o euro.
Esse modelo traz previsibilidade para empresas, investidores e para o comércio exterior, já que reduz os riscos de variações bruscas. No entanto, exige grandes reservas internacionais e pode limitar a flexibilidade econômica em momentos de crise.
Já o câmbio flutuante funciona de maneira oposta, como a gente viu, o valor da moeda é definido pelo mercado, seguindo a lei da oferta e da procura. Assim, fatores como exportações, importações, entrada de investimentos e até o cenário político e econômico influenciam diretamente a cotação.
Esse sistema oferece mais liberdade para a política monetária, mas pode gerar incerteza e volatilidade, impactando preços e aumentando o risco de inflação em determinados contextos.
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Fonte: Cursos CPT, Confidence Câmbio.