24 de fevereiro de 2026 - por Millena Santos
O Nasdaq-100 é um dos índices da bolsa americana e se consolidou, ao longo do tempo, como uma referência global para quem acompanha empresas ligadas à tecnologia, inovação e crescimento.
Reunindo algumas das maiores companhias não financeiras listadas na Nasdaq, o índice reflete tendências do mercado, avanços tecnológicos e o comportamento de empresas que lideram transformações em diversos setores da economia.
Quer saber mais sobre isso? Vem com a gente!
Veja também: Índice S&P 500: o que é, como funciona e qual a importância?
O que é o Nasdaq-100?
O Nasdaq-100 é um dos índices mais conhecidos da bolsa americana e, ao longo do tempo, acabou se tornando uma referência para quem acompanha empresas ligadas à tecnologia, inovação e crescimento.
O motivo? Ele ajuda a contar, de forma bastante clara, quais companhias estão na linha de frente das transformações que vêm moldando o mercado global.
Esse índice é formado pelas 100 maiores empresas não financeiras listadas na Nasdaq, selecionadas a partir de critérios como capitalização de mercado e liquidez.
A proposta surgiu como uma alternativa ao Nasdaq Composite, criando um recorte mais direto e representativo das companhias que realmente têm peso e influência dentro da bolsa.
Criado em 1985, o Nasdaq-100 conquistou relevância mundial e hoje está entre os índices de ações mais acompanhados do planeta. Com uma capitalização de mercado que supera os 7 trilhões de dólares, ele vai além dos números e reflete a força de empresas que trazem inovação, consumo e mudanças estruturais na economia.
Como funciona o Nasdaq-100?
O Nasdaq-100 funciona de um jeito mais direto do que parece. Ele é calculado a partir da capitalização de mercado das empresas, ajustada pelo free float, ou seja, leva em conta apenas as ações que realmente circulam no mercado.
Isso faz com que o peso de cada companhia no índice reflita melhor sua relevância prática para os investidores.
A composição do índice é revisada uma vez por ano, o que permite a entrada de novas empresas que passem a atender aos critérios definidos.
Para isso, elas precisam estar listadas na Nasdaq, ficar fora do setor financeiro, negociar em média mais de 200 mil ações por dia e seguir padrões mínimos de governança, além de não estarem em recuperação judicial.
Essas regras são muito importantes, já que ajudam a manter o Nasdaq-100 consistente ao longo do tempo. Em essência, elas funcionam como um filtro que garante que o índice reúna empresas grandes, líquidas e financeiramente estáveis, preservando sua proposta de representar companhias com impacto real no mercado.
Quais são os critérios do Nasdaq-100?
Os critérios do Nasdaq-100 foram definidos para reunir empresas grandes, líquidas e com relevância real dentro do mercado.
O índice seleciona as 100 maiores companhias não financeiras listadas na Nasdaq, dando prioridade à capitalização de mercado, ao volume de negociação e a padrões mínimos de governança corporativa.
Para fazer parte do índice, a empresa precisa estar listada na Nasdaq, não pertencer ao setor financeiro, a exemplo de bancos e seguradoras, manter uma média diária de negociação superior a 200 mil ações e não estar em processo de recuperação judicial.
A escolha, portanto, considera a capitalização de mercado ajustada pelo free float, e a composição do índice passa por revisões anuais para refletir mudanças ao longo do tempo.
Além disso, vale ressaltar que o Nasdaq-100 utiliza uma ponderação por capitalização de mercado modificada, o que significa que há limites para o peso individual de cada empresa, evitando concentração excessiva.
Ou seja, não existe um valor mínimo absoluto de mercado exigido, mas, na prática, o índice acaba concentrando líderes dos setores de tecnologia, saúde e consumo, que dominam esse recorte da economia.
Composição do Nasdaq-100
Entre as companhias que fazem parte do índice, destacam-se:
- Apple
- Microsoft
- Amazon
- Alphabet (Google)
- Tesla
- PayPal
- Netflix
- Adobe
- Nvidia
Vale destacar que empresas como Apple, Microsoft e Amazon costumam ter maior peso dentro do índice, principalmente por conta de sua elevada capitalização de mercado, o que amplia sua influência no desempenho do Nasdaq-100.
Como investir na Nasdaq 100?
Investir diretamente no Nasdaq-100 ainda não é tão simples para quem utiliza apenas corretoras brasileiras. Hoje, não existe um veículo de investimento nacional que replique exclusivamente esse índice, o que acaba sendo uma limitação para quem busca essa exposição de forma direta.
Por outro lado, já é possível acessar o mercado americano por caminhos alternativos. Um exemplo é o IVVB11, ETF negociado na B3 que acompanha o desempenho do S&P 500, índice formado pelas 500 maiores empresas dos Estados Unidos.
