Taxa de juros equivalente: o que é, como calcular, exemplos

Taxa de juros equivalente é que, aplicada em um período diferente, gera o mesmo retorno financeiro que a original, com juros compostos. Leia!

13 de agosto de 2025 - por Sidemar Castro


A taxa de juros equivalente é um cálculo que coloca diferentes taxas no mesmo intervalo de tempo, facilitando a comparação entre elas.

Com ela, é possível, por exemplo, transformar uma taxa mensal em anual ou descobrir quanto uma taxa anual representa por mês. Isso ajuda a entender o impacto real dos juros compostos ao longo do período desejado.

Entenda e o que é como calcular a taxa de juros equivalente neste artigo. Continue a ler!

Leia mais: Taxa básica de juros, o que é? Como é definida, funções e impactos

O que é taxa de juros equivalente?

A taxa de juros equivalente é um recurso que ajuda a comparar taxas apresentadas em períodos diferentes, transformando todas para a mesma base de tempo. Isso facilita entender qual opção é realmente mais vantajosa.

Quem já buscou um empréstimo ou financiamento sabe que as taxas costumam vir acompanhadas de um prazo, como “ao ano”, “ao trimestre”, “ao mês” ou até “ao dia”. Apesar de existir certa padronização, é comum encontrar propostas no mercado usando períodos distintos. E, claro, comparar esses números assim, de forma direta, pode ser confuso.

É aí que entra a taxa de juros equivalente: ela converte todas as taxas para uma mesma unidade de tempo, permitindo não apenas avaliar melhor as opções, mas também tomar decisões mais seguras e bem fundamentadas.

Leia também: Juros futuros: o que são, como funcionam e diferenças entre Selic

Exemplo de taxa de juros equivalente

Vamos imaginar que você está avaliando duas propostas de investimento: uma oferece 2 % ao mês e a outra promete uma taxa anual de 25 %. Para descobrir qual é mais vantajosa, não basta somar ou multiplicar números: precisamos torná-las comparáveis usando a taxa equivalente.

A fórmula é simples:

(1 + i_periodo)^n − 1

Ao elevar (1 + 0,02)^12, descobrimos que a taxa equivalente anual de 2 % ao mês é cerca de 26,82 % ao ano.

Assim, você percebe que, apesar de parecer menor, aquela taxa de 2 % ao mês resulta em um custo anual bem superior a 25 %.

Esse exemplo mostra claramente o poder da taxa de juros equivalente: ela converte taxas de diferentes intervalos em uma base comum, permitindo decisões mais conscientes e comparações mais precisas.

Saiba mais: Taxa referencial: o que é, como funciona e como calcular?

Como funciona a taxa de juros equivalente?

A taxa de juros equivalente funciona ajustando uma taxa aplicada em um período para outro diferente, levando em conta que os juros vão se acumulando conforme o tempo passa.

Assim, isso é feito usando a fórmula dos juros compostos, que transforma taxas de períodos variados, como de mês para ano, em um valor que dá para comparar direitinho.

Esse método é muito importante quando a gente quer avaliar diferentes produtos financeiros, como empréstimos ou investimentos, que têm formas diferentes de capitalizar os juros.

Veja: Juros compostos: como calcular, fórmula, exemplos

Como calcular a taxa de juros equivalente?

Se não dá para simplesmente multiplicar a taxa pelo número de períodos para comparar duas opções de investimento ou empréstimo, então como fazer para deixar essas taxas equivalentes? A resposta é bem simples.

Existe uma fórmula que ajuda a encontrar a taxa de juros equivalente, que é uma forma matemática de mostrar essa relação. Ela é assim: o resultado de 1 mais a taxa equivalente é igual a 1 mais a taxa atual, tudo isso elevado ao número de períodos.

Na prática, isso quer dizer que a taxa equivalente leva em conta a acumulação dos juros ao longo do tempo, para que a comparação seja justa.

Exemplo de cálculo da taxa de juros equivalente

Vamos supor que você queira comparar duas coisas que parecem iguais, mas não são. Tipo laranjas de variedades diferentes.

Se alguém te diz que um investimento rende 10% ao ano, você pode pensar: “Ah, então por mês é só dividir por 12, né?” Mas calma! Essa conta não funciona porque ignora a força dos juros compostos, aquela magia dos juros rendendo sobre juros.

O jeito certo é se perguntar: “Se meu dinheiro cresce 10% no ano inteiro, quanto ele precisa render por mês pra chegar exatamente nesse mesmo resultado?”

Então vamos lá:

  • Pegue a taxa anual (10%, ou 0,10) e some 1: ela fica 1,10.
  • Agora calcule a raiz 12ª desse valor (por causa dos 12 meses): ela dá aproximadamente 1,00797.
  • Subtraia 1 e transforme em porcentagem: 0,797% ao mês.

Eis a surpresa: aqueles 10% anuais equivalem a apenas 0,8% ao mês com capitalização composta. Bem menos do que os 0,83% que a divisão sugeriria!

Leia mais: Juros compostos: como multiplicar seu dinheiro

Importância da taxa de juros equivalente

A importância da taxa de juros equivalente está em possibilitar uma comparação justa entre diferentes taxas que circulam no mercado financeiro. Muitas pessoas acabam simplificando demais e, para transformar uma taxa mensal em anual, só multiplicam o valor por doze, o que gera um resultado errado.

Por exemplo, uma taxa de 1% ao mês não corresponde a exatamente 12% ao ano. Isso porque os juros funcionam de forma acumulativa, os chamados juros compostos, que fazem o valor crescer sobre o que já foi acumulado antes.

Por isso, para fazer essa conversão do jeito certo, usamos a taxa de juros equivalente, que considera esse efeito cumulativo.

Qual a diferença entre taxa de juros equivalente e taxa de juros efetiva?

A principal função da taxa equivalente é permitir que a gente compare taxas de juros que são aplicadas em tempos diferentes, deixando elas numa base comum.

Por outro lado, a taxa efetiva é usada para mostrar qual é o custo real do dinheiro em diferentes intervalos de tempo, funcionando como uma taxa padrão que leva em conta a forma como os juros são acumulados.

Leia também: Taxa Selic: o que é, como funciona, impactos no cotidiano

Fontes: Mais Retorno, Top Invest, Matemática Financeira, iDinheiro, Serasa, Mobills, Clube dos Poupadores e Proeducacional.

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