Embora ele não replique o Nasdaq-100, permite ao investidor ter contato com grandes companhias globais e diversificar parte da carteira no exterior.
Apesar disso, essa acaba sendo uma porta de entrada para investimentos internacionais. Mesmo não sendo uma exposição direta ao Nasdaq-100, o IVVB11 oferece uma forma prática de participar do crescimento das empresas americanas sem sair do mercado brasileiro.
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Histórico do índice Nasdaq-100
O Nasdaq-100 surgiu em janeiro de 1985 como uma iniciativa da própria Nasdaq para acompanhar o desempenho das maiores empresas não financeiras negociadas em sua bolsa.
Seu lançamento ocorreu em um período de forte expansão do mercado tecnológico, alguns anos após a criação da Nasdaq, que já havia se destacado como a primeira bolsa totalmente eletrônica do mundo.
Ao longo da década de 1990, o índice ganhou força impulsionado pela ascensão de empresas de tecnologia como Microsoft e Intel.
Em meados de 1995, o Nasdaq-100 orbitava a marca dos 1.000 pontos, mas avançou de forma acelerada até o início dos anos 2000, quando atingiu níveis próximos a 4.700 pontos no auge da bolha das empresas de internet, refletindo o entusiasmo excessivo com o setor.
Com o estouro dessa bolha, o índice sofreu uma queda profunda nos anos seguintes, recuando para patamares próximos de 800 pontos. A recuperação veio de forma gradual, especialmente após a crise financeira de 2008, quando políticas de estímulo monetário ajudaram a impulsionar o mercado.
A partir de 2013, o Nasdaq-100 voltou a superar os 3.000 pontos e manteve uma trajetória de crescimento, sustentada principalmente pelo avanço das grandes empresas de tecnologia que passaram a dominar o mercado global.
Importância do índice Nasdaq 100 para investidores
Acredite, o Nasdaq-100 ganhou espaço não por acaso. Ele traduz as grandes mudanças do nosso tempo, acompanhando empresas que estão na linha de frente da inovação e da tecnologia.
Quando o índice se movimenta, muitas vezes não é apenas o mercado reagindo, mas um reflexo de transformações mais profundas na economia, novos hábitos de consumo, avanços tecnológicos e modelos de negócio que redesenham setores inteiros.
Logo, observar esse índice é, de certa forma, observar para onde o mundo corporativo está caminhando.
Para o investidor, essa exposição carrega um duplo significado. De um lado, a chance de participar do crescimento de companhias que moldam o futuro econômico e social; de outro, a consciência de que crescimento e inovação também trazem volatilidade.
Ainda assim, o Nasdaq-100 oferece uma forma relativamente simples de diversificação, ao reunir empresas de diferentes segmentos e com atuação global, mantendo o foco em expansão e escala internacional.
É justamente aí que entram seus principais atrativos: a combinação de setores estratégicos como tecnologia, saúde e consumo, a presença de empresas espalhadas por vários países e, sobretudo, o forte viés de inovação. São companhias que investem pesado em pesquisa e desenvolvimento, tentando antecipar o amanhã.
Isso não elimina riscos, claro, talvez até os evidencie, mas convida o investidor a refletir se faz sentido ignorar um índice que, goste-se ou não, ajuda a contar a história do futuro em tempo real.
Diferença entre o Nasdaq-100 e o Nasdaq Composite
Num primeiro momento, Nasdaq-100 e Nasdaq Composite parecem caminhar de mãos dadas. Afinal, ambos fazem parte do mesmo universo da bolsa Nasdaq. Mas, quando se olha com mais atenção, fica claro que eles contam histórias diferentes.
A distinção começa na proposta de cada um: o Composite tenta capturar o todo, o ecossistema completo da Nasdaq, enquanto o Nasdaq-100 faz um recorte mais cirúrgico, concentrando-se nas empresas que carregam maior peso e influência no mercado.
O Nasdaq Composite reúne milhares de companhias de vários setores, mesmo que a tecnologia acabe dominando o cenário. Ele é amplo, diverso e reflete essa pluralidade nos seus movimentos.
De modo oposto, o Nasdaq-100 é mais seletivo: reúne apenas as 100 maiores empresas não financeiras listadas na Nasdaq, deixando bancos de fora e dando protagonismo a gigantes como Apple e Microsoft.
Ambos são ponderados por capitalização de mercado, mas seguem lógicas distintas, um olha para o conjunto, o outro para os líderes.
Portanto, essa diferença de foco ajuda a entender por que os desempenhos recentes não são iguais. Nos últimos anos, o Nasdaq-100 acabou se destacando, puxado pelo crescimento acelerado das grandes empresas de tecnologia.
O Composite, por sua vez, avançou de forma mais contida, justamente por carregar uma diversidade maior.
